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terça-feira, 13 de março de 2012

Bovespa sobe apoiado em otimismo externo com EUA e Europa

O principal índice acionário brasileiro acompanhava o comportamento das praças acionárias globais. O giro financeiro é de R$ 1,86 bilhão

Divulgação/BM&FBovespa
Bovespa 1
Pregão da Bovespa

São Paulo - A bolsa paulista buscava nesta terça-feira reverter a queda apurada na véspera, quando dados da China pesaram sobre o desempenho de commodities e ações ligadas a matérias-primas, e operava no azul, apoiada sobretudo em dados positivos vindos dos Estados Unidos.

Às 11h50, o Ibovespa subia 0,99 por cento, a 67.039 pontos, com giro financeiro de 1,86 bilhão de reais. O principal índice acionário brasileiro acompanhava o comportamento das praças acionárias globais. Na Europa, o FTSEurofirst tinha ganhos de 1,32 por cento.

Em Wall Street, o Dow Jones avançava 0,55 por cento e o Standard & Poor's 500 ganhava 0,64 por cento. Dados de vendas no varejo dos EUA garantiam certo ânimo aos investidores. Em fevereiro, as vendas totais no varejo norte-americano subiram 1,1 por cento, após uma revisão para cima do dado de janeiro, para 0,6 por cento, atingindo a maior alta em cinco meses e ficando ligeiramente acima da previsão de analistas.

Ainda na cena externa, uma análise atualizada preparada pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para ministros da zona do euro mostrou que o segundo pacote de resgate à Grécia pode tornar a dívida do país sustentável. Até 2030, entretanto, Atenas terá de se prender firmemente às políticas acordadas, podendo precisar de mais dinheiro depois de 2014. Dados de confiança na Alemanha acima do esperado, conhecidos mais cedo, também amenizavam preocupações envolvendo a zona do euro e ajudavam a manter as bolsas europeias no azul.

No cenário doméstico, a ação ordinária da Vale exibia a maior alta do Ibovespa, subindo 2,58 por cento, a 41,67 reais. Na segunda-feira, o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, disse que a companhia deve se tornar a maior produtora mundial de níquel ainda este ano. A Vale é atualmente a segunda produtora global da commodity, atrás da mineradora Norilsk.
A temporada de divulgações de resultados trimestrais e do fechado de 2011 também seguia na pauta, com a Brookfield Incorporações, que apresenta o balanço no final do dia, em alta de 1,60 por cento. A terça-feira reserva ainda os números de Eletropaulo e Positivo Informática, esta última fora do Ibovespa.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Acordo de dívida grega traz alívio, mas não por muito tempo

As fracas perspectivas de crescimento para a zona do euro e temores de que Portugal também imponha perdas a seus credores são sinal de persistência na instabilidade

