Pesquisar

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mercado não crê na salvação do Cruzeiro do Sul

Detentores de títulos do banco estão prevendo que a instituição será liquidada depois da atuação do FGC

 Bloomberg
  
Nova York/São Paulo - Os detentores de títulos do Banco Cruzeiro do Sul SA estão prevendo que a instituição será liquidada depois que a oferta do Fundo Garantidor de Créditos impôs perdas maiores que as previstas pelo mercado.
Os títulos do Cruzeiro do Sul com vencimento em 2016 caíram 9,625 centavos ontem, para 47,375 centavos de dólar, ou 8,625 centavos abaixo da oferta de 56 centavos feita aos credores que aderirem até 28 de agosto. A diferença de preço mostra que os detentores de dívida do banco estão preocupados que o FGC, que assumiu o banco desde a intervenção em junho, não conseguirá obter os 90 por cento de aceitação necessários para a recompra, um obstáculo que levaria o banco à liquidação.
Investidores "não estão confiantes de que uma solução será encontrada", disse Marco Aurélio de Sá, diretor do Credit Agricole Securities, em entrevista por telefone de Miami. "Será uma conclusão complicada para essa história".
Um default do Cruzeiro do Sul aos títulos que somam US$ 1,6 bilhão seria o maior da América Latina desde 2002, de acordo com a Moody?s Investors Service. O governo brasileiro está sendo mais rigoroso com os credores do Cruzeiro do Sul do que foi com os do Banco Panamericano SA em 2010, estabelecendo um precedente que a Alliance Bernstein LP diz que poderá elevar os custos de financiamento para outros bancos médios e pequenos do país.

Mantega pede que bancos facilitem crédito

Segundo o ministro, os bancos privados devem ''ser mais ousados'' para concorrer com instituições públicas como o Banco do Brasil

  
São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu nesta sexta-feira aos bancosprivados que facilitem o crédito e reduzam suas taxas de juros, pois de outro modo ''vão comer a poeira dos bancos públicos''.
Segundo o ministro, os bancos privados devem ''ser mais ousados'' para concorrer com instituições públicas como o Banco do Brasil, que no segundo trimestre deste ano ''outorgou R$ 35 bilhões em créditos'' a taxas de entre 6% e 8%, que considerou as mais baixas do país.
Em um seminário com agentes do mercado financeiro realizado em São Paulo, o ministro também garantiu que os bancos públicos, como o próprio Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, ''seguirão melhorando sua oferta creditícia'' para estimular o crescimento da economia nacional.
De acordo com Mantega, esse processo será favorecido pela redução de juros por parte do Banco Central, que neste ano permitiu situar a taxa básica Selic em 8% anual, uma das mais baixas das últimas décadas.
O ministro ressaltou que essa tendência à queda ajudará a reduzir a entrada de capitais especulativos e a melhorar os níveis de investimentos produtivos, que ''são os que o país quer''

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


JBS irá recomprar até 64 milhões de ações

Operações serão realizadas por até um ano, informa a empresa

EXAME.com
 
São Paulo - O Conselho de Administração da JBS (JBSS3) aprovou o início do programa de recompra de ações ontem, dia 14 de agosto. Foi autorizada a compra de até 64 milhões de papéis (atualmente a companhia possui cerca de 1,6 bilhão).
O prazo máximo para a recompra será de 365 dias e as ações adquiridas serão mantidas em tesouraria para posterior cancelamento ou venda, sem redução do capital social. "O objetivo da medida é a maximização de valor aos acionistas.", disse a empresa, em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira.
As operações para a aquisição serão feitas com a intermediação das seguintes instituições: BTG Pactual, CM Capital Markets, Concordia, Convenção, Fator, ICAP do Brasil, Safra, Flow, Link e Votorantim.

