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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mantega pede que bancos facilitem crédito

Segundo o ministro, os bancos privados devem ''ser mais ousados'' para concorrer com instituições públicas como o Banco do Brasil

  
São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu nesta sexta-feira aos bancosprivados que facilitem o crédito e reduzam suas taxas de juros, pois de outro modo ''vão comer a poeira dos bancos públicos''.
Segundo o ministro, os bancos privados devem ''ser mais ousados'' para concorrer com instituições públicas como o Banco do Brasil, que no segundo trimestre deste ano ''outorgou R$ 35 bilhões em créditos'' a taxas de entre 6% e 8%, que considerou as mais baixas do país.
Em um seminário com agentes do mercado financeiro realizado em São Paulo, o ministro também garantiu que os bancos públicos, como o próprio Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, ''seguirão melhorando sua oferta creditícia'' para estimular o crescimento da economia nacional.
De acordo com Mantega, esse processo será favorecido pela redução de juros por parte do Banco Central, que neste ano permitiu situar a taxa básica Selic em 8% anual, uma das mais baixas das últimas décadas.
O ministro ressaltou que essa tendência à queda ajudará a reduzir a entrada de capitais especulativos e a melhorar os níveis de investimentos produtivos, que ''são os que o país quer''

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


JBS irá recomprar até 64 milhões de ações

Operações serão realizadas por até um ano, informa a empresa

EXAME.com
 
São Paulo - O Conselho de Administração da JBS (JBSS3) aprovou o início do programa de recompra de ações ontem, dia 14 de agosto. Foi autorizada a compra de até 64 milhões de papéis (atualmente a companhia possui cerca de 1,6 bilhão).
O prazo máximo para a recompra será de 365 dias e as ações adquiridas serão mantidas em tesouraria para posterior cancelamento ou venda, sem redução do capital social. "O objetivo da medida é a maximização de valor aos acionistas.", disse a empresa, em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira.
As operações para a aquisição serão feitas com a intermediação das seguintes instituições: BTG Pactual, CM Capital Markets, Concordia, Convenção, Fator, ICAP do Brasil, Safra, Flow, Link e Votorantim.

Empresas de Eike perdem R$ 24 bi na bolsa em 2012

Queda das ações da OGX Petróleo foi a principal responsável pelo resultado

EXAME.com
 
São Paulo - As empresas de Eike Batista já perderam aproximadamente 24 bilhões de reais em valor de mercado na bolsa brasileira. Segundo os cálculos da consultoria Economática, as companhias terminaram o ano passado com um valor total de 63,077 bilhões de reais. O número caiu para 38,607 bilhões de reais considerando o preço de fechamento das ações da última terça-feira.
A petroleira OGX foi a principal responsável pelo resultado negativo. Os investidores perderam a confiança após a empresa divulgar números abaixo do esperado de vazão do Campo de Tubarão Azul. A companhia calculou uma produção de 5 mil barris de óleo equivalente por dia, abaixo da estimativa que ficava entre 15 mil e 20 mil barris por dia.
Outra companhia que também sofreu na bolsa foi a LLX, na carona da OGX. De olho na queda das ações, Eike e o fundo de pensões canadense Ontário Teachers Pension Plan lançaram no final de julho uma proposta de fechamento de capital. Ambos propuseram o valor de 3,13 reais por ação.
Prejuízo
A perda de valor de mercado na bolsa também veio com o acúmulo de prejuízos sucessivos nas companhias listadas na bolsa. Considerando o primeiro semestre do ano, as perdas jáchegaram a aproximadamente 1 bilhão de reais. Vale lembrar, contudo, que a maior parte das empresas ainda se encontra em uma fase pré-operacional. A OGX, por exemplo, só irá contabilizar a receita das vendas de petróleo a partir do segundo semestre.
Valor de mercado em R$ milhões
EmpresaCódigo31/12/201114/08/2012Diferença
CCX Carvão*CCXC31.448670-778
LLX LogísticaLLXL32.3382.185-153
MMX MineraçãoMMXM34.1343.489-645
MPX EnergiaMPXE36.3585.903-455
OGX PetróleoOGXP344.04420.031-24.013
OSX BrasilOSXB33.2273.510283
PortxPRTX31.5282.8191.291
Total63.07738.607-24.470
*Iniciou na bolsa em 25 de maio de 2012 - Fonte: Economática

terça-feira, 14 de agosto de 2012


Apostas de operadores para inflação de 2012 voltam a subir

Operadores estão apostando agora que o presidente do BC, Alexandre Tombini, não vai conseguir levar a inflação para o centro da meta de 4,5%

