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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mercado de capitais é relevante para portos, diz Fazenda


Representante de Mantega também afirmou que o mercado tem um papel relevante a cumprir no processo de investimentos do governo em infraestrutura

Mariana Durão e Vinicius Neder - AGÊNCIA ESTADO
  
Rio - O Brasil tem como desafio particular desenvolver o mercado de títulos de longo prazo. A afirmação foi feita nesta sexta-feira pelo secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo de Oliveira, em discurso para apresentar ao mercado o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira.
Representando o ministro Guido Mantega, ele mencionou investimentos em infraestrutura e o programa de portos lançado na véspera pela presidente Dilma Rousseff, que prevê investimentos de R$ 54,2 bilhões. "O mercado de capitais precisa cumprir um papel relevante nesse processo", disse.
Oliveira transmitiu um recado de Mantega parabenizando o novo xerife do mercado de capitais. "Estou seguro de ter feito a escolha certa pois seu perfil se enquadra perfeitamente nas necessidades da CVM", disse o ministro em nota lida durante a cerimônia.
O secretário destacou que Pereira assume em um momento de grandes transformações, em que o desafio será trazer mais segurança para os mercados sem prejudicar seu crescimento.
BM&FBovespa
Para o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, também presente ao evento, é a hora correta de o mercado de capitais brasileiro ser estimulado para crescer. "A CVM está exatamente no momento de ser a alavanca desse crescimento. Nos últimos anos, a CVM focou em melhorar a regulação, o que hoje é um diferencial no mundo. O foco, agora, é no desenvolvimento. E Leonardo vem com esse espírito", afirmou, após ouvir o discurso de Pereira na cerimônia.
No discurso, o presidente da CVM, empossado no início de novembro, colocou o desenvolvimento do mercado como uma das prioridades da autarquia. O executivo da BM&FBovespa concordou. "Vamos ter nos próximos anos um grande desenvolvimento no mercado de capitais", disse, ressaltando a facilitação do acesso e ofertas de ações de menor porte.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Juros devem seguir em 7,25%, indica ata do Copom


Sem novidades, ata da reunião repete explicação para manutenção dos juros em 7,25%

Beatriz Olivon - EXAME.com
  
São Paulo - A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada hoje, mantém o posicionamento que o Comitê já havia apresentado após a reunião de outubro: a perspectiva de que a taxa básica de juros irá se manter no patamar atual (de 7,25% ao ano) por um tempo. 
Assim como o documento divulgado após a reunião de outubro, essa ata afirma que "Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear". 
"Em linhas gerais não teve nenhuma novidade, repetiram o mesmo comunicado da reunião de outubro", disse Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria. A ata indica que o Comitê espera um cenário com recuperação da atividade com base na recuperação de renda e expansão do crédito; nos estímulos monetários; na mudança de postura do setor público de neutra para mais expansionista e trabalham com a concessão de serviços públicos, que deve entrar em investimentos. A Tendências projeta que a taxa básica de juros irá permanecer em 7,25% ao ano até o final de 2014.
"Esse cenário de recuperação não tem maiores efeitos para a inflação", afirmou Ribeiro.  No cenário de referência, a projeção para a inflação de 2012 elevou-se em relação ao valor considerado na reunião do Copom de outubro e se posiciona acima do valor central de 4,5% para a meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) - ela já era considerada acima da meta na ata anterior. "O que não é nenhuma novidade, está fechando o ano e já foi mesmo", disse Ribeiro. 
A ata indica que o comitê manteve as mesmas hipóteses para 2013. Nessa ata, o Comitê expõe que considera uma geração de superávit primário em torno de 3,10% do PIB em 2012, com ajustes - uma novidade em relação a ata anterior, que não mencionava ajustes. 
Global
De acordo com a ata do Copom, a economia global enfrenta período de incerteza acima da usual, com perspectivas de baixo crescimento por período prolongado, a despeito da recente acomodação nos indicadores de volatilidade e de aversão ao risco. Altas taxas de desemprego por longo período, aliadas à implementação de ajustes fiscais, ao limitado espaço para ações anticíclicas e a incertezas políticas, traduzem-se em projeções de baixo crescimento em economias maduras, principalmente na Europa. Em relação à política monetária, as economias maduras seguem com posturas fortemente acomodatícias, segundo a ata.

