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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Guarde o 13º salário para a aposentadoria

São Paulo - No fim de novembro, os brasileiros que trabalham com carteira assinada esperam ansiosamente pela primeira parcela do 13º salário. Só que a maioria - 60%, segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac) - vai usar esse dinheiro para pagar suas dívidas.
Para o educador financeiro Mauro Calil, essa é a "pior" maneira de empregar essa renda extra. É claro que, quem tem dívidas, deve mesmo aproveitar o 13º para quitá-las ou pelo menos reduzi-las. Mas o ideal é chegar ao fim do ano sem débitos, para poder utilizar o dinheiro no planejamento financeiro do ano seguinte.
"Quem começa a fazer o planejamento do próximo ano nessa fase - novembro, dezembro, com a chegada do 13º - tem grandes chances de manter esse planejamento para o resto da vida", diz Mauro Calil.
O educador orienta a dividir o montante em três partes, com vistas aos diferentes objetivos da virada do ano e sem perder de vista a aposentadoria. Veja no vídeo a seguir como aproveitar o 13º para começar o ano de fôlego novo, mas sem deixar de lado o longo prazo:

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Como assegurar seus direitos na hora de alugar um imóvel

São Paulo - Certificar-se dos serviços (supermercados, farmácias, hospitais, escolas, entre outros) e facilidades de transporte disponíveis nas redondezas é apenas um dos cuidados que devem anteceder a locação de um imóvel.
Conforme orienta o Procon de Belo Horizonte, MG, uma vez escolhido o imóvel e verificada a infraestrutura do entorno, o próximo passo é buscar referência junto a pessoas que se utilizaram dos serviços da imobiliária responsável pela locação; e também através do cadastro de fornecedores que é mantido pelos Procons, em todo o Brasil.
No caso de a locação ser tratada diretamente com o proprietário, orienta o Procon BH, nada de acertos verbais. É indispensável elaborar um contrato, que oficializará o acordo e resguardará de problemas futuros as partes contratantes.
Laudo de vistoria
Antes de assinar o contrato, o futuro inquilino deve exigir, da imobiliária ou do proprietário, o laudo de vistoria. Também, deve fazer uma relação em duas vias das condições gerais do imóvel, como pintura, vidros, portas, janelas, instalações elétricas e hidráulicas. A relação deve ser protocolada junto à imobiliária ou à administradora, e mantida uma via com o inquilino.
Ao desocupar o imóvel, além de solicitar nova vistoria o inquilino deve devolver as chaves mediante uma carta protocolada junto à imobiliária ou ao proprietário. Desta forma, ele se isentará de possíveis problemas (alegação de não recebimento da chave e, assim, continuar a cobrança aluguel; ser responsabilizado por invasão de terceiros etc).
Contrato
As cláusula e os requisitos obrigatórios a constar do contrato de locação são os seguintes.
Nome e qualificação do locador, locatário e fiador, se houver; Descrição e endereço do imóvel locado; Valor do aluguel, índice e periodicidade do reajuste; Forma e local do pagamento; Modalidade de garantia apresentada (fiador, depósito prévio ou seguro fiança); Discriminação dos encargos a serem pagos (condomínio, água, luz, IPTU etc); Destinação do imóvel (residencial ou comercial); Duração do contrato; Cláusula de vigência em caso de alienação do imóvel; Termo de vistoria (descrição do estado de conservação do imóvel), que deve ser parte integrante do contrato de locação do imóvel.
O Procon BH chama atenção para dois fatos: o reajuste do aluguel só pode ser estipulado através da aplicação de índices oficiais do governo, acumulados no período; e a vigência de um contrato de locação residencial não pode ser inferior a 30 meses. Já nas locações comerciais, não há prazo mínimo determinado.
Deveres do proprietário
O locador deve entregar o imóvel em condições de uso, e responder por problemas anteriores à locação, assim como fornecer ao locatário descrição minuciosa do estado do imóvel, antes da locação. Ainda, é dever do locador:
Pagar as taxas de intermediação (ficha cadastral, elaboração de contrato, etc) e de administração imobiliária; Fornecer recibo discriminado ao locatário (aluguel, condomínio, impostos etc); Pagar os impostos, taxas e prêmio de seguro complementar contra incêndio, salvo disposição contrária em contrato.
Ainda, o proprietário deve mostrar ao locatário, quando solicitado, os comprovantes relativos às parcelas cobradas, e pagar as despesas extraordinárias de condomínio, tais como: reformas ou acréscimos que envolvam a estrutura integral do imóvel; pintura de fachadas, paredes laterais, poços de ventilação e iluminação e esquadrias externas.