Londres - O sucesso da reestruturação de dívida grega trouxe algum alívio a ativos de maior risco nesta sexta-feira, mas as fracas perspectivas de crescimento para a zona do euro e temores de que Portugal também imponha perdas a seus credores provavelmente devem limitar a queda nos yields de bônus soberanos mais fracos.
A Grécia afastou o risco de um imediato default descontrolado, que para alguns poderia causar um prejuízo de mais de 1 trilhão de euros na zona do euro, após quase todos os seus credores concordarem em assumir grandes perdas em suas carteiras de títulos.
Mas o foco do mercado imediatamente se voltou para recentes dados mostrando um aumento nas chances de recessão no bloco monetário e o risco de mais reestruturações de dívida na Grécia e em outros países.
Mesmo após o swap de títulos, a Grécia carrega grandes dívidas sem nenhum sinal de crescimento econômico para ajudar a diminuir a carga de obrigações.
Os novos bônus gregos que investidores receberam quando trocaram seus atuais títulos eram cotadas no mercado negro com yields entre 15 e 20 por cento, refletindo o elevado risco de um default, e bem acima das taxas para bônus portugueses, entre 11 e 14 por cento.
"Claramente o acordo deu tempo a Grécia, mas tenho de dizer que ainda continuo cético de que isso dá um período significativo de tempo, uma vez que a histórica paralela de austeridade atrás de austeridade quando não há crescimento pode simplesmente deixar a situação pior", disse o presidente da mesa de renda fixa da London and Capital, Sanjay Joshi, que gerencia 1 bilhão de dólares em ativos.
Joshi está comprado em futuros de bônus alemães e em Treasuries e tem exposição zero em títulos de mercados periféricos.
Os yields do governo italiano caíram no início das operações, mas até o fechamento investidores se voltavam para os papéis da dívida espanhola, que recentemente têm tido um desempenho melhor.
Os yields dos papéis italianos de dez anos subiam para 4,839 por cento, com desempenho pior que o de seus pares espanhois, cujos yields recuavam para 5,008 por cento.
Mas o fato de os títulos espanhois ainda registrarem yield acima de seus equivalentes italianos mostrava que investidores ainda veem a Espanha como mais arriscada.
"Os grandes investidores externos têm vendido BTPs (títulos italianos) para comprarem (bônus) espanhois, o que é uma realização de lucros. Mas temos sempre visto compradores no mercado doméstico (para os bônus italianos)", disse um operador, acrescentando que os bônus italianos precisam se consolidar antes de retomarem um rali.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Guardar e investir dinheiro é prioridade em 2012

Levantamento mostra que poupar é prioritário para a maior parte dos brasileiros, e que as finanças são sua maior preocupação

Dreamstime.com
Calculadora e dinheiro
Brasileiros estão cheios de planos em 2012, e boa parte deles envolve dinheiro
São Paulo – Cuidar das finanças é a prioridade do brasileiro em 2012. Pesquisa da Triad Productive Solutions, empresa especializada em produtividade, mostra que o que o brasileiro mais gostaria de realizar neste ano é guardar e investir dinheiro. O tema “finanças” é, aliás, a maior preocupação, de acordo com o levantamento.

Ao responder sobre seus planos para 2012, as cerca de 1.800 pessoas ouvidas podiam escolher até cinco itens que gostariam de realizar em 2012. Guardar e investir foi o item mais escolhido, por 58% das pessoas, seguido de investir na carreira, com 54%, e ter mais tempo para as coisas importantes, com 52%. Oitenta e nove por cento escolheram os cinco itens, enquanto que apenas 3% escolheram menos de três itens, o que mostra que os brasileiros estão cheios de planos para este ano.
No quesito preocupações, as finanças também ficaram no topo. O item foi apontado como a maior preocupação em 2012 por 28% das pessoas, seguido da carreira, com 17%, e a falta de tempo, com 12%. De acordo com a pesquisa, o crescimento do percentual de endividamento da renda familiar brasileira é um dos prováveis fatores que levaram a esse resultado.
O levantamento indica também que o brasileiro está otimista para 2012, tendo feito uma boa avaliação do ano de 2011. Foi um excelente ano para a carreira para 48% das pessoas e excelente para as finanças para 37% das pessoas. Para 6% e 20% o ano foi péssimo, respectivamente, nesses dois quesitos. O restante das pessoas afirmou ter “ficado na mesma”.
A pesquisa da Triad foi respondida online por 1.872 pessoas de 25 estados brasileiros e o Distrito Federal, entre os dias 15 de outubro e 30 de dezembro de 2011. A idade média das pessoas ouvidas é de 32 anos, sendo 55% homens e 45% mulheres. Estão atualmente empregados 98% das pessoas. Foram ouvidas pessoas de todas as classes sociais, com predominância da classe B (43%) e C (29%), segundo as classificações do IBGE.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Decisões europeias e agenda dos EUA garantem semana agitada para o Ibovespa

