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quarta-feira, 21 de março de 2012

TESOURO NACIONAL


Tesouro NacionalFazenda Pública ou Erário Público representa o conjunto dos meios financeiros à disposição de um estado. Designa também os serviços de administração encarregados da gestão desses recursos, que na maioria dos países é um serviço do estado ligado ao ministério das finanças.
Os fundos públicos têm origem nas receitas do estado, em particular a fiscalidade. Estes fluxos são controlados através do orçamento de estado.

No Brasil

Tesouro Nacional é o caixa do Governo, ou seja, o órgão público responsável pelo gerenciamento da dívida pública do país. Para esse efeito, capta recursos do mercado financeiro via emissão primária de títulos para execução e financiamento das dívidas internas do governo.
Antes da reforma bancária de 1964, era responsável pela emissão de papel moeda. Atualmente essa função é conferida ao Banco Central do Brasil (BACEN), quando ordenada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A partir de 1988, com o reordenamento financeiro, passou a exercer atividades relacionadas ao fomento e à administração da dívida pública federal.
O Tesouro Nacional também é responsável por realizar o recolhimento de impostos e contribuições para a Receita Federal do Brasil (RFB), além do recolhimento de quaisquer outros recursos que venham a ingressar na Conta Única do Tesouro Nacional.
É vetado ao BACEN conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional.

