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terça-feira, 16 de outubro de 2012


OGX esbarra em descrédito do investidor, diz analista

Planner corretora reconhece fundamentos, mas não vê momento melhor em breve

  
São Paulo - As ações da OGX (OGXP3) têm boas perspectivas, mas pouca possibilidade de uma valorização mais acentuada no curto prazo. A avaliação é da Planner Corretora, que iniciou nesta terça-feira a análise dos papéis da empresa de petróleo do empresário Eike Batista. A recomendação é de compra, com um preço-alvo de 9,60 reais, o que implica em um potencial de 68% em relação ao fechamento de segunda-feira.
"Após toda a controvérsia do não cumprimento de estimativas de produção de seus primeiros poços, a OGX está revendo suas prioridades e perspectivas. Neste contexto, estamos sendo conservadores em nossas projeções, estimando que a OGX somente vai instalar três plataformas, atingindo um pico de produção de 174 mil barris dia em 2017, mantendo este patamar nos anos seguintes", ressalta Luiz Caetano, que assina o relatório.
As ações da petroleira acumulam uma desvalorização de quase 60% em 2012.
Desconfiança
Segundo ele, um dos principais obstáculos para a valorização das ações é descrédito dos investidores. "Em sua trajetória recente de baixa, muitos investidores acumularam perdas expressivas e preferem ver primeiro a empresa cumprir seus objetivos em termos de produção antes de voltar a investir na ação. Com isso, mesmo apresentando um grande potencial de valorização em relação ao nosso preço justo, reconhecemos a dificuldade quanto à valorização de OGXP3 no curto prazo", estima.
Os papéis da OGX despencaram 41% em apenas uma semana em junho após o mercado receber mal o detalhamento sobre a vazão de dois poços no Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. Após testes, a empresa concluiu que a área tem uma capacidade de vazão ideal de 5 mil barris de óleo equivalente por dia para os dois primeiros poços em estágio inicial. O mercado esperava algo em torno de 15 mil a 20 mil barris por dia.
"Com todos os problemas criados pela redução das estimativas de produção de seus primeiros poços, a OGX está revendo suas prioridades e perspectivas, tendo inclusive trocado toda sua diretoria. O foco da empresa deixou de ser "encontrar petróleo" para "monetizar as reservas". Dentro desta revisão de foco e também de expectativas, foram abandonadas as projeções contidas em seu Plano de Negócios de junho/2011, onde a produção estimada para o final de 2015 era de 730 mil barris por dia", ressalta Caetano.

domingo, 14 de outubro de 2012


Retorno do BB deve cair 20%, prevê mercado

No caso dos bancos privados, a expectativa também é de retornos menores nos próximos trimestres

Leandro Modé - AGÊNCIA ESTADO
  
São Paulo - A reação do mercado à pressão do governo sobre os bancos pode ser medida não só pela derrocada das ações dessas instituições nas últimas semanas, mas pela expectativa de rentabilidade embutida no preço dos papéis. Segundo esse cálculo, feito a pedido do jornal O Estado de S. Paulo pela Rio Bravo Investimentos, o pessimismo é maior com o Banco do Brasil.
O valor da ação do BB na última quarta-feira (10) - em torno de R$ 22,50 - carregava uma expectativa de rentabilidade sobre o patrimônio líquido em torno de 16% ao longo dos próximos trimestres. Como a rentabilidade do banco estava em 20,5% no fim do terceiro trimestre, significa dizer que, para os investidores, o retorno deve cair cerca de 20%.
No caso dos bancos privados, a expectativa também é de retornos menores nos próximos trimestres, mas em magnitude inferior à queda projetada para o BB. No Itaú e no Bradesco, o preço das ações na quarta-feira (10)indicava uma rentabilidade sobre o patrimônio na faixa dos 18%, nível semelhante ao do final do segundo trimestre - que tinha 18,8% para o Bradesco e 18,3% para o Itaú, segundo dados compilados pela Economática.
"Os investidores veem Bradesco e Itaú em situação parecida, com rentabilidade pouco inferior à de hoje. No BB, a estimativa é pior por causa da interferência política do governo", disse o analista da Rio Bravo responsável pelos cálculos, Jorge Saab.
Ele se refere à pressão do governo Dilma para que BB e Caixa reduzam as taxas de juros, os spreads e as tarifas cobradas dos clientes, de forma a aumentar a concorrência no setor.
O Santander é um caso à parte, porque o patrimônio líquido está bastante elevado desde que a instituição abriu o capital no Brasil, em outubro de 2009. Na prática, é uma situação que reduz a rentabilidade, que é dada pela divisão do lucro pelo patrimônio líquido. Por isso, a expectativa do mercado para o retorno do Santander é de melhora nos próximos trimestres.