SÃO PAULO - A semana reduzida pelo feriado de Carnaval trouxe um período de baixo volume para o Ibovespa. O principal benchmark brasileiro terminou o período que se estendeu entre 22 e 24 de fevereiro com queda de 0,39%, aos 65.942 pontos. Apesar da semana terminar em queda, o índice acumula ganho de 16,19% desde o início do ano.
Sem grandes destaques na agenda econômica local e com o intervalo na divulgação de balanços trimestrais pelas companhias neste período, as atenções do mercado permaneceram nos eventos externos. A Grécia conseguiu a aprovação do pacote de ajuda e, após isso, o Gabinete do país acertou os detalhes da transação.
Os indicadores favoráveis referentes à economia nos EUA mantiveram o tom positivo para o mercado, na opinião do estrategista da Futura Investimentos, Adriano Moreno. Na semana, o dado sobre confiança do consumidor nos Estados Unidos, que veio melhor no período de um ano, foi um dos drivers para o desempenho das bolsas mundiais.
Semana de definições na Zona do Euro
Depois das negociações truncadas nesta semana, é esperada para este fim de semana a conclusão dos detalhes para o swap da dívida grega. Adriano Moreno afirma que esta definição pode contribuir para a continuidade do viés positivo do Ibovespa entre os dias 27 de fevereiro e 2 de março.
Os investidores aguardam por um desfecho positivo para a reunião entre ministros de Finanças e líderes dos bancos centrais do G-20, que acontece na cidade do México durante o final de semana. Na ocasião será discutida a ampliação dos recursos para o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o ESM.
Ficará em destaque ainda no período, na visão do diretor da Tradeal Investimentos, Leonardo Hermoso, o refinanciamento de bancos europeus pelo BCE (Banco Central Europeu), quando deverão ser despejados R$ 500 bilhões nessas instituições.
Pode pesar pelo lado negativo também o alerta da agência de classificação de risco Moody's sobre a possível revisão da nota do Japão. "Por outro lado, o superávit da conta corrente ajudou a compensar bastante a dívida pública japonesa", pondera Hermoso.
Agenda dos EUA e Petrobras podem puxar alta
Leonardo Hermoso afirma que além das definicões na Europa, a agenda repleta de indicadores econômicos nos Estados Unidos também favorece o tom positivo para o Ibovespa na semana, caso venham acima ou em linha com o esperado pelo mercado.
O diretor destaca ainda que no mercado interno, apesar da produção industrial de janeiro ter caído, diminuiu a retração e aumentou a capacidade produtiva, o que sinaliza o cenário positivo na economia também por aqui. “Isso mostra que não só lá fora, mas aqui também o mercado está mostrando sinais de uma boa semana”, afirma Hermoso.
Também no front doméstico, a possível continuidade do bom desempenho da Petrobras (PETR3, PETR4) impulsionado pelas recentes descobertas nas bacias de Santos, pode colaborar com o desempenho do benchmark brasileiro no período. "Como a Petrobras tem um grande peso na bolsa, a continuidade da alta pode contribuir para a semana positiva também", afirma o diretor da Tradeal Investimentos.
Na última sessão da semana, o mercado fechou em leve alta, puxado em parte pelas ações da Petrobras, que representam 10,86% de todo o peso do índice. As ações ordinárias registraram alta de 2,37% na sexta-feira, terminando cotadas a R$ 25,95. Já os papéis preferenciais, de maior liquidez e peso, tiveram ganhos de 2,34% no pregão, terminando aos R$ 24,48.
A busca por novos patamaresApesar de concordarem sobre a relevância dos eventos externos e da agenda norte-americana para o bom desempenho do mercado na próxima semana, Leonardo Hermoso e Adriano Moreno divergem sobre a possível pontuação no período.
Moreno afirma que apesar de o Ibovespa manter o viés positivo, a redução do fluxo estrangeiro registrado no mês de fevereiro diminui a possibilidade de atingir novos patamares já na próxima semana. “O grande impulso que acompanhamos no índice ocorreu pelo forte fluxo estrangeiro no começo do ano, que começa a ser reduzido em fevereiro. Com isso, o viés positivo permanece, mas o índice deve se manter em torno do 65.000 pontos, o que é um bom patamar para a precificação da bolsa brasileira neste momento”, explica Moreno.
Mais otimista, Hermoso afirma que a agenda bastante relevante nos EUA pode contribuir para o rompimento da barreira dos 66.500 mil pontos no período, podendo levar o índice aos 67.300 pontos.
“No meu ponto de vista, o mercado parou de operar em cima de notícias e voltou a operar em cima de dados. Como o mercado está mais racional, esses dados saindo positivos ou em linha, vai forçar esse rompimento. Por outro lado, qualquer dado negativo o mercado também vai penalizar o mercado”, afirma.
Vale mencionar ainda que o investidor acompanha por aqui o retorno da divulgação dos balanços trimestrais. Entre elas, devem apresentar seus números ao mercado a Lojas Renner (LREN3), OdontoPrev (ODPV3), Lojas Americanas (LAME4) e BR Malls (BRML3).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Europa fecha novo acordo de ajuda à Grécia