Também, é dever do proprietário do imóvel alugado a terceiro pagar: as obras destinadas a repor condições de habitabilidade da edificação, tais como restaurações hidráulicas e elétricas; indenizações trabalhistas e previdenciárias, decorrentes de dispensa de funcionários, ocorridas em data anterior à locação; os custos de instalação de equipamentos de segurança, de incêndio, telefonia, intercomunicação, esporte e lazer (extintores, portas contra-fogo, interfones, antenas, traves etc); assumir as despesas com decoração e paisagismo de áreas comuns; e contribuir para o fundo de reserva.
Deveres do inquilino
Além de pagar pontualmente o aluguel e os encargos da locação no prazo e local estipulados, e de utilizar o imóvel somente para o uso determinado em contrato, mantendo-o em boas condições, faz parte dos deveres do inquilino restituir o imóvel locado no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do uso normal.
Os deveres do inquilino incluem:
Informar imediatamente o locador sobre qualquer dano ou defeito de responsabilidade deste; Reparar imediatamente os danos de sua responsabilidade causados durante o período de locação; Não modificar a forma interna ou externa do imóvel sem o consentimento prévio e escrito do locador; Encaminhar imediatamente ao locador documentos de cobrança (impostos, condomínios etc), bem como intimações, multas ou exigências de autoridades, mesmo que dirigidas ao locatário; Pagar despesas decorrentes de prestação de serviços públicos (água, luz, telefone, gás, esgoto, etc); Autorizar vistorias e visitas de terceiros ao imóvel (em caso de negociação), desde que combinados o dia e a hora.
Ainda, o inquilino tem como dever: obedecer a convenção e o regulamento interno do condomínio; e pagar despesas ordinárias, tais como: salários, encargos trabalhistas, contribuições previdenciárias e sociais dos funcionários do condomínio; cotas de consumo de água e esgoto, gás, luz e força utilizadas nas áreas comuns; limpeza, conservação e pintura das instalações e dependências de uso comum, entre outros.
Aspectos legais
A Lei do Inquilinato permite que o proprietário exija do inquilino somente um tipo de garantia no cumprimento do contrato, podendo ser: caução através de depósito de bens (carro, moto, terreno, casa, etc); fiador (pessoa que se responsabiliza pelo cumprimento das obrigações do locatário); seguro-fiança (feito por meio de uma companhia seguradora); ou dinheiro.
A garantia em dinheiro deve ser depositada em caderneta de poupança conjunta entre ambas as partes, sendo que a importância não poderá ser maior do que o valor de três meses de aluguel, e deverá ser devolvida ao locatário ao final da locação, se ele estiver em dia com seus pagamentos.
O Procon BH alerta ainda que não é permitido cobrar multa superior a 20% ao mês, por atraso de pagamento. Também é ilegal o reajuste do aluguel com prazo inferior a um ano.
Denúncia vazia - De acordo com a Lei do Inquilinato, conforme explica o Procon BH, nos contratos residenciais assinados antes de 20 de dezembro de 1990 o proprietário que desejar retomar seu imóvel terá que dar um prazo de 12 meses para a desocupação.
Nas locações efetuadas após mencionada data, caberá a denúncia vazia (pedido de retomada sem justificação) para os contratos com prazo igual ou superior a 30 meses. Terminado este prazo, o locador que desejar reaver seu imóvel deverá dar ao inquilino 30 dias para a desocupação. Nas locações celebradas por tempo inferior a 30 meses a denúncia vazia caberá após cinco anos ininterruptos de locação.
Despejo
Além da denúncia vazia, o locador poderá solicitar judicialmente o imóvel, no caso de contratos negociados por período inferior a 30 meses e que estejam no prazo indeterminado (após o término de vigência): para uso próprio, do cônjuge, dos pais ou dos filhos (desde que não disponham de imóvel residencial próprio); para demolição e edificações aprovadas; ou para obras que aumentem a área construída em, pelo menos, 20%.
Quando o inquilino deixa de efetuar o pagamento do aluguel ou dos encargos da locação (condomínio, água, luz etc), o locador poderá entrar com uma ação de despejo. Nesses casos, o locatário terá prazo de 15 dias, contados a partir da citação, para contestar a ação ou pedir ao juiz para designar data para ser depositado o aluguel (purgação de mora). Em ambos os casos há a necessidade de constituir um advogado, alerta o Procon de Belo Horizonte