segunda-feira, 19 de março de 2012

15 respostas essenciais sobre o Imposto de Renda

Os principais pontos que todo contribuinte deve conhecer antes de declarar IR

São Paulo - Antes de começar a fazer a declaração do Imposto de Renda, o contribuinte deve conhecer alguns pontos cruciais- principalmente quem declara pela primeira vez ou acaba de adquirir ou vender bens -, bem como as mudanças que ocorreram do ano passado para cá. Veja a seguir as principais respostas sobre IR, organizadas com a ajuda de Adão Matos Junior, diretor da unidade de Belo Horizonte da Trevisan Oursourcing, com base nas principais dúvidas que as pessoas podem ter sobre o tema:
1) Qual o prazo para a declaração do IRPF 2012?
O prazo é de 1º de março a 30 de abril de 2012.
2) Quem esta obrigado a declarar?
- Quem recebeu em 2011 rendimentos tributáveis superiores a 23.499,15 reais. - Quem teve rendimentos isentos acima de 40.000 reais no ano de 2011. - Quem obteve receita bruta de atividade rural superior a 117.495,75 reais. - Quem tinha, em 31 de dezembro de 2011, bens que somavam juntos mais de 300.000 reais. - Quem obteve, em qualquer mês do ano, ganho de capital não isento com a venda de bens e direitos (como imóveis, por exemplo) ou operações em Bolsa de Valores.
3) Quais os principais casos em que o ganho de capital (lucro) com bens e investimentos é isento de IR?
- Ouro ou ações em Bolsa: vendas que somem menos que 20.000 reais em um único mês.
- Imóveis: venda do único imóvel (de qualquer tipo) do contribuinte, desde que o valor da transação seja inferior a 440.000 reais e desde que o contribuinte não tenha feito outra venda de imóvel de qualquer tipo nos últimos cinco anos; venda de imóvel, desde que o dinheiro dessa alienação seja destinado à compra de outro imóvel residencial 180 dias a partir da data de venda (também apenas uma vez a cada cinco anos); venda de imóvel adquirido até 1969 ou que permitia a amortização anual de 5% do seu valor até 1988.
- Bens de pequeno valor: venda de imóveis e outros bens cujo valor não ultrapasse 35.000 reais.
4) Quem está dispensado da declaração?
A pessoa física está dispensada da apresentação da declaração, desde que:
- Não se enquadre em nenhum dos casos da resposta de nº 2. - Conste como dependente em declaração apresentada por outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos, caso existam. - Tenha tido a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, cujos bens comuns sejam declarados pelo cônjuge, desde que o valor total dos seus bens privativos não exceda 300.000 reais, em 31 de dezembro de 2011. - Não resida no país, ainda que tenha bens e direitos no Brasil. Caso o não residente seja brasileiro, deve ter apresentado a "Declaração de saída definitiva".
Mesmo que não seja obrigado a declarar, o contribuinte pode apresentar a declaração, se quiser. É o caso de quem tem renda tributável acima do limite de isenção (18.799,32 reais), mas abaixo do valor em que é obrigatório entregar a declaração (23.499,15 reais). Essa pessoa teve IR retido na fonte em 2011, e apenas se entregar a declaração conseguirá a restituição a que tem direito.
5) Qual é a regra de formação dos lotes de restituição? Quem recebe antes e que recebe depois? A ordem de liberação das restituições obedece à ordem de apresentação das declarações à Receita Federal - quem entregou primeiro, recebe primeiro. Os idosos continuam sendo os primeiros a receber, obedecendo também à ordem na qual entregaram a declaração, conforme determina o Estatuto do Idoso. 6) O rendimento pago pelo governo é melhor do que o da poupança?
Quem não estiver precisando do dinheiro da restituição pode se beneficiar de entregar a declaração mais para o fim do prazo. Isso porque, enquanto não é restituído ao contribuinte, o dinheiro é corrigido pela Selic, hoje em 9,75% ao ano. Mesmo que chegue a 9% no fim do ano, como espera o mercado, a taxa ainda é mais atrativa do que a rentabilidade paga pela caderneta de poupança, de 6% ao ano mais TR. Ou seja, mais vale receber a restituição corrigida no último lote que recebê-la logo e colocar o dinheiro na poupança.
7) É melhor negociar com bancos o adiantamento da restituição?
Para Adão Matos Junior, diretor da unidade de Belo Horizonte da Trevisan Outsourcing, só deve pedir o adiantamento da restituição quem realmente está precisando do dinheiro com urgência, para pagamento de dívidas mais caras, por exemplo. "Caso haja algum problema na declaração, o contribuinte pode cair na malha fina e não receber o dinheiro. Assim, terá dois problemas: um com a Receita Federal e outro com o banco", diz Matos.
8) Qual o caminho para escapar da malha fina? - Organize-se com antecedência e tenha os seus documentos em mãos na hora de fazer a declaração. - Conheça bem o formulário para a declaração e os campos a serem preenchidos. - Tenha cuidado e atenção na hora de preencher os dados. Revise se os valores estão de acordo com os comprovantes de rendimentos e despesas. - Preste atenção nas alterações em relação à declaração do ano passado. - Não deixe para fazer a declaração na última hora, pois a pressa pode levar ao erro.
9) Qual a multa aplicada ao contribuinte que atrasa a entrega da declaração?
O contribuinte que não entregar a declaração dentro do prazo será multado em um valor que varia de 165,74 reais a 20% do imposto de renda devido. Caso não seja pago, o valor será descontado das futuras restituições.
10) Como funciona o sistema de multas para quem alterar os dados da declaração para conseguir uma restituição?
No caso das despesas deduzidas, a Receita realiza cruzamento de dados. Caso as informações não sejam aceitas e o contribuinte não tenha como comprová-las adequadamente, o desconto será negado e será preciso pagar multa de 75% do valor declarado indevidamente.
11) Quem pode ser considerado dependente?
- Cônjuge, companheiro homo ou heterossexual com quem seja possível comprovar união estável por mais de cinco anos e pessoa com quem o contribuinte tenha filho. - Filhos e enteados de até 21 anos ou de até 24 anos, caso estejam cursando faculdade ou escola técnica (mesmo que tenham completado 25 anos em 2011); e filhos e enteados incapacitados física ou mentalmente para o trabalho, sem limite de idade. - Irmãos, netos e bisnetos que não contam com o auxílio dos pais, segundo os mesmos critérios de filhos e enteados, desde que o contribuinte detenha a guarda judicial do dependente. - Pais, avós e bisavós desde que tenham recebido rendimentos tributáveis ou não de até 18.799,32 reais. Sogros e sogras se incluem nessa regra apenas quando incluídos na declaração conjunta do casal. - Menores pobres até os 21 anos, com quem o contribuinte não guarde vínculo familiar, mas cuja guarda judicial seja do contribuinte. - Pessoas absolutamente incapazes das quais o contribuinte seja tutor ou curador.
12) Quais são as regras para dedução de dependentes?
É possível deduzir 1.889,64 reais por dependente. No caso de dependentes comuns e declarações em separado, cada titular pode deduzir os valores relativos a qualquer dos dependentes comuns, desde que cada dependente conste em apenas uma declaração. A partir deste ano é obrigatório informar o número de inscrição no CPF de dependentes relacionados na declaração com dezoito anos ou mais, completados até 31 de dezembro de 2011. Os rendimentos, bens e direitos dos dependentes devem ser relacionados na declaração do titular.
13) É sempre vantajoso deduzir dependentes?
Nem sempre. Se o dependente tiver renda tributável é necessário fazer as contas para se certificar se não é melhor fazer uma declaração em seu nome. Se a renda tributável do dependente aumentar a renda do titular de modo a elevá-la a uma nova faixa de cobrança, a dedução de 1.889,64 reais pode ser menor que o imposto devido a mais. Veja a tabela com as alíquotas de IR válida para o ano de 2011:
Base de cálculo anual em R$Alíquota %
Até 18.799,32-
De 18.799,33 até 28.174,207,5
De 28.174,21 até 37.566,1215,0
De 37.566,13 até 46.939,5622,5
Acima de 46.939,5627,5
14) Quais foram as mudanças nas regras para o IR 2012?
- Os rendimentos tributáveis passaram a ser de 23.499,15 reais. - Os rendimentos tributáveis do produtor rural passaram a ser de 117.495,75 reais. - O percentual a ser descontado na declaração simplificada permanece em 20%, mas seu limite subiu para 13.916,36 reais. - O valor de desconto por dependente subiu para 1.889,64 reais. - O limite para abatimento de gastos com educação passou a ser de 2.958,23 reais. - A parcela mensal abatida pelos aposentados acima de 65 anos ainda é de 1.499,15 reais para os meses de janeiro a março, mas passou a ser de 1.566,61 reais para os meses de abril até dezembro, sendo o limite no ano de 20.163,55 reais. - No formulário completo o percentual máximo a ser abatido do IR para doações feitas para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente passou de 6% para 3% do imposto devido. Doações feitas até 30 de abril de 2012 ainda poderão ser abatidas nesta declaração de IR, referente ao ano de 2011. - A Receita passou a exigir CPF de dependentes nos seguintes casos: filho ou enteado incapacitado física ou mentalmente para o trabalho (código 23); irmão, neto ou bisneto com guarda judicial (código 26); e absolutamente incapaz (código 51). - A partir deste ano, só será possível imprimir a primeira parcela a ser paga, as demais devem ser impressas diretamente do site da Receita. - Os brasileiros que possuem renda anual superior a 10 milhões de reais passam a ser obrigados a usar Certificação Digital para enviar a declaração.
15) Quais as diferenças entre a declaração completa e a simplificada e para quem cada uma delas é indicada?
A declaração completa possibilita deduções com dependentes, despesas médicas, gastos com educação e com empregado doméstico, e é indicada para quem possui muitas despesas a deduzir. O valor das despesas dedutíveis deve ultrapassar 20% dos rendimentos anuais. Para utilizar o formulário completo, no entanto, é preciso ter os comprovantes de todos os gastos a deduzir.
Já a declaração simplificada permite um desconto único de 20%, limitado a 13.916,36 reais. É recomendada para quem possui apenas uma fonte pagadora e não tem muitos gastos dedutíveis, ou ainda para quem tenha dificuldade de comprová-los. Se a soma das despesas dedutíveis for inferior a 13.916,36 reais, vale mais a pena usar a declaração simplificada. A escolha do tipo de formulário é livre para o contribuinte. Ele pode fazer o teste de qual forma é mais vantajosa no próprio programa da Receita.

