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sábado, 30 de junho de 2012


Mantega prevê crescimento da economia entre 3% e 4% no segundo semestre

Mantega admitiu, no entanto, que será necessário um esforço para atingir esses resultados

AGÊNCIA BRASIL
  
São Paulo - O ministro da Fazenda Guido Mantega disse hoje (29) que a economia brasileira deverá crescer entre 3% e 4% no segundo semestre do ano. Ele acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) deverá superar este ano a expansão de 2,7% do ano passado. Ontem o Banco Central reduziu a projeção do PIB do ano de 3,5% para 2,5%.
Mantega admitiu, no entanto, que será necessário um esforço para atingir esses resultados. "Na verdade nós temos que trabalhar para conseguir atingir essas metas", disse durante o anúncio da prorrogação das desonerações para os eletrodomésticos da linha branca e móveis. Como parte das ações para manter o crescimento do país, o ministro destacou as reduções das taxas de juros, do spread bancário e o aumento do crédito.
Segundo Mantega, as desonerações incentivam setores que geram empregos. "Os setores aumentaram as vendas, mantiveram o nível de emprego, estão expandindo as lojas, os pontos de venda".

sexta-feira, 29 de junho de 2012


Mercado revisa para baixo ação da OGX, mas ainda vê alta de 100%

Preço-alvo de cinco analistas varia entre R$ 16 e R$ 7,30, mostrando alta em qualquer hipótese

São Paulo - A queda recente nos papéis da OGX (OGXP3) foi exagerada e o papel deve ter alguma recuperação até o final do ano, de acordo com projeções dos analistas mais otimistas aos mais pessimistas.
Um levantamento com cinco instituições mostra que, mesmo após alguns rebaixamentos, os preços-alvos projetados para os papéis vão de 16 reais até 7,30 reais (confira na tabela abaixo).
Ou seja: na melhor das hipóteses, a ação pode subir mais 190% sobre o fechamento de hoje e, na pior, terá alta de 32,72%. A média dos preços indica 11,62 reais, um potencial de valorização de 111%.
"Achamos que a queda foi demasiada porque a empresa tem portfólio, reserva e exploração de sucesso alto. Os fundamentos não se modificaram", afirma Nataniel Cezimbra, do BB Investimentos.
O analista, que tinha um preço-alvo de 21 reais e agora o mantém em revisão, aguarda a divulgação de resultados do segundo trimestre, prevista para o dia 14 de agosto.
O mercado derrubou as ações reagindo à divulgação dos testes de vazão no Campo de Tubarão Azul, que indicaram 5 mil barris de óleo por dia, quando os investidores precificavam algo entre 15 mil e 20 mil barris.
Em relatório, o analista Roberto Altenhofen, da casa de análises Empiricus, também apontou que a reação do mercado, apesar de esperada, foi exagerada.
"Acreditamos que o grande cetismo em torno das ações e da companhias deve perdurar no curtíssimo prazo, exigindo alguma notícia material para inversão do pessimismo", afirmou ele, que diz também achar o valor atual atrativo.
Em setembro de 2011, as ações da OGX estavam tão na moda que chegaram a figurar entre as 10 mais caras entre os mercados emergentes, segundo o Credit Suisse. Os papéis deixaram de aparecer no portfólio das mais sobrevalorizadas nesta semana, mas antes da derrocada dos papéis.
Banco/CorretoraPreço-alvo
Bank of America Merril LynchR$ 7,30
JP MorganR$ 7,50
SantanderR$ 12,50
Itaú BBAR$ 14,80
HSBCR$ 16
Média$ 11,62

BC revisa para baixo projeção de crescimento do PIB, agora em 2,5%



Dado anterior era de 3,5%; ainda segundo relatório, expansão do setor industrial para 2012 caiu passando para 1,9%. O Banco Central revisou para baixo sua projeção de crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto), passando de 3,5% para 2,5%, segundo dados do Relatório Trimestral de Inflação divulgado na manhã desta quinta-feira (28).

"A nova estimativa incorpora os resultados do primeiro trimestre 2012; dados preliminares referentes ao segundo trimestre, período em que a retomada da atividade vem ocorrendo de forma bastante gradual; e a atualização do cenário macroeconômico para a segunda metade do ano”, revelou a autoridade monetária.