Panorama
O movimento do governo é apenas um dos fatores que têm pressionado - e vão pressionar - os bancos. O analista de instituições financeiras do Goldman Sachs, Carlos Macedo, vê ainda 1) a redução da Selic para níveis historicamente baixos, 2) a mudança no mix das carteiras de crédito dos bancos, que caminha para linhas de crédito longas e de menor risco, como imobiliário e consignado; e 3) alteração na estrutura de funding (financiamento) das instituições.
"Estamos falando de mudanças estruturais tão ou mais profundas que as vividas pelo setor financeiro com o fim da inflação", sintetiza Macedo. Por tudo isso, ele avalia que, de fato, nos próximos um ou dois anos, os bancos de varejo verão uma piora nos indicadores de rentabilidade. No entanto, ele mostra leve otimismo com a perspectiva de os grandes bancos nacionais se adaptarem a esse panorama.
A avaliação está amparada em fatores como a queda dos índices de inadimplência, em razão da provável melhora da economia em 2013 e 2014; a evolução dos índices de eficiência das instituições; e o ambiente mais favorável aos serviços de intermediação financeira em razão da queda do juro básico para níveis estruturalmente mais baixos.
"Acredito que, em um primeiro momento, os grandes bancos terão uma rentabilidade ao redor de 18%. Após os ajustes para melhora da eficiência, podemos ver um avanço para a casa dos 20%", diz o analista.
Se a realidade caminhar na direção do que acredita Macedo, o setor bancário brasileiro continuará com níveis de rentabilidade superiores aos de seus pares internacionais. Segundo João Augusto Frota Salles, analista da Lopes Filho, as instituições financeiras globais registram, em média, retornos de 15%. Rentabilidade entre 18% e 20% ainda é muito boa", disse. "O que o investidor precisa entender é que os retornos de alguns anos atrás, que muitas vezes superavam 30%, não vão mais ocorrer." 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


Ibovespa sobe e interrompe sequência de 3 semanas de queda

O Ibovespa subiu 1,21 por cento, a 59.161 pontos, após ter chegado a avançar 1,54 por cento na máxima intradiária