Credores privados concordaram em desconto maior na renegociação dos títulos da dívida grega

O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos

O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos; finalmente um acordo com a UE
Bruxelas - Os ministros das Finanças da zona do euro finalmente concordaram com os termos do acordo para garantir um novo resgate  130 bilhões (US$ 171,9 bilhões) à Grécia e a reestruturação da dívida do país. Os detalhes finais foram negociados na madrugada desta terça-feira. Autoridades que participaram do encontro, que durou quase 13 horas, chegaram a um acordo sobre o plano que tem como objetivo reduzir a dívida da Grécia para pouco mais de 120% do seu Produto Interno Bruto (PIB) até 2020. O nível atual da dívida beira 160% do PIB.

 De acordo com algumas das autoridades, credores privados da dívida grega concordaram em desconto de 53,5% no valor de face dos seus títulos - número maior do que os 50% concedidos antes da reunião. O Instituto Internacional de Finanças, que representa os credores, não foi encontrado para comentar.
Participantes da reunião disseram que o país em crise também será beneficiado com um acordo pelo qual o Banco Central Europeu irá distribuir lucros estimados em  50 bilhões de títulos comprados no mercado secundário em 2010-11 para os governos da zona do euro - e que agora serão usados para ajudar a Grécia. Os ministros concordaram, ainda, em uma nova redução na taxa de jurossobre o empréstimo de  53 bilhões concedido pela zona do euro no 1º resgate, acordado em maio de 2010.

Mesmo com o consenso dos ministros, economistas avaliam que o acordo vai deixar questões de longo prazo sobre a capacidade da Grécia de pagar sua dívida, ainda que reduzida. O Fundo Monetário Internacional (FMI) - que também fará uma contribuição financeira para o resgate - sugeriu, um relatório confidencial, que o programa grego ainda ficará vulnerável. As informações são da Dow Jones.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Fundos imobiliários de hospitais disparam na bolsa

Suposta venda dos hospitais da Criança e Nossa Senhora de Lourdes traz otimismo aos investidores e pode resolver imbróglio do atraso e da renegociação de aluguéis


Hospital da Criança, em São Paulo, pertencente ao Grupo Nossa Senhora de Lourdes
Hospital da Criança: venda para rede D'Or gera otimismo sobre regularização dos aluguéis

São Paulo – As quotas dos fundos imobiliários dos hospitais da Criança (HCRI) e Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11) negociadas na BM&FBovespa disparam nesta quarta-feira com a notícia de que a rede D’Or pode comprar as duas instituições. Segundo reportagem publicada pelo jornal Valor, os hospitais, que pertencem ao mesmo controlador, serão negociados por cerca de 300 milhões de reais. Em nota oficial, o grupo Nossa Senhora de Lourdes negou que a venda tenha sido fechada. Às 16h07, as quotas do fundo Nossa Senhora de Lourdes subiam 12,23% enquanto o Hospital da Criança avançava 14,13%.

Os investidores receberam com otimismo a possível mudança de controle, que poderia acabar com um imbróglio que envolve atrasos e renegociação dos contratos de aluguel das duas instituições. Há alguns anos, o grupo Nossa Senhora de Lourdes vendeu aos quotistas dos fundos imobiliários os imóveis que ocupavam e fecharam contratos de aluguel de longo prazo, tornando-se o inquilino das propriedades.