S&P reduz nota da dívida grega a 'default seletivo'


Este termo é usado quando se acredita que o tomador de recursos conseguirá arcar com apenas parte de suas obrigações

AFP
  
A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu a nota da dívida da Grécia a "default seletivo" nesta quarta-feira, alegando as possíveis repercussões para o país do lançamento de uma operação de recompra da dívida.
Este termo é usado quando se acredita que o tomador de recursos conseguirá arcar com apenas parte de suas obrigações.
A agência grega de gestão da dívida (PDMA) iniciou no dia 3 de dezembro a delicada operação de recompra de uma parte de seus títulos soberanos nas mãos de investidores privados, como acordado com a UE e o FMI, seus principais credores.
Os detentores de títulos da dívida grega afetados têm até 7 de dezembro para participar desta operação que será concluída dez dias depois, segundo comunicado da agência.
O desbloqueio pela UE e o FMI, no dia 13 de dezembro, de novos fundos vitais para que a Grécia não entre em default, depende do êxito dessa operação.
"O avanço do programa da dívida grega será analisado na reunião de ministros das Finanças da UE" nessa data, disse o ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, nesta terça-feira.

10 notícias para lidar com os mercados nesta quarta-feira


Marfrig levanta R$1,05 bi em oferta pública; PMI da China desacelera em novembro

Beatriz Souza - EXAME.com
  
São Paulo - Aqui está o que você precisa saber.
1- Marfrig levanta R$1,05 bi em oferta pública. O frigorífico Marfrig levantou 1,05 bilhão de reais com oferta primária de ações precificada nesta terça-feira, um montante próximo ao esperado inicialmente pela empresa. O valor por papel ficou em 8 reais, segundo informações publicadas no website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), abaixo do fechamento do dia, de 9,05 reais. 
2- Kroton conclui migração para Novo Mercado da Bovespa. A Kroton Educacional concluiu nesta quarta-feira a migração para o segmento Novo Mercado da BM&FBovespa, passando a ter somente ações ordinárias, negociadas pelo código KROT3. 
3- PMI da China desacelera em novembro por novas encomendas. O crescimento do setor de serviços da China desacelerou em novembro uma vez que o fraco avanço em novas encomendas e uma alta das contratações recentes reduziram os negócios pendentes. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do HSBC divulgado nesta quarta-feira mostrou que o índice caiu para 52,1 em novembro ante 53,5 em outubro, sendo que os preços de venda continuaram a recuar apesar de um aumento nos preços dos insumos. 
4- OSX resiste no setor de dívida à maré negativa de Eike. Os títulos de dívida da fabricante de navios e plataformas de petróleo OSX Brasil SA estão se mostrando resistentes ao afundamento de todas as demais ações e papéis de dívida emitidos por empresas do bilionário Eike Batista. Os US$ 500 milhões em títulos com vencimento em 2015 garantidos por ativos da OSX deram retorno de 10,1 por cento desde a sua emissão em março. 
5- Ações asiáticas sobem com esperanças sobre China. As ações asiáticas atingiram o maior nível em 16 meses nesta quarta-feira, lideradas por uma alta nas ações chinesas devido a esperanças de crescimento estável, mas preocupações sobre se os parlamentares norte-americanos podem quebrar o impasse orçamentário antes do final do ano para evitar uma possível recessão mantinha o otimismo em xeque. 
6- HSBC vende fatia de US$ 9,4 bi em seguradora. O conglomerado controlado pelo homem mais rico da Tailândia, Dhanin Chearavanont, adquiriu do HSBC uma fatia minoritária na seguradora chinesa Ping An Insurance por 9,38 bilhões de dólares, resultando na segunda maior operação na Ásia neste ano. 
7- Ações europeias seguem Ásia e operam em alta. As ações europeias operam em alta nesta quarta-feira, seguindo ganhos durante a noite na Ásia e se aproximando de novas máximas em 2012, após comentários do novo líder chinês impulsionarem as expectativas de crescimento global e alimentarem um rali nas ações de commodities.
8- Obama:Plano republicano para abismo fiscal é desequilibrado. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou nesta terça-feira uma proposta republicana para solucionar o iminente abismo fiscal, classificando-a como "ainda desequilibrada", e insistiu que qualquer acordo precisa incluir um aumento nos impostos para os norte-americanos mais ricos.
9- Diminuição na conta de luz não atinge meta do governo. O valor da conta de luz dos brasileiros pode ficar até 16,7% menor a partir de 2013, disse ontem o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann. A diminuição é resultado das assinaturas antecipadas de contratos de concessão de energia elétrica que ocorreu há pouco. O percentual é inferior aos 20,2% anunciados pela presidenta Dilma Rousseff, em setembro. Segundo Zimmermann, o percentual menor é atribuído à recusa das companhias Energética de São Paulo (Cesp), Energética de Minas Gerais (Cemig) e Paranaense de Energia (Copel) em aderir à proposta do governo.
10- Produção industrial global é a mais baixa desde 2009. A produção industrial global teve no terceiro trimestre de 2012 o pior desempenho desde 2009, de acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira (4) pela ONU. A taxa de expansão foi de 2,2% ante o mesmo período do ano passado. A América Latina, puxada pelo Brasil, teve o pior desempenho entre os mercados emergentes, com alta de apenas 0,3%.
Com Bloomberg, Estadão Conteúdo, Reuters. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Índice tem leve alta por esperança de acordo nos EUA