 Bloomberg
 
Brasília/Nova York - Operadores do mercado de renda fixa elevaram suas previsões para ainflação ao maior nível desde maio. Eles acreditam que o Banco Central vai ser tolerante com a alta de preços para permitir o crescimento.
As projeções de investidores para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo subiu para 5,28 por cento na semana passada depois de o governo dizer que as secas no Brasil e no exterior ajudaram a elevar a inflação a 5,2 por cento nos 12 meses até julho, a maior desde março. Essas projeções, baseadas na diferença entre os rendimentos das Notas do Tesouro Nacional série B com vencimento em 2015, que são atreladas à inflação, e papéis prefixados com a mesma duração, chegaram a cair para a mínima de 4,62 por cento em 14 de junho.
Operadores estão apostando agora que o presidente do BC, Alexandre Tombini, não vai conseguir levar a inflação para o centro da meta de 4,5 por cento, após um salto de 39 por cento nos preços de grãos nos últimos dois meses e o Comitê de Política Monetária ter cortado a Selic em 4,5 pontos percentuais desde agosto, ou oito vezes mais que a China. O Brasil foi o país do G20 que mais cortou os juros este ano, enquanto as pressões inflacionárias limitaram a redução na Índia a meio ponto e impediram qualquer mudança na taxa da Rússia. Para o BNP Paribas SA, a disparada dos preços das commodities e a desvalorização do real podem levar a inflação a 6,7 por cento em 2013.
"O Banco Central não está fazendo um bom trabalho", disse em entrevista por telefone Alexandre Schwartsman, que foi diretor do BC de 2003 a 2006 e hoje trabalha como consultor em São Paulo. "Quando as expectativas de inflação ficam desancoradas, você vai pagar um preço alto para baixar a inflação."
O BC não quis fazer comentários, segundo nota enviada por e-mail por sua assessoria de imprensa.

OGX amarga prejuízo de R$ 398,6 milhões no 2º trimestre

Companhia termina primeiro semestre com resultado líquido negativo em R$ 543 milhões, afetado principalmente pelo câmbio e poços secos

OGX 04 - Primeiro poço produtor
SÃO PAULO - A OGX (OGXP3) terminou o segundo trimestre com um prejuízo líquido de R$ 398,6 milhões, frente a um saldo negativo de R$ 112,2 milhões no mesmo período do ano passado.  Também ficou negativo o Ebitda (Lucro antes de impostos, taxas, depreciação e amortização) em R$ 109,1 milhões entre os meses de abril e junho deste ano, sendo que no mesmo período do ano passado foi de R$ 107,5 milhões. 
Já no primeiro semestre, o resultado líquido ficou negativo em R$ 543 milhões, afetado principalmente pela variação do câmbio e efeito dos poços secos ou subcomerciais. 
Segundo o CEO (Chief Executive Officer) da companhia, Luiz Carneiro, "os projetos dentro do Grupo EBX estão ajudando a desenvolver uma plataforma de crescimento sólida e sustentável". Em julho, a companhia entregou a carga adicional de 800 mil barris de óleo à Shell, totalizando a entrega de 1,6 milhão de barris no ano, adicionou o executivo.

Mercado reage com "eu já sabia" ao resultado da Hypermarcas

Ações já tinham disparado antes da publicação dos resultados do segundo trimestre