O dinheiro foi utilizado pelo grupo Nossa Senhora de Lourdes para a expansão dos hospitais. Os negócios, entretanto, não geraram o rendimento esperado. Há alguns meses, os hospitais começaram a atrasar os aluguéis e também tentaram renegociar os valores estabelecidos em contrato. A disputa foi parar na Justiça. No mês passado, a Brazilian Mortgages, administradora do fundo, entrou com uma ação de despejo do Hospital da Criança.
Remover um hospital de um imóvel, entretanto, é um processo bastante desgastante. É por isso que especialistas acreditam que imóveis de fundo social não são os mais indicados para a constituição de fundos imobiliários. “Nunca mais um fundo imobiliário de hospitais atrairá investidores devido a esses dois eventos”, diz Sérgio Belleza, um dos consultores mais antigos do setor.
Pocurada, a Brazilian Mortgages informou que, até o momento, não há novidades sobre a regularização dos contratos de aluguel do fundo. Um detalhe do negócio que ajuda a trazer otimismo ao mercado é que tanto o possível novo inquilino, a rede D’Or, quanto o administrador do fundo que possui o imóvel, a Brazilian Mortgages, têm o banco de investimentos BTG Pactual como sócio.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

HOJE NA ECONOMIA


A semana chega ao fim como começou: sem um desfecho para a novela grega. O governo da Grécia conseguiu fechar acordo político em torno de novas medidas de austeridade, que devem ser aprovadas pelo parlamento grego neste final de semana. Esse esforço, no entanto, não garantiu aprovação por parte da tróica (BCE, FMI e União Europeia) do socorro externo de € 130 bilhões. A decisão foi adiada para a próxima semana.

Diante desse ambiente incerto, investidores evitam o risco. Na Europa, o índice pan-europeu de ações, STOXX600 registra queda de 0,38% nesta manhã. Todas as principais praças também operam em baixa: Londres -0,76%; França -1,60% e Alemanha -1,54%. O euro mostrou leve recuo frente ao dólar, sendo negociado a US$ 1,3267/€ nesta manhã (-0,12%).

Ante a um quadro de menor apetite ao risco, os futuros das principais bolsas americanas, S&P e D&J, operam em queda, registrando perdas de 0,81% e 0,68%, respectivamente, neste momento. Uma surpresa positiva na divulgação do índice preliminar de confiança do consumidor de fevereiro, apurado pela Universidade de Michigan (consenso: 74,8 pontos), poderá injetar ânimo extra nesses mercados.

A bolsa de Tókio fechou a semana em baixa. O índice Nikkei recuou 0,61% nesta sexta-feira, refletindo a realização de lucros em papéis que foram beneficiados, nos últimos pregões, com a desvalorização do iene e com os avanços em torno da negociação da dívida da Grécia. Na China foram conhecidos os dados da balança comercial de janeiro, que apuraram quedas de 0,5% nas exportações e de 15,3% nas importações. Esses resultados estão sendo vistos com reservas, uma vez que sofrem influência dos feriados do ano novo lunar chinês, comemorado mais cedo neste ano. A bolsa de Shanghai fechou com valorização de 0,10%.

As commodities em geral operam em baixo, nesta manhã. O índice total recua 0,45%, sendo minerais -0,49% e agrícolas -0,30%. O petróleo tipo WTI recua 0,69%, sendo negociado a US$ 99,15/barril.

O Ibovespa deverá seguir a tendência ditada pelos mercados internacionais, onde a cautela reflete o clima de aversão ao risco que prevalece entre os investidores. No mercado de câmbio, o dólar flutua sem tendência frente às principais moedas, devendo manter comportamento semelhante ante ao real no dia de hoje. No mercado de juros futuros, a divulgação do IPCA de janeiro (consenso: 0,56%) ganha particular importância neste momento em que começa ganhar força uma queda mais expressiva da Selic, abaixo de 9,5%.