terça-feira, 13 de março de 2012

Bovespa sobe apoiado em otimismo externo com EUA e Europa

O principal índice acionário brasileiro acompanhava o comportamento das praças acionárias globais. O giro financeiro é de R$ 1,86 bilhão

Divulgação/BM&FBovespa
Bovespa 1
Pregão da Bovespa

São Paulo - A bolsa paulista buscava nesta terça-feira reverter a queda apurada na véspera, quando dados da China pesaram sobre o desempenho de commodities e ações ligadas a matérias-primas, e operava no azul, apoiada sobretudo em dados positivos vindos dos Estados Unidos.

Às 11h50, o Ibovespa subia 0,99 por cento, a 67.039 pontos, com giro financeiro de 1,86 bilhão de reais. O principal índice acionário brasileiro acompanhava o comportamento das praças acionárias globais. Na Europa, o FTSEurofirst tinha ganhos de 1,32 por cento.

Em Wall Street, o Dow Jones avançava 0,55 por cento e o Standard & Poor's 500 ganhava 0,64 por cento. Dados de vendas no varejo dos EUA garantiam certo ânimo aos investidores. Em fevereiro, as vendas totais no varejo norte-americano subiram 1,1 por cento, após uma revisão para cima do dado de janeiro, para 0,6 por cento, atingindo a maior alta em cinco meses e ficando ligeiramente acima da previsão de analistas.