Além do abismo fiscal, questionamentos sobre perspectiva de crescimento do país limitam avanço sustentável da bolsa

REUTERS Brazil
  
Bovespa encerrou a quarta-feira em alta, com investidores mais otimistas sobre os rumos da economia norte-americana após o presidente Barack Obama ter afirmado que um acordo para evitar o chamado abismo fiscal nos Estados Unidos pode ser alcançado em uma semana.
O Ibovespa fechou em alta de 0,2 por cento, a 57.678 pontos. A sessão foi volátil --o índice oscilou entre valorização de 0,98 por cento e queda de 0,6 por cento. O giro financeiro do pregão foi de 6,76 bilhões de reais.
Investidores continuaram monitorando de perto as negociações sobre o chamado abismo fiscal --cerca de 600 bilhões de dólares em cortes de gastos e aumentos de impostos que podem jogar a maior economia do mundo em recessão no ano que vem.
Obama disse nesta tarde que é possível chegar a um acordo para evitar o abismo fiscal em cerca de uma semana, desde que os republicanos reconheçam a necessidade de aumentar impostos para os mais ricos dos EUA.
"Se eles realmente conseguirem chegar a um acordo, isso abrirá espaço para uma recuperação nos mercados globais e a bolsa brasileira deve seguir o movimento", disse o economista-chefe da corretora Souza Barros, Clodoir Vieira.
"Mas, por enquanto, a Bovespa deve continuar em compasso de espera." Vieira acrescentou que a crescente intervenção do governo brasileiro no setor privado e dúvidas sobre as perspectivas de crescimento do Brasil no ano que vem também limitavam um movimento sustentado de alta da bolsa paulista neste fim de ano.
"Enquanto não tivermos dinheiro novo vindo para a bolsa, o índice não vai subir. E isso só deve acontecer quando o investidor voltar a sentir confiança no Brasil", disse ele.
Em Nova York, o índice Dow Jones subia 0,89 por cento às 17h50, enquanto o S&P 500 tinha alta de 0,4 por cento.
Mais cedo, o principal índice europeu de ações fechou em alta de 0,25 por cento.
Por aqui, a preferencial da Vale fechou a sessão com alta de 1,75 por cento, a 36,69 reais, beneficiada por um clima de otimismo maior nos mercados com relação às perspectivas para a economia chinesa.
No setor de petróleo e gás, OGX avançou 3,03 por cento, a 4,42 reais, enquanto a preferencial da Petrobras teve alta de 0,64 por cento, a 18,94 reais.
Liderando os ganhos do índice, aparecem a produtora de celulose de eucalipto Fibria e a construtora e incorporadora Gafisa, com alta de 4,89 e 3,98 por cento, respectivamente.
Em sentido oposto, as principais quedas do pregão ficaram com a processadora de carne bovina JBS e a preferencial da Usiminas, que caíram 6,74 por cento e 5,54 por cento, nesta ordem.
Investidores venderam ações da siderúrgica após o presidente-executivo ter afirmado nesta manhã que a companhia não espera melhora significativa nas margens de lucro no início do próximo ano. (Por Danielle Assalve; Edição de Walter Brandimarte)