REUTERS Brazil
  
São Paulo - A Bovespa avançou nesta quinta-feira, com investidores aproveitando a melhora de humor nos mercados externos para comprar ações brasileiras após as quedas recentes.
O Ibovespa subiu 1,21 por cento, a 59.161 pontos, após ter chegado a avançar 1,54 por cento na máxima intradiária.
O giro financeiro do pregão foi de 6,55 bilhões de reais.
Com isso, o índice encerrou a semana mais curta com alta de 1 por cento, após três quedas semanais consecutivas. O mercado brasileiro ficará fechado na sexta-feira por feriado nacional.
"Na ausência de notícias muito negativas, a Bovespa teve um dia de ajuste após as quedas recentes", disse o gerente de renda variável da H.Commcor Corretora, Ariovaldo Santos, em São Paulo.
Os mercados repercutiram nesta quinta-feira o dado de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que mostrou inesperada queda na semana passada para o menor nível em mais de quatro anos e meio.
Mas os índices norte-americanos perderam força à tarde, pressionados por ações de tecnologia e consumo. O Dow Jones recuou 0,14 por cento, S&P 500 fechou quase estável e o referencial de tecnologia Nasdaq caiu 0,08 por cento.
Mais cedo, o principal índice europeu de ações encerrou os negócios em alta de 0,8 por cento.
Por aqui, a preferencial da Petrobras subiu 1,72 por cento, a 22,50 reais, e a da Vale teve alta de 0,98 por cento, a 36,20 reais. OGX avançou 1,25 por cento, a 5,66 reais.
Gafisa liderou os ganhos do índice, disparando 8,5 por cento, a 4,47 reais. Analistas do JP Morgan elevaram para "neutra" a recomendação para as ações da construtora e incorporadora.
Segundo Santos, da corretora H.Commcor, a redução da taxa básica de juros brasileira na véspera, para nova mínima histórica de 7,25 por cento ao ano, também ajudou a sustentar ações de construtoras no azul.
Dentre as principais quedas do índice, destaque para a a companhia aérea Gol e para a mineradora MMX , com queda de 4,48 e 3,21 por cento, respectivamente.
Fora do índice, a preferencial da estatal Telebrás disparou 28,59 por cento, ampliando a alta de 52 por cento da véspera, quando foi anunciado acordo para compartilhamento de infraestrutura com a TIM.
Para a semana que vem, operadores avaliam que os vencimentos de opções sobre ações na segunda-feira e sobre índice na quarta-feira podem trazer volatilidade aos negócios na Bovespa.

Telebras responde à Bovespa sobre disparada de ações

Na quarta, a BM&FBovespa enviou ofício à Telebrás pedindo esclarecimentos por causa das oscilações e de notícias divulgadas na imprensa

Vinicius Neder e Mariana Durão - AGÊNCIA ESTADO
  
Rio - As ações preferenciais da Telebras voltaram a disparar nesta quinta-feira, fechando com alta de 28,59%, após avanço de 52% no pregão de quarta-feira (10). Na máxima do dia, os papéis chegaram a avançar 49,72%. Na quarta, a BM&FBovespa enviou ofício à Telebrás pedindo esclarecimentos por causa das oscilações e de notícias divulgadas na imprensa.
Em resposta ao ofício, a estatal emitiu um aviso nesta quinta informando que notícias relacionadas ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e ao investimento em um satélite geoestacionário já haviam sido comunicadas ao mercado em setembro do ano passado, em maio último e na quarta-feira.
"Dessa forma, tendo a Telebrás sempre divulgado as suas ações ao mercado de forma pontual, e não havendo qualquer fato do conhecimento da Telebrás que possa justificar as oscilações das ações, aumento do número de negócios e da quantidade negociada, entendemos esses fatos como uma característica própria do mercado de capitais", diz trecho do aviso divulgado pela Telebrás.
Na quarta, a Telebrás anunciou a assinatura de memorando de entendimento para parceria com a TIM durante a Futurecom, feira de negócios do setor de telecomunicações realizada no Rio. As empresas compartilharão redes de fibra óptica no Norte e no Nordeste.
Além disso, também na quarta, o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, apresentou dados mostrando que o PNBL respondeu por 31,15% das novas adições líquidas em banda larga no último ano. Segundo o executivo, o dado, que considera o total de novas aquisições desde a primeira conexão do PNBL, é uma demonstração do sucesso do plano, embora ele ainda responda por cerca de 1 milhão de acessos, contra um mercado total de 20 milhões.
Bonilha também informou que segue em discussão entre a Telebrás e os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação, a aquisição de um satélite geoestacionário para facilitar as conexões na Região Norte. O investimento, no entanto, ainda não foi totalmente mensurado.
Por fim, o executivo revelou que o detalhamento do projeto de construção de cinco cabos submarinos para serviços de telecomunicações, que vem sendo anunciado desde o ano passado, deverá ser apresentado nas próximas semanas, provavelmente em novembro. O total do investimento é estimado em R$ 1,8 bilhão e a intenção é apresentar o projeto com todos os cinco cabos (com conexões para África, Europa, América do Sul e Estados Unidos, além de um dentro do País) de uma vez. "Os acordos internacionais estão praticamente fechados", disse Bonilha.
Dois desses acordos já foram anunciados. A Isla Link será a companhia parceira no cabo para a Europa e a Angola Cables, no trecho entre Brasil e África. A Telebrás mantém em sigilo os prováveis parceiros para os demais cabos. O diretor de Administração e de Relações com Investidores, Bolivar Moura, informou ao Grupo Estado que poderá haver mais de uma empresa parceira por cabo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