PIB pode ter crescimento zero no terceiro tri, diz Barbosa

Leonardo Goy e Alexandre Caverni

Brasília - O crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre pode ficar em torno de zero, disse nesta terça-feira o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Ele ponderou, no entanto, que o quarto trimestre deve mostrar recuperação e que o governo está agindo para acelerar a expansão em 2012.
Para Barbosa, a expectativa é de um crescimento de 4 a 5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem e isso não deve causar pressões sobre os preços, com a inflação ficando abaixo dos 5 por cento --no acumulado em 12 meses até outubro, o IPCA, que serve de balisamento para a meta oficial do governo de 4,5 por cento com 2 pontos de tolerância, subiu 6,97 por cento.
"Várias medidas já foram adotas para acelerar o crescimento no ano que vem... medidas como aumento do salário mínimo, desoneração do Supersimples, desonerações do Plano Brasil Maior", disse Barbosa durante balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2).
"E você tem o impacto da redução da Selic que já ocorreu este ano", acrescentou, referindo-se ao corte da taxa básica de juros pelo Banco Central (BC) em 1,0 ponto percentual desde agosto, para 11,50 por cento ao ano.
O governo, disse Barbosa, espera nova expansão do investimento público em 2012, associado ao próprio PAC, ao programa Minha Casa, Minha Vida, ao Plano Nacional de Banda Larga e obras da Copa do Mundo de 2014.
Para ele, o país tem capacidade ociosa para aumentar seu crescimento sem gerar pressão inflacionária.

“Este não é o momento para comprar ações”, afirma Jim Rogers

Investidor vê a recente queda dos preços das commodities como “artificial”


Wikimedia Commons
O analista e investidor Jim Rogers
"Estou vendido em ações e comprado na maioria das commodities", disse Rogers
São Paulo – O momento atual não é o melhor para comprar ações, afirma o investidor Jim Rogers em uma entrevista concedida à CNBC nesta quarta-feira. “É como na década de 1970, as ações não fizeram nada. As commodities foram ao teto. Estou vendido em ações e comprado na maioria das commodities”, disse.


“Com a MF Global pedindo concordata – uma empresa gigante em commodities – houve uma liquidação forçada. As pessoas tiveram que vender querendo ou não. É uma venda artificial agora”, ressalta.Para ele, a recente queda dos preços dascommodities foi artificial e tem pouca relação com os fundamentos e tudo a ver com o colapso da corretora MF Global.
O índice CRB Jefferies – que serve como uma medida geral das commodities – caiu 4% desde a quebra da MF Global há quatro semanas. As agrícolas recuaram mais, com os futuros do arroz recuando 14% e do trigo 9% no período.
“Estou comprado em commodities e moedas porque, caso o mundo fique melhor, a escassez delas fará com que eu ganhe dinheiro; se a economia mundial não melhorar, eu prefiro as commodities porque eles irão imprimir dinheiro”, disse Rogers, esperando que os bancos centrais afrouxem a política monetária.

Captação de renda fixa é a maior desde 2007 com corte da Selic


Os fundos de renda fixa captaram R$ 2,8 bilhões no mês passado, elevando o saldo no ano até outubro para R$ 67 bilhões