Ainda na cena externa, uma análise atualizada preparada pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para ministros da zona do euro mostrou que o segundo pacote de resgate à Grécia pode tornar a dívida do país sustentável. Até 2030, entretanto, Atenas terá de se prender firmemente às políticas acordadas, podendo precisar de mais dinheiro depois de 2014. Dados de confiança na Alemanha acima do esperado, conhecidos mais cedo, também amenizavam preocupações envolvendo a zona do euro e ajudavam a manter as bolsas europeias no azul.

No cenário doméstico, a ação ordinária da Vale exibia a maior alta do Ibovespa, subindo 2,58 por cento, a 41,67 reais. Na segunda-feira, o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, disse que a companhia deve se tornar a maior produtora mundial de níquel ainda este ano. A Vale é atualmente a segunda produtora global da commodity, atrás da mineradora Norilsk.
A temporada de divulgações de resultados trimestrais e do fechado de 2011 também seguia na pauta, com a Brookfield Incorporações, que apresenta o balanço no final do dia, em alta de 1,60 por cento. A terça-feira reserva ainda os números de Eletropaulo e Positivo Informática, esta última fora do Ibovespa.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Acordo de dívida grega traz alívio, mas não por muito tempo

As fracas perspectivas de crescimento para a zona do euro e temores de que Portugal também imponha perdas a seus credores são sinal de persistência na instabilidade

Londres - O sucesso da reestruturação de dívida grega trouxe algum alívio a ativos de maior risco nesta sexta-feira, mas as fracas perspectivas de crescimento para a zona do euro e temores de que Portugal também imponha perdas a seus credores provavelmente devem limitar a queda nos yields de bônus soberanos mais fracos.
A Grécia afastou o risco de um imediato default descontrolado, que para alguns poderia causar um prejuízo de mais de 1 trilhão de euros na zona do euro, após quase todos os seus credores concordarem em assumir grandes perdas em suas carteiras de títulos.
Mas o foco do mercado imediatamente se voltou para recentes dados mostrando um aumento nas chances de recessão no bloco monetário e o risco de mais reestruturações de dívida na Grécia e em outros países.
Mesmo após o swap de títulos, a Grécia carrega grandes dívidas sem nenhum sinal de crescimento econômico para ajudar a diminuir a carga de obrigações.
Os novos bônus gregos que investidores receberam quando trocaram seus atuais títulos eram cotadas no mercado negro com yields entre 15 e 20 por cento, refletindo o elevado risco de um default, e bem acima das taxas para bônus portugueses, entre 11 e 14 por cento.
"Claramente o acordo deu tempo a Grécia, mas tenho de dizer que ainda continuo cético de que isso dá um período significativo de tempo, uma vez que a histórica paralela de austeridade atrás de austeridade quando não há crescimento pode simplesmente deixar a situação pior", disse o presidente da mesa de renda fixa da London and Capital, Sanjay Joshi, que gerencia 1 bilhão de dólares em ativos.
Joshi está comprado em futuros de bônus alemães e em Treasuries e tem exposição zero em títulos de mercados periféricos.
Os yields do governo italiano caíram no início das operações, mas até o fechamento investidores se voltavam para os papéis da dívida espanhola, que recentemente têm tido um desempenho melhor.
Os yields dos papéis italianos de dez anos subiam para 4,839 por cento, com desempenho pior que o de seus pares espanhois, cujos yields recuavam para 5,008 por cento.
Mas o fato de os títulos espanhois ainda registrarem yield acima de seus equivalentes italianos mostrava que investidores ainda veem a Espanha como mais arriscada.
"Os grandes investidores externos têm vendido BTPs (títulos italianos) para comprarem (bônus) espanhois, o que é uma realização de lucros. Mas temos sempre visto compradores no mercado doméstico (para os bônus italianos)", disse um operador, acrescentando que os bônus italianos precisam se consolidar antes de retomarem um rali.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Guardar e investir dinheiro é prioridade em 2012

Levantamento mostra que poupar é prioritário para a maior parte dos brasileiros, e que as finanças são sua maior preocupação

Dreamstime.com
Calculadora e dinheiro
Brasileiros estão cheios de planos em 2012, e boa parte deles envolve dinheiro
São Paulo – Cuidar das finanças é a prioridade do brasileiro em 2012. Pesquisa da Triad Productive Solutions, empresa especializada em produtividade, mostra que o que o brasileiro mais gostaria de realizar neste ano é guardar e investir dinheiro. O tema “finanças” é, aliás, a maior preocupação, de acordo com o levantamento.