Beatriz Souza - EXAME.com
 
São Paulo - A Hypermarcas (HYPE3) ocupa a posição de maior alta da bolsa nesta sessão após a divulgação de seus resultados do segundo trimestre na sexta-feira. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 4,35%, negociados a 14,37 reais. O mercado reage com otimismo ao anúncio de melhores margens e geração de caixa acima das expectativas, mesmo após a disparada das ações no ano.
A geração de caixa de 237 milhões de reais foi o destaque do trimestre, impulsionada pelo desempenho operacional - margem Ebitda de 23,5% - e melhoria no ciclo de caixa. Para o analista da corretora Fator, Iago Whately, após a euforia das aquisições (até 2010) e a tristeza da desalavancagem (2011), a Hypermarcas entrou em fase de crescimento sustentável.
"A empresa volta gradualmente a fazer o que foi responsável por seu sucesso inicial: lançamentos, renovações e extensões de linha de produtos, suportados por forte investimento em marketing", explica Iago.
A Unidade de Negócio Farma foi bem sucedida, com crescimento de 20,9% em relação ao mesmo período de 2011. O bom resultado foi impulsionado pelo desempenho dos genéricos e também pelos fortes níveis de vendas obtidas nos medicamentos não controlados, consequência dos esforços de publicidade.
Segundo a empresa, 60% deste crescimento se deve ao preço, visto que aliado ao aumento da demanda (23% superior ao 2º trimestre de 2011), houve uma redução nos descontos para clientes.
Já a divisão de Consumo obteve um tímido crescimento de 0,8%, mesmo com forte aumento de preços em descartáveis. Iago Whately acredita que para os próximos trimestres, a divisão terá um desempenho melhor em função da retomada gradual de lançamento de produtos, renovação de marcas e ações de publicidade.
"Eu já sabia"
O resultado financeiro líquido aponta uma perda líquida de 29,9 milhões de reais (impacto de 1461 milhões de reais da variação cambial), um pouco melhor do que a estimativa da Itaú BBA de prejuízo de 34,3 milhões de reais. Ainda assim, a analista da corretora, Juliana Rozenbaum, acredita que os resultados modestamente melhores "não são suficientes para alterar a nossa opinião de que as ações são caras, com um cenário excessivamente otimista de expansão do faturamento e retornos melhores já precificados", diz. No ano, os ativos da Hypermarcas dispararam 65%,
O banco americano JP Morgan reforça a opinião de que a alta das ações da empresa já havia sido antecipada pelo mercado - aposta confirmada agora pelos resultados apresentados.
Embora os resultados tenham sido bons, o banco vê um espaço limitado para maiores altas no preço das ações e mantém sua posição neutra. Nas estimativas do banco, as ações são negociados a 21 vezes o lucro por ação estimado para 2013. "Mesmo assumindo um risco de alta nas nossas estimativas, nós continuamos vendo um espaço limitado", afirma o analista Felipe Oliveira. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ibovespa recua 0,27% com preocupação sobre economia global

O Ibovespa caiu 0,27 por cento, a 59.122 pontos, após gravitar entre baixa de 1,14 por cento e alta de 0,44 por cento

REUTERS Business
  
São Paulo - A Bovespa encerrou os negócios em queda nesta segunda-feira, num leve ajuste após três semanas consecutivas de alta, com os mercados adotando postura mais cautelosa diante da preocupação com o ritmo de crescimento da economia global.
O Ibovespa caiu 0,27 por cento, a 59.122 pontos, após gravitar entre baixa de 1,14 por cento e alta de 0,44 por cento. O giro financeiro da Bovespa foi de 5,23 bilhões de reais, abaixo da média de 6,38 bilhões de reais em agosto.
"Foi um dia morno. Depois dos ganhos recentes, parece que o mercado parou um pouco para pensar se essa alta tem fundamento", disse o analista William Alves, da XP Investimentos no Rio de Janeiro.
O principal índice acionário da Bovespa acumulou valorização de quase 13 por cento nos últimos treze pregões, amparado na expectativa de novas medidas contra a crise na zona do euro.
"Mas faltam indicadores para justificar a continuidade dessa alta. Na ausência de notícia relevante, o mercado acaba ficando um pouco sem rumo", acrescentou Alves.
Em uma sessão sem muitos indicadores de peso, a preocupação com o ritmo de atividade global voltou à tona diante do fraco crescimento econômico do Japão no segundo semestre --apenas metade do esperado.
Na bolsa de Nova York, o índice Dow Jones recuou 0,29 por cento. Mais cedo, o principal índice europeu de ações fechou em baixa de 0,44 por cento.
Por aqui, o mercado operou de olho na etapa final da temporada de balanço do segundo trimestre. Dentre as principais influências de baixa, Banco do Brasil, que divulga seu resultado na terça-feira, caiu 3,1 por cento, a 23,43 reais.
PDG Realty, que reporta seu balanço ainda nesta segunda-feira, teve queda de 2,6 por cento, a 3,37 reais.
Em sentido oposto, Marfrig amorteceu a pressão no índice, com alta de 6,57 por cento, a 10,55 reais. A empresa frigorífica também divulga seu resultado nesta segunda-feira.
Hypermarcas subiu 2,76 por cento, a 14,15 reais. O mercado gostou do resultado da companhia do segmento de bens de consumo, que reportou prejuízo menor que o esperado e crescimento de Ebitda no segundo trimestre.
Dentre as blue chips, a preferencial da Petrobras teve leve queda de 0,19 por cento, a 21,03 reais, e a da Vale fechou estável, a 37,66 reais. OGX teve alta de 0,81 por cento, a 6,25 reais.
Para esta semana, investidores aguardam uma série de indicadores relevantes no exterior, como o PIB da zona do euro na terça-feira e diversos dados de atividade nos Estados Unidos.
"São indicadores que devem sinalizar as condições da economia mundial e dar um rumo para as bolsas", afirmou Alves. No Brasil, a etapa final da temporada de balanços e o vencimento de opções sobre Ibovespa podem trazer volatilidade aos negócios.