Qual é o preço da disputa entre bancos? 22% a menos na bolsa

Cálculo do Bank of America Merrill Lynch avalia os impactos do novo cenário

Gustavo Kahil - EXAME.com
  
São Paulo - O novo cenário de competição entre os bancos brasileiros tem feito com que o setor negocie na bolsa a um grande desconto em relação ao nível médio histórico, calcula o banco Bank of America Merrill Lynch. De acordo com um relatório publicado nesta semana, os analistas apontam que o preço atual corresponde a 8,2 vezes o esperado para o lucro por ação em 2013. O nível é 22% menor do que o visto nos últimos anos.
"Acreditamos que as dinâmicas competitivas devem manter a pressão sobre os grandes banco enquanto os estatais continuem a buscar participação de mercado", avaliam Jorg Friedemann, Marcus Fadul e Jose Barria. A análise foi publicada após um encontro com executivos da Caixa Econômica Federal (CEF), que estaria buscando ocupar a 3ª posição entre os maiores bancos em concessões de crédito do país.
"A gestão da CEF parece continuar a se diferenciar da competição ao reduzir as taxas significativamente. Para o setor, isso implica em pressões adicionais para as margens, que assumimos em nossos modelos como uma compressão entre 20 a 30 pontos-base na margem financeira líquida para os grandes bancos em 2013", ressaltam os analistas, que preferem as ações do Banrisul (BRSR6) e do Itaú (ITUB3ITUB4).
Banco do Brasil
Assumindo estar mais pessimista que o consenso do mercado, Friedemann, do Merril Lynch,reiterou a recomendação de underperform (desempenho inferior à média do mercado) para as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e o preço-alvo de 24 reais por ação após a última rodada de cortes de tarifas. Segundo ele, a regulação no setor vai continuar alta e que o próximo foco, após a redução dos spreads, será no corte do lucro gerado com tarifas.
A analista do setor de bancos da Itaú Corretora também simulou o impacto da nova redução no lucro do Banco do Brasil. Segundo Regina Longo Sanchez, a receita do banco com serviços reduziria entre 200 e 400 milhões de reais por ano. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) também cairia entre 0,2 e 0,4 pontos percentuais, se não forem considerados possíveis ganhos de volume como consequência das tarifas mais baratas. 

Ações da Usiminas despencam após diretores venderem ações

Membros do conselho de administração e da diretoria venderam 30 mil ações ordinárias e 250 mil ADRs em setembro

Beatriz Souza - EXAME.com
  
São Paulo - As ações da Usiminas (USIM3;USIM5) despencaram nesta quarta-feira após a divulgação de um comunicado da empresa à CVM que aponta a venda de ações detidas por membros da diretoria e do Conselho de Administração. Os papéis ordinários terminaram o dia em baixa de 5,09% e as preferencias de classe A em queda de 7,22%. O desempenho foi o pior do Ibovespa no dia.
Segundo o documento, no dia 12 de setembro, um membro do conselho de administração da Usiminas vendeu 30 mil ações ordinárias, num total de 323,5 mil reais. Também no dia 12, um diretor vendeu 250 mil ADRs (American Depositary Receipt, ações preferenciais que são negociadas nos EUA), em operações que somaram 1,3 milhão de dólares. 
No dia da venda, as ações tiveram forte alta de 7,37% impulsionadas pela redução dos preços da energia elétrica no país, mas desde o início de setembro tinham disparado por conta da elevação do Imposto de Importação para 100 produtos da qual o setor siderúrgico foi um dos principais beneficiados. Nesse dia, os papéis fecharam o pregão sendo negociados à 12,37 reais, mas as 30 mil ações ordinárias foram vendidas a 10,78 reais.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