Ao responder sobre seus planos para 2012, as cerca de 1.800 pessoas ouvidas podiam escolher até cinco itens que gostariam de realizar em 2012. Guardar e investir foi o item mais escolhido, por 58% das pessoas, seguido de investir na carreira, com 54%, e ter mais tempo para as coisas importantes, com 52%. Oitenta e nove por cento escolheram os cinco itens, enquanto que apenas 3% escolheram menos de três itens, o que mostra que os brasileiros estão cheios de planos para este ano.
No quesito preocupações, as finanças também ficaram no topo. O item foi apontado como a maior preocupação em 2012 por 28% das pessoas, seguido da carreira, com 17%, e a falta de tempo, com 12%. De acordo com a pesquisa, o crescimento do percentual de endividamento da renda familiar brasileira é um dos prováveis fatores que levaram a esse resultado.
O levantamento indica também que o brasileiro está otimista para 2012, tendo feito uma boa avaliação do ano de 2011. Foi um excelente ano para a carreira para 48% das pessoas e excelente para as finanças para 37% das pessoas. Para 6% e 20% o ano foi péssimo, respectivamente, nesses dois quesitos. O restante das pessoas afirmou ter “ficado na mesma”.
A pesquisa da Triad foi respondida online por 1.872 pessoas de 25 estados brasileiros e o Distrito Federal, entre os dias 15 de outubro e 30 de dezembro de 2011. A idade média das pessoas ouvidas é de 32 anos, sendo 55% homens e 45% mulheres. Estão atualmente empregados 98% das pessoas. Foram ouvidas pessoas de todas as classes sociais, com predominância da classe B (43%) e C (29%), segundo as classificações do IBGE.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Decisões europeias e agenda dos EUA garantem semana agitada para o Ibovespa