Stock Exchange
Notas de cinquenta reais
Com essa captação, as taxas das Notas do Tesouro Nacional série F para 2014 despencaram 239 pontos-base nos últimos quatro meses, para 10,46%
Rio de Janeiro/Nova York - Os fundos de renda fixa no Brasil registram o maior volume de captação desde 2007, o que derrubou as taxas desses papéis. Para a Quest Investimentos Ltda. e para a Neo Gestão de Recursos, a queda das taxas levará à migração de recursos desses fundos para ações e imóveis.
A valorização dos papéis do Tesouro teve início com o corte inesperado na taxa básica de juros, promovido pelo Banco Central em agosto, como parte dos esforços para estimular o crescimento econômico em meio à desaceleração global. Outros emergentes, de Israel à Indonésia, têm adotado medidas semelhantes. Em 14 de novembro, o presidente do BC, Alexandre Tombini, também aliviou a política para operações de crédito ao consumidor, alimentando especulações de que a medida tenha sido uma alternativa a cortes maiores nos juros.Os fundos de renda fixa captaram R$ 2,8 bilhões no mês passado, elevando o saldo no ano até outubro para R$ 67 bilhões. Com isso, as taxas das Notas do Tesouro Nacional série F para 2014 despencaram 239 pontos-base nos últimos quatro meses, para 10,46 por cento. O rendimento de papéis com prazo semelhante do governo mexicano caíram 62 pontos-base, ou 0,62 ponto percentual, no mesmo período, para 4,85 por cento, segundo dados compilados pela Bloomberg.
“Depois que o governo sinalizou mais cortes nos juros, os papéis de renda fixa começaram a precificar isso e a ter bom desempenho, mas quando são precificados aparece o risco de esses cortes não se materializarem”, disse Wagner Murgel, sócio da Neo Gestão de Recursos, fundo de hedge baseado em São Paulo que administra R$ 1,3 bilhão. “Nesse segundo estágio, investidores vão olhar para imóveis, ações e também fundos de hedge.”
Restrições ao crédito
Operadores apostam que o Comitê de Política Monetária vai reduzir a Selic em 50 pontos-base, para 11 por cento, em 30 de novembro, segundo projeções da Bloomberg com base nas taxas das operações do mercado de juros futuros. Tombini baixou a taxa básica em 50 pontos-base em cada uma das últimas duas reuniões do Copom.
O BC disse por e-mail que não comenta movimentos de mercado.
A autoridade monetária disse em 14 de novembro que reduziu as exigências de capital das instituições financeiras para alguns tipos de empréstimos com prazos mais curtos. Por outro lado, o BC elevou a provisão exigida para contratos superiores a 60 meses. A instituição também diminuiu requerimentos de capital para financiamento de veículos com prazo inferior a cinco anos.
O corte da Selic em agosto desencadeou a maior onda de resgate de fundos de títulos pós-fixados em quase dois anos. Investidores retiraram R$ 4,7 bilhões dos Fundos Referenciados DI, que compram papéis atrelados à taxa Selic, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, conhecida como Anbima.

‘Ambiente turbulento’
Os títulos públicos pré-fixados renderam 13,3 por cento neste ano, contra alta de 10,3 por cento dos títulos pós- fixados, segundo a Anbima. O Ibovespa acumula queda de 19,4 por cento em 2011.
Os preços dos imóveis novos em São Paulo subiram 14 por cento nos sete meses até outubro, segundo o Ibope Inteligência.
“A curva dos títulos pré-fixados já está incorporando o ambiente turbulento no exterior e não há muito espaço para queda adicional”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco WestLB em São Paulo, em entrevista por telefone. “É hora de voltar para títulos pós-fixados ou, com mais quedas no juro, para ativos com maior rentabilidade.”
A oscilação causada nos mercados globais pelo agravamento da crise de dívida na Europa levará investidores a continuarem preferindo ativos de renda fixa, disse Walter Mendes, ex-chefe de renda variável do Itaú Unibanco Holding SA que hoje é sócio do fundo de hedge Cultinvest Asset Management, em São Paulo.
“Com a tendência de queda dos juros, as pessoas querem pré-fixados porque o nível de retorno é razoável em relação ao risco”, disse Mendes. “Os investidores ainda não estão preparados para ir em direção a fundos mais arriscados como os fundos de hedge por causa da incerteza.”

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ações da Marfrig podem ter atingido o fundo do poço, diz analista


Raymond James eleva a recomendação aos papéis do frigorífico e espera uma recuperação


Marfrig, outra aposta do BNDES no agronegócio
A Raymond James ressalta que o endividamento segue como a principal preocupação
São Paulo – Após perder metade do valor no ano, as ações do frigorífico Marfrig (MRFG3) podem ter finalmente atingido o fundo do poço, destaca a Raymond James em um relatório. A recomendação foi elevada de underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para market perform (performance em linha com a do mercado).