Segundo o mesmo documento, a expansão do setor industrial para 2012 também caiu, agora 1,8 ponto percentual, passando para 1,9%, e a produção agropecuária deverá recuar 1,5% no ano. Por fim, o crescimento projetado para o setor de serviços foi revisto de 3,3% para 2,8%.

quinta-feira, 28 de junho de 2012


Ação da OGX, de Eike Batista, tomba pelo segundo dia e recua 19,2%

Tendência é que papel continue pressionado, dizem analistas

REUTERS
São Paulo - A ação da OGX teve mais um dia de forte queda nesta quinta-feira, chegando a cair mais de 23 por cento na mínima intradiária, com o mercado penalizando a empresa de petróleo de Eike Batista após a divulgação de dados de produção considerados decepcionantes.
"O mau humor do mercado com as ações do grupo continua forte", disse o analista Erick Scott, da SLW Corretora. "A tendência é que o papel continue pressionado até que a empresa mostre resultados condizentes ou acima da expectativa." A ação despencou 19,2 por cento, a 5,05 reais, após ter derretido 25 por cento na véspera. No pior momento do dia, o papel chegou a cair 23,5 por cento, a 4,78 reais. O tombo da ação pesou no Ibovespa, que fechou em queda de 0,86 por cento, a 52.652 pontos.
Investidores também continuaram a se desfazer de outros papéis do grupo de Eike Batista. LLX caiu 8,07 por cento, MMX recuou 17,08 por cento, OSX teve queda de 11,05 por cento, CCX perdeu 8,8 por cento e PortX teve recuo de 10,56 por cento. Corretoras cortaram suas recomendações para OGX depois que a empresa informou na noite de terça-feira que a vazão ideal de óleo nos primeiros poços perfurados em um campo na bacia de Campos é de 5 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, apenas um terço do que o mercado esperava.
Os esforços do bilionário Eike Batista para acalmar investidores na noite da quarta-feira, por meio de uma teleconferência para explicar as estimativas de produção da OGX, surtiu pouco efeito e o mercado continua questionando as bases do programa de crescimento das empresas 'X'. "Isso (a teleconferência) não adiantou, porque esse novo dado colocou em xeque a credibilidade do grupo", afirmou Scott.

quarta-feira, 27 de junho de 2012


CVM transmitirá ao vivo reunião sobre concorrência entre bolsas

Evento vai durar toda a sexta-feira e terá participação da BM&FBovespa, Cetip, bolsas interessadas no Brasil, corretoras e bancos

São Paulo - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai promover na próxima sexta-feira, dia 29 de junho, uma reunião do colegiado para discutir as implicações do aumento da concorrência entre bolsas de valores no Brasil.
O evento começa às 9h da manhã, com uma apresentação da consultoria Oxera sobre o estudo que realizou por encomenda da comissão. Em seguida, a BM&FBovespa (BVMF3), aCetip (CTIP3), e as bolsas interessadas em operar no Brasil Direct Edge e BATS terão 30 minutos cada uma para apresentarem suas conclusões.
O evento contará também com a apresentação de pontos de vista de intermediários (representados pelas corretoras Credit Suisse, Ágora e Bradesco, Link, Capital Markets e XP Investimentos), gestores e administradores de recursos (BlackRock, Dynamo e Mellon), investidores estrangeiros (Morgan Stanley e Citibank) e operadores de alta frequência.
O evento será transmitido ao vivo pelo link http://www.nucleomedia.com.br/get_webcast.asp?id=12534 (disponível apenas no dia do evento), que pode ser acessado com o login cvm2012 e com a senha brasil (todo em letras minúsculas).
Confira a programação completa:

OGXP3 derrete e vira assunto no Twitter

Os principais tuítes sobre mercado financeiro nesta quarta-feira

São Paulo - A queda da OGX (OGXP3), que chegou perto dos 30% na mínima do dia, foi o principal assunto entre os perfis que comentam o mercado financeiro na BM&FBovespa. Confira os principais tuítes sobre mercado financeiro nesta quarta-feira.
Fernando Góes - analista e trader - ?@FernandoGoes1 #OGXP3 ?#OGXPS9 !!! Nada melhor que ganhar muito$$ com pouco$$ no risco... Avisei aqui desde anteontem... Virou ouro. - link Picapau Trader - ?@picapautrader #OGXP3 acho quem estava comprado nesta ação ñ tem motivo de reclamar de nada, o papel sempre foi especulativo, a empresa é só promessa - link
Christian Cayre ?- investidor - @chrinvestor Se você possuía um quadro acompanhando as opções mais próximas do dinheiro na #OGXP3 é melhor refazê-lo. Provavelmente todas viraram pó! - link Ricardo Amorim - economista - ?@Ricamconsult Um grego, um irlandês, um português, um espanhol e um cipriota estão no bar do alemão. Quem eles estão esperando? O italiano. - link

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Como surfar na possível recuperação da bolsa?

Citi aposta que cenário pode melhorar no segundo semestre a aponta quais são os melhores papéis para aproveitar esse cenário