SÃO PAULO - A semana reduzida pelo feriado de Carnaval trouxe um período de baixo volume para o Ibovespa. O principal benchmark brasileiro terminou o período que se estendeu entre 22 e 24 de fevereiro com queda de 0,39%, aos 65.942 pontos. Apesar da semana terminar em queda, o índice acumula ganho de 16,19% desde o início do ano.
Sem grandes destaques na agenda econômica local e com o intervalo na divulgação de balanços trimestrais pelas companhias neste período, as atenções do mercado permaneceram nos eventos externos. A Grécia conseguiu a aprovação do pacote de ajuda e, após isso, o Gabinete do país acertou os detalhes da transação.
Os indicadores favoráveis referentes à economia nos EUA mantiveram o tom positivo para o mercado, na opinião do estrategista da Futura Investimentos, Adriano Moreno. Na semana, o dado sobre confiança do consumidor nos Estados Unidos, que veio melhor no período de um ano, foi um dos drivers para o desempenho das bolsas mundiais.
Semana de definições na Zona do Euro
Depois das negociações truncadas nesta semana, é esperada para este fim de semana a conclusão dos detalhes para o swap da dívida grega. Adriano Moreno afirma que esta definição pode contribuir para a continuidade do viés positivo do Ibovespa entre os dias 27 de fevereiro e 2 de março.
Os investidores aguardam por um desfecho positivo para a reunião entre ministros de Finanças e líderes dos bancos centrais do G-20, que acontece na cidade do México durante o final de semana. Na ocasião será discutida a ampliação dos recursos para o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o ESM.
Ficará em destaque ainda no período, na visão do diretor da Tradeal Investimentos, Leonardo Hermoso, o refinanciamento de bancos europeus pelo BCE (Banco Central Europeu), quando deverão ser despejados R$ 500 bilhões nessas instituições.
Pode pesar pelo lado negativo também o alerta da agência de classificação de risco Moody's sobre a possível revisão da nota do Japão. "Por outro lado, o superávit da conta corrente ajudou a compensar bastante a dívida pública japonesa", pondera Hermoso.
Agenda dos EUA e Petrobras podem puxar alta
Leonardo Hermoso afirma que além das definicões na Europa, a agenda repleta de indicadores econômicos nos Estados Unidos também favorece o tom positivo para o Ibovespa na semana, caso venham acima ou em linha com o esperado pelo mercado.
O diretor destaca ainda que no mercado interno, apesar da produção industrial de janeiro ter caído, diminuiu a retração e aumentou a capacidade produtiva, o que sinaliza o cenário positivo na economia também por aqui. “Isso mostra que não só lá fora, mas aqui também o mercado está mostrando sinais de uma boa semana”, afirma Hermoso.
Também no front doméstico, a possível continuidade do bom desempenho da Petrobras (PETR3, PETR4) impulsionado pelas recentes descobertas nas bacias de Santos, pode colaborar com o desempenho do benchmark brasileiro no período. "Como a Petrobras tem um grande peso na bolsa, a continuidade da alta pode contribuir para a semana positiva também", afirma o diretor da Tradeal Investimentos.
Na última sessão da semana, o mercado fechou em leve alta, puxado em parte pelas ações da Petrobras, que representam 10,86% de todo o peso do índice. As ações ordinárias registraram alta de 2,37% na sexta-feira, terminando cotadas a R$ 25,95. Já os papéis preferenciais, de maior liquidez e peso, tiveram ganhos de 2,34% no pregão, terminando aos R$ 24,48.
A busca por novos patamaresApesar de concordarem sobre a relevância dos eventos externos e da agenda norte-americana para o bom desempenho do mercado na próxima semana, Leonardo Hermoso e Adriano Moreno divergem sobre a possível pontuação no período.
Moreno afirma que apesar de o Ibovespa manter o viés positivo, a redução do fluxo estrangeiro registrado no mês de fevereiro diminui a possibilidade de atingir novos patamares já na próxima semana. “O grande impulso que acompanhamos no índice ocorreu pelo forte fluxo estrangeiro no começo do ano, que começa a ser reduzido em fevereiro. Com isso, o viés positivo permanece, mas o índice deve se manter em torno do 65.000 pontos, o que é um bom patamar para a precificação da bolsa brasileira neste momento”, explica Moreno.
Mais otimista, Hermoso afirma que a agenda bastante relevante nos EUA pode contribuir para o rompimento da barreira dos 66.500 mil pontos no período, podendo levar o índice aos 67.300 pontos.
“No meu ponto de vista, o mercado parou de operar em cima de notícias e voltou a operar em cima de dados. Como o mercado está mais racional, esses dados saindo positivos ou em linha, vai forçar esse rompimento. Por outro lado, qualquer dado negativo o mercado também vai penalizar o mercado”, afirma.
Vale mencionar ainda que o investidor acompanha por aqui o retorno da divulgação dos balanços trimestrais. Entre elas, devem apresentar seus números ao mercado a Lojas Renner (LREN3), OdontoPrev (ODPV3), Lojas Americanas (LAME4) e BR Malls (BRML3).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Europa fecha novo acordo de ajuda à Grécia

Credores privados concordaram em desconto maior na renegociação dos títulos da dívida grega

O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos

O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos; finalmente um acordo com a UE
Bruxelas - Os ministros das Finanças da zona do euro finalmente concordaram com os termos do acordo para garantir um novo resgate  130 bilhões (US$ 171,9 bilhões) à Grécia e a reestruturação da dívida do país. Os detalhes finais foram negociados na madrugada desta terça-feira. Autoridades que participaram do encontro, que durou quase 13 horas, chegaram a um acordo sobre o plano que tem como objetivo reduzir a dívida da Grécia para pouco mais de 120% do seu Produto Interno Bruto (PIB) até 2020. O nível atual da dívida beira 160% do PIB.

 De acordo com algumas das autoridades, credores privados da dívida grega concordaram em desconto de 53,5% no valor de face dos seus títulos - número maior do que os 50% concedidos antes da reunião. O Instituto Internacional de Finanças, que representa os credores, não foi encontrado para comentar.
Participantes da reunião disseram que o país em crise também será beneficiado com um acordo pelo qual o Banco Central Europeu irá distribuir lucros estimados em  50 bilhões de títulos comprados no mercado secundário em 2010-11 para os governos da zona do euro - e que agora serão usados para ajudar a Grécia. Os ministros concordaram, ainda, em uma nova redução na taxa de jurossobre o empréstimo de  53 bilhões concedido pela zona do euro no 1º resgate, acordado em maio de 2010.

Mesmo com o consenso dos ministros, economistas avaliam que o acordo vai deixar questões de longo prazo sobre a capacidade da Grécia de pagar sua dívida, ainda que reduzida. O Fundo Monetário Internacional (FMI) - que também fará uma contribuição financeira para o resgate - sugeriu, um relatório confidencial, que o programa grego ainda ficará vulnerável. As informações são da Dow Jones.