Empresas de Eike perdem R$ 24 bi na bolsa em 2012

Queda das ações da OGX Petróleo foi a principal responsável pelo resultado

EXAME.com
 
São Paulo - As empresas de Eike Batista já perderam aproximadamente 24 bilhões de reais em valor de mercado na bolsa brasileira. Segundo os cálculos da consultoria Economática, as companhias terminaram o ano passado com um valor total de 63,077 bilhões de reais. O número caiu para 38,607 bilhões de reais considerando o preço de fechamento das ações da última terça-feira.
A petroleira OGX foi a principal responsável pelo resultado negativo. Os investidores perderam a confiança após a empresa divulgar números abaixo do esperado de vazão do Campo de Tubarão Azul. A companhia calculou uma produção de 5 mil barris de óleo equivalente por dia, abaixo da estimativa que ficava entre 15 mil e 20 mil barris por dia.
Outra companhia que também sofreu na bolsa foi a LLX, na carona da OGX. De olho na queda das ações, Eike e o fundo de pensões canadense Ontário Teachers Pension Plan lançaram no final de julho uma proposta de fechamento de capital. Ambos propuseram o valor de 3,13 reais por ação.
Prejuízo
A perda de valor de mercado na bolsa também veio com o acúmulo de prejuízos sucessivos nas companhias listadas na bolsa. Considerando o primeiro semestre do ano, as perdas jáchegaram a aproximadamente 1 bilhão de reais. Vale lembrar, contudo, que a maior parte das empresas ainda se encontra em uma fase pré-operacional. A OGX, por exemplo, só irá contabilizar a receita das vendas de petróleo a partir do segundo semestre.
Valor de mercado em R$ milhões
EmpresaCódigo31/12/201114/08/2012Diferença
CCX Carvão*CCXC31.448670-778
LLX LogísticaLLXL32.3382.185-153
MMX MineraçãoMMXM34.1343.489-645
MPX EnergiaMPXE36.3585.903-455
OGX PetróleoOGXP344.04420.031-24.013
OSX BrasilOSXB33.2273.510283
PortxPRTX31.5282.8191.291
Total63.07738.607-24.470
*Iniciou na bolsa em 25 de maio de 2012 - Fonte: Economática

terça-feira, 14 de agosto de 2012


Apostas de operadores para inflação de 2012 voltam a subir

Operadores estão apostando agora que o presidente do BC, Alexandre Tombini, não vai conseguir levar a inflação para o centro da meta de 4,5%

 Bloomberg
 
Brasília/Nova York - Operadores do mercado de renda fixa elevaram suas previsões para ainflação ao maior nível desde maio. Eles acreditam que o Banco Central vai ser tolerante com a alta de preços para permitir o crescimento.
As projeções de investidores para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo subiu para 5,28 por cento na semana passada depois de o governo dizer que as secas no Brasil e no exterior ajudaram a elevar a inflação a 5,2 por cento nos 12 meses até julho, a maior desde março. Essas projeções, baseadas na diferença entre os rendimentos das Notas do Tesouro Nacional série B com vencimento em 2015, que são atreladas à inflação, e papéis prefixados com a mesma duração, chegaram a cair para a mínima de 4,62 por cento em 14 de junho.
Operadores estão apostando agora que o presidente do BC, Alexandre Tombini, não vai conseguir levar a inflação para o centro da meta de 4,5 por cento, após um salto de 39 por cento nos preços de grãos nos últimos dois meses e o Comitê de Política Monetária ter cortado a Selic em 4,5 pontos percentuais desde agosto, ou oito vezes mais que a China. O Brasil foi o país do G20 que mais cortou os juros este ano, enquanto as pressões inflacionárias limitaram a redução na Índia a meio ponto e impediram qualquer mudança na taxa da Rússia. Para o BNP Paribas SA, a disparada dos preços das commodities e a desvalorização do real podem levar a inflação a 6,7 por cento em 2013.
"O Banco Central não está fazendo um bom trabalho", disse em entrevista por telefone Alexandre Schwartsman, que foi diretor do BC de 2003 a 2006 e hoje trabalha como consultor em São Paulo. "Quando as expectativas de inflação ficam desancoradas, você vai pagar um preço alto para baixar a inflação."
O BC não quis fazer comentários, segundo nota enviada por e-mail por sua assessoria de imprensa.