Juros sobem um pouco, mas ainda embutem Selic de 7,25%

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 estava na máxima de 7,119%, ante 7,09% no ajuste

Márcio Rodrigues - AGÊNCIA ESTADO
  
São Paulo - O mercado de juros futuros entrou em um processo de correção à forte queda das taxas verificadas na sexta-feira, mas sem alterar a aposta em mais um corte da Selic, de 0,25 ponto porcentual, precificada naquele dia. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne terça-feira e quarta-feira e o recuo significativo das taxas futuras, sobretudo curtas e intermediárias, se deu com base em declarações do diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Luiz Awazu Pereira da Silva, na quinta-feira ((04). Nesta segunda-feira, porém, a inflação ainda pressionada, medida pelo IGP-DI e pelo IPC-S, deu suporte à correção do que alguns operadores chamaram de "exagero".
Assim, ao término da negociação normal na BM&F, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2013 (452.420 contratos) estava na máxima de 7,119%, ante 7,09% no ajuste. A taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 (404.720 contratos) marcava máxima de 7,45%, ante 7,39% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (50.060 contratos) indicava 8,86%, de 8,83%. O DI janeiro de 2021, com giro de 1.115 contratos, apontava 9,58%, ante 9,56% no ajuste.
Na última quinta-feira, Awazu disse que o risco de ruptura no exterior diminuiu, mas que a economia mundial está passando por um "processo longo e penoso de desalavancagem" e que a perspectiva é de um longo período de "crescimento medíocre" nas principais economias. Além disso, o diretor afirmou que a política econômica no Brasil deve ser calibrada para garantir crescimento, sem comprometer estabilidade.
Nesta segunda-feira os indicadores de preços mostraram um cenário não muito confortável para a inflação, por mais que o Banco Central insista na convergência não linear. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) fechou setembro em 0,88%, de 1,29% no mês passado, mas acima da mediana calculada pelo AE Projeções, de 0,84%. Já a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou a alta para 0,64% na passagem de setembro para a primeira quadrissemana de outubro. No período anterior, encerrado em 30 de setembro, a alta dos preços foi de 0,54%.
Além disso, no âmbito da atividade, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que o consumo de energia do Sistema Interligado Nacional cresceu 3,5% em setembro, em relação ao mesmo mês do ano passado e 1,1% ante agosto. De acordo com o ONS, influenciaram o resultado as elevadas temperaturas durante o mês e o comportamento da indústria, que demonstra uma melhora do seu desempenho. "Como se vê, os fundamentos indicam para a manutenção da taxa básica. O movimento do mercado está ancorado apenas nas declarações da equipe econômica", ponderou um operador.
A pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira mostrou que os economistas seguem enxergando a Selic 7,50% até o fim deste ano. O prognóstico de 8% da Selic para o fim de 2013 também foi mantido. O relatório revelou ainda que a estimativa para o IPCA de 2012 subiu de 5,36% para 5,42% e para 2013 caiu de 5,48% para 5,44%. O IPCA 12 meses a frente caiu de 5,52% para 5,50%.
No exterior, o dia é de aversão ao risco. A produção industrial da Alemanha caiu 0,5% em agosto ante julho. Também pesaram no sentimento o corte nas projeções para o crescimento da China e as preocupações com a Grécia e a Espanha. Hoje, o Banco Mundial cortou a projeção de crescimento para a Ásia para 7,2% em 2012, abaixo da expectativa de 7,6% feita em maio.