São Paulo - O cenário macroeconômico e as preocupações com a crise na zona do euro já causaram uma queda de mais de 2% para o Ibovespa neste ano. Por outro lado, abriram também uma boa oportunidade de compra de ativos para quando chegar o momento da recuperação. Em relatório enviado para clientes, o Citi aposta que esse momento está próximo de acontecer.
Para se preparar para ele, os analistas fizeram uma seleção das melhores ações na América Latina para quando a recuperação dos mercados chegar. Eles escolheram nove empresas na região, sendo apenas duas mexicanas (a indústria química Mexichem e a construtora Corporacíon Geo) e as outras sete brasileiras.
No documento, eles apontam que os fundamentos negativos já estão bem refletidos nos preços e que no Brasil os valores estão no pior período desde a crise de 2008. "A não ser que aconteça uma catástrofe, o que segundo nossos economistas é pouco provável, esse pode ser um bom momento para montar uma exposição em ações", afirmam os analistas.
Motivos para acreditar 
Os analistas apostam que uma melhora nos mercados da América Latina deve vir no segundo semestre deste ano. Segundo eles, isso deve acontecer com um cenário mais claro da situação na Grécia, injeções de liquidez na Europa, um esforço de ações do Federal Reserve (FED, banco central dos Estados Unidos) no terceiro trimestre, uma situação política mais clara no Brasil e revisões positivas nas expectativas de lucros.
Com esse cenário, os analistas mantêm a preferência por papéis no setor financeiro, por conta dos bons preços especialmente no Brasil, onde as ações do governo levaram desvalorização para os papéis.
Os esforços nas buscas por juros menores nos bancos estatais, que forçou a mesma situação nos bancos privados, derrubou os papéis no início deste ano. Recentemente, um levantamento da consultoria Economatica apontou que as ações do Banco do Brasil(BBAS3), por exemplo, tiveram a maior queda entre grandes bancos da América Latina e Estados Unidos.
Além disso, os analistas do Citi também enxergam boas oportunidades no setor de telecomunicações, indústria e serviços para o consumo, inclusive construtoras.
As escolhidas
Confira as melhores ações brasileiras em cada setor para aproveitar a recuperação que está por vir (por ordem de valor de mercado):
Vale (VALE3VALE5)
O Citi analisa os ADRs (American Depositary Shares, ou recibo de ações de empresas estrangeiras nos Estados Unidos) da Vale e, para eles, estima um preço-alvo de 26 dólares, potencial de alta de 30% sobre o preço atual.
Na visão dos analistas, as ações podem refletir um preço para minério de ferro maior do que esperado no longo prazo, um aumento de produção e a segurança financeira da companhia, que vem de baixos custos de mineração e um forte balanço financeiro.
Como fatores que podem afetar para cima ou para baixo o preço da ação, eles destacam uma mudança no cenário regulatório ou de impostos, volatilidade no preço dos metais e volatilidade no câmbio.
Itaú Unibanco (ITUB3ITUB4)
Para as ações preferenciais do banco, o Citi estima um preço-alvo de 39 reais, um potencial de valorização de 38% sobre o preço atual. Na visão dos analistas, o Itaú Unibanco está bem posicionado para se beneficiar de todos os fatores positivos que devem dirigir o crescimento do setor no longo prazo e para manter a combinação entre grandes volumes e margens atrativas.
Além disso, os analistas esperam que, apesar das projeções de menor crescimento do crédito no curto prazo, esse crescimento ainda deve se mostrar sustentável (no país todo e, especialmente, para o Itaú Unibanco).
Como riscos, afirmam que um crescimento do crédito muito abaixo do esperado no Brasil pode mostrar que as projeções para inadimplência que os analistas consideram atualmente são muito otimistas. Além disso, o aumento da competição também pode afetar o banco.
BR Properties (BRPR3)
Para as ações da BR Properties, o Citi estima um preço-alvo de 27,90 reais, um potencial de valorização de 21,88%.
Na visão dos analistas, a BR Properties se beneficia de melhorias e expansões nos empreendimentos administrados e de alugueis elevados.
Além disso, a empresa comprou recentemente a One Properties, antiga WTorre Properties, que logo deve contribuir para o aumento da rentabilidade. Como riscos, os analistas destacam que os números da empresa são sensíveis a atividade comercial e crescimento da economia, além do balanço entre oferta e demanda por espaço comerciais, especialmente em São Paulo.
Além disso, a companhia é muito dependente das taxas reais de juros e os contratos são ajustados por inflação e mercado a cada três anos, o que implica em riscos cíclicos.
MPX (MPXE3)
O preço-alvo para as ações da MPX é estimado em 41 reais pelos analistas do Citi, potencial de valorização de 24%.
Para os analistas, a empresa apresenta vantagem competitiva por ter integração vertical dos segmentos de exploração e gás e geração de energia elétrica. A MPX tem também, na visão do Citi, qualidade de ativos e grandes recursos potenciais em gás no Brasil, além de uma sólida e previsível geração de caixa com as termelétricas, que vendem com contratos de longo prazo. O time de gestores experientes também é destacado pelos analistas.
Como riscos, eles destacam a possibilidade de a OGX Maranhão ter reservas menores que o esperado, os investimentos serem mais altos que o projetado e a possibilidade de que as licenças ambientais de projetos no Chile e Brasil demorem para sair.
América Latina Logística (ALLL3)
O preço-alvo para os papéis da ALL é de 19 reais, um potencial de valorização superior a 110%. O que sustenta isso, na visão do Citi, é o fato de que a companhia tem um forte potencial operacional de longo prazo, apoiado pela exportação de commodities no Brasil. Além disso, também deve lançar novos projetos e passou recentemente por uma queda dos papéis considera excessiva.
Como riscos, os analistas destacam que a empresa está sujeita a mudanças nas politicas de exportação, além de fatores climáticos e regulamentação do setor de transportes.
TOTVS (TOTS3)
O preço-alvo para os papéis da Totvs é de 42 reais, potencial de valorização de 11,19%. Na opinião dos analistas, o preço dos papéis não reflete bem o fluxo de caixa futuro com os clientes que já tem. Além disso, o crescimento do setor de tecnologia da informação no Brasil pode superar expectativas no longo prazo e a Totvs, no médio a longo prazo, pode ainda se tornar alvo de uma aquisição.
Como riscos, os analistas destacam que a Totvs tem hoje uma fatia de 65% do mercado em que atua, algo fácil de um concorrente internacional superar ao entrar no Brasil. Além disso, a empresa tem um crescimento das receitas muito ligado ao crescimento da economia brasileira.
Eles também destacam que a Totvs está em meio a um processo de expansão internacional e que os novos países de atuação podem não crescer tão bem quanto o esperado, fazendo a empresa precisar investir mais capital.
Duratex (DTEX3)
Os analistas do Citi estimam que a ação da Duratex suba cerca de 46,3%, atingindo um preço-alvo de 15 reais.
Para eles, a empresa deve ter forte crescimento nos próximos anos, acompanhando a expansão do setor no Brasil.
Como fatores de risco, os analistas destacam fatores macroeconômicos mundiais que tenham impacto nos ativos de mercados emergentes (com a retirada de recursos desses papéis), uma desaceleração no setor imobiliário ou no crédito do país, alta no preço dos materiais de construção ou mais pressões por investimento.