Resultados
“As ações do Marfrig caíram 50% no ano e podem já ter atingido o fundo. Esperamos que elas se recuperem dos níveis atuais baseadas na melhora da perspectiva para as margens e no valuation atual”, ressaltam Daniela Bretthauer e Joseph Giordan, analistas que assinam o relatório.
Segundo eles, a revisão está baseada na melhora operacional vista no terceiro trimestre de 2011. O frigorífico, apesar de ter registrado um prejuízo 687,2% maior na comparação com o ano anterior, apresentou um aumento de 169,3% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações), para 637 milhões de reais. A margem Ebitda consolidada foi de 11,5%, percentual 532 pontos-base superior ao mesmo período de 2010 e 632 pontos-base acima do trimestre anterior.
As ações tiveram a maior alta do Ibovespa na semana passada após a publicação dos resultados.
“Apesar do novo prejuízo líquido registrado no trimestre, decorrente principalmente do efeito não-caixa do câmbio sobre a dívida, o desempenho operacional da Marfrig surpreendeu positivamente. Os elevados custos de matérias-primas continuaram exercendo pressão, porém a forte evolução das vendas e a melhora na eficiência operacional contribuíram para o crescimento significativo das margens bruta e Ebitda”, destacou o analista Henrique Koch do BB Investimentos, em um relatório.

Além disso, Daniela e Giordan lembram a venda iminente dos ativos de distribuição da Keystone, que pode gerar aproximadamente 400 milhões de dólares em caixa até o final do ano. Os recursos podem levar a Marfrig a pagar parte da dívida cara e reduzir o endividamento de uma forma geral.Endividamento
Mesmo assim, a Raymond James ressalta que o elevado endividamento segue como a principal preocupação. A dívida líquidaem relação ao Ebitda ajustado dos últimos doze meses chegou a 5 vezes no terceiro trimestre, lembram os analistas. “Esperamos que a geração de fluxo de caixa fique negativa nos próximos dois anos, a não ser que ocorra um corte no plano de investimentos”, destacam.
Os analistas avaliam que com base no modelo de fluxo de caixa descontado, cada ação da Marfrig deveria valer 9 reais, o que sugere um potencial de valorização de 17%

Dívida da zona do euro é vista como tóxica e juro pode saltar a 10%, diz Soros

Para o megainvestidor, o Banco Central Europeu precisa de uma ação emergencial no mercado

George Soros


Críticos conservadores argumentam que o movimento é um Cavalo de Troia para uma intenção secreta de Soros
São Paulo – O megainvestidor bilionário George Soros pede uma ação emergencial do Banco Central Europeu para estabilizar o mercado de títulos da dívida dos países da zona do euro, destaca ele em um artigo publicado nesta terça-feira no jornal Financial Times escrito em parceria com Peter Bofinger da Universidade alemã de Würzburg.

Espanha pagou hoje o maior juro em 14 anos para uma emissão de curto prazo. O rendimento médio de uma venda de 3 bilhões de euros em títulos de 3 e 6 meses ficou acima de 5% na de prazo mais curto ante aproximadamente 2,3% na operação realizada no mês passado. O juro para os papéis de seis meses subiu de 3,3% para acima de 5%“O Banco Central Europeu precisa interromper a corrida dos títulos a todo custo porque está colocando em risco a estabilidade da moeda única. A melhor maneira de fazer isso no curto prazo é impor um teto para o juro dos títulos soberanos emitidos por governos que seguem políticas fiscais responsáveis e que não estão sujeitos aos programas de ajuste”, destaca Soros.
Desconfiança
O custo para se proteger de um eventual calote da Espanha atingiu mais um recorde hoje. O spread do CDS (Credit Default Swap) do país subiu 15 pontos-base, para 484 pontos–base. O CDS de cinco anos da França avançou três pontos-base, para 237 pontos-base. O juro dos títulos de 10 anos da Espanha disparou 52 pontos-base, para 6,61%.
“Normalmente os bancos centrais fixam apenas os juros de curto prazo, mas não passamos por um período normal. Os títulos dos governos que eram considerados livres de risco quando as instituições financeiras os adquiriram, e ainda são vistos assim pelos reguladores, se tornaram os ativos de mais risco”, disse.
Para Soros, os investidores não estão comprando os papéis com um juro de 7% porque são vistos como tóxicos e, desta forma, podem facilmente subir para o nível de 10%. Ele sugere que o BCE coloque um teto de 5% para os juros, o que tornaria os papéis atrativos para o longo prazo, ressalta.