OGX amarga prejuízo de R$ 398,6 milhões no 2º trimestre

Companhia termina primeiro semestre com resultado líquido negativo em R$ 543 milhões, afetado principalmente pelo câmbio e poços secos

OGX 04 - Primeiro poço produtor
SÃO PAULO - A OGX (OGXP3) terminou o segundo trimestre com um prejuízo líquido de R$ 398,6 milhões, frente a um saldo negativo de R$ 112,2 milhões no mesmo período do ano passado.  Também ficou negativo o Ebitda (Lucro antes de impostos, taxas, depreciação e amortização) em R$ 109,1 milhões entre os meses de abril e junho deste ano, sendo que no mesmo período do ano passado foi de R$ 107,5 milhões. 
Já no primeiro semestre, o resultado líquido ficou negativo em R$ 543 milhões, afetado principalmente pela variação do câmbio e efeito dos poços secos ou subcomerciais. 
Segundo o CEO (Chief Executive Officer) da companhia, Luiz Carneiro, "os projetos dentro do Grupo EBX estão ajudando a desenvolver uma plataforma de crescimento sólida e sustentável". Em julho, a companhia entregou a carga adicional de 800 mil barris de óleo à Shell, totalizando a entrega de 1,6 milhão de barris no ano, adicionou o executivo.

Mercado reage com "eu já sabia" ao resultado da Hypermarcas

Ações já tinham disparado antes da publicação dos resultados do segundo trimestre

Beatriz Souza - EXAME.com
 
São Paulo - A Hypermarcas (HYPE3) ocupa a posição de maior alta da bolsa nesta sessão após a divulgação de seus resultados do segundo trimestre na sexta-feira. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 4,35%, negociados a 14,37 reais. O mercado reage com otimismo ao anúncio de melhores margens e geração de caixa acima das expectativas, mesmo após a disparada das ações no ano.
A geração de caixa de 237 milhões de reais foi o destaque do trimestre, impulsionada pelo desempenho operacional - margem Ebitda de 23,5% - e melhoria no ciclo de caixa. Para o analista da corretora Fator, Iago Whately, após a euforia das aquisições (até 2010) e a tristeza da desalavancagem (2011), a Hypermarcas entrou em fase de crescimento sustentável.
"A empresa volta gradualmente a fazer o que foi responsável por seu sucesso inicial: lançamentos, renovações e extensões de linha de produtos, suportados por forte investimento em marketing", explica Iago.
A Unidade de Negócio Farma foi bem sucedida, com crescimento de 20,9% em relação ao mesmo período de 2011. O bom resultado foi impulsionado pelo desempenho dos genéricos e também pelos fortes níveis de vendas obtidas nos medicamentos não controlados, consequência dos esforços de publicidade.
Segundo a empresa, 60% deste crescimento se deve ao preço, visto que aliado ao aumento da demanda (23% superior ao 2º trimestre de 2011), houve uma redução nos descontos para clientes.
Já a divisão de Consumo obteve um tímido crescimento de 0,8%, mesmo com forte aumento de preços em descartáveis. Iago Whately acredita que para os próximos trimestres, a divisão terá um desempenho melhor em função da retomada gradual de lançamento de produtos, renovação de marcas e ações de publicidade.
"Eu já sabia"
O resultado financeiro líquido aponta uma perda líquida de 29,9 milhões de reais (impacto de 1461 milhões de reais da variação cambial), um pouco melhor do que a estimativa da Itaú BBA de prejuízo de 34,3 milhões de reais. Ainda assim, a analista da corretora, Juliana Rozenbaum, acredita que os resultados modestamente melhores "não são suficientes para alterar a nossa opinião de que as ações são caras, com um cenário excessivamente otimista de expansão do faturamento e retornos melhores já precificados", diz. No ano, os ativos da Hypermarcas dispararam 65%,
O banco americano JP Morgan reforça a opinião de que a alta das ações da empresa já havia sido antecipada pelo mercado - aposta confirmada agora pelos resultados apresentados.
Embora os resultados tenham sido bons, o banco vê um espaço limitado para maiores altas no preço das ações e mantém sua posição neutra. Nas estimativas do banco, as ações são negociados a 21 vezes o lucro por ação estimado para 2013. "Mesmo assumindo um risco de alta nas nossas estimativas, nós continuamos vendo um espaço limitado", afirma o analista Felipe Oliveira.