B2W tem melhor desempenho no tri com logístca melhorada


O papel acumula alta de 44% desde o começo do quarto trimestre, a maior valorização entre membros do índice IBrX

Bloomberg
  
São Paulo - A B2W Cia. Global do Varejo tem o melhor desempenho entre as ações mais negociadas no país no trimestre diante de especulações que a empresa resolveu problemas de logística a tempo das vendas do Natal.
O papel acumula alta de 44 por cento desde o começo do quarto trimestre, a maior valorização entre membros do índice IBrX. A B2W subiu depois de abrir quatro centros de distribuição e obter recomendação de compra pelo Bank of America Corp.
A varejista quer evitar os atrasos de entregas em 2011, que levaram o Procon a suspender suas vendas e suas ações a terem as maiores perdas entre as principais varejistas online do mundo. A B2W entra a temporada do Natal com US$ 301,5 milhões em estoque, o valor mais alto entre as 161 varejistas de Internet do mundo após a Amazon.com Inc., segundo dados compilados pela Bloomberg.
"Por causa dos investimentos que a B2W fez neste ano em sua infraestrutura logística, as expectativas para o Natal são bem positivas", disse Priscila Tambelli, analista do Banco do Brasil SA, que tem recomendação de manutenção para a ação, em entrevista por telefone de São Paulo. Entre os 21 analistas que cobrem a B2W, as recomendações de Priscila têm sido as mais precisas, segundo o Ranking Absoluto da Bloomberg. "A empresa não deve experimentar a mesma turbulência de 2011."
A assessoria de imprensa da B2W não quis fazer comentários sobre os planos da empresa para as vendas de Natal, sobre o aumento dos estoques e sobre a alta das ações.

Bovespa abre em alta com China, de olho nos EUA


A agenda econômica dos Estados Unidos deve trazer volatilidade ao longo do dia, assim como a proximidade do vencimento de índice futuro na semana que vem

Olívia Bulla - AGÊNCIA ESTADO
  
São Paulo - O exterior volta a comandar o ritmo dos negócios na Bovespa nesta quarta-feira, com as sinalizações favoráveis vindas da China e os ganhos exibidos pelos mercados no Ocidente garantindo uma abertura em alta do pregão doméstico. Porém, a agenda econômica dos Estados Unidos deve trazer volatilidade ao longo do dia, assim como a proximidade do vencimento de índice futuro na semana que vem. Por volta das 10h, o Ibovespa subia 0,43%, aos 57.811,34 pontos.
O gerente da mesa de renda variável de uma corretora paulista avalia que há uma "chamada mais positiva" para a Bolsa no início dos negócios, em linha com a alta dos mercados internacionais. Porém, ele acredita que o avanço doméstico pode ser mais acelerado por causa das declarações feitas pelo novo governo da China, ao passo que Wall Street aguarda uma série de indicadores.
A primeira reunião do Politburo, o grupo que lidera o Partido Comunista da China, presidida por Xi Jinping, o novo presidente do país, nesta terça-feira (4), resultou em comentários animadores sobre a economia chinesa. Com isso, cresceram as expectativas de que o governo chinês vai garantir que as políticas monetária e fiscal deem suporte econômico e permaneçam a postos nos próximos trimestres.
O profissional, que falou sob a condição de não ser identificado, chamou atenção para a decisão da China de investir em urbanização e na construção de moradias públicas, além da adoção de novas regras para facilitar o investimento e as transações imobiliárias. Além disso, os índices dos gerentes de compras (PMI) na China e na zona do euro "não foram ruins", acrescenta.
Entre os países europeus que compartilham a moeda única, o PMI composto saiu da mínima em 40 meses atingida em outubro, ao passo que o PMI do setor de serviços na China caiu pelo segundo mês seguido. Já nos EUA, o PMI de serviços será conhecido às 13h (horário de Brasília), quando também serão anunciadas as encomendas à indústria em outubro.
Antes, às 11h15, a ADP publica a pesquisa sobre os postos de trabalho criados no setor privado norte-americano em novembro. Às 11h30, saem os números do terceiro trimestre sobre produtividade e custo unitário da mão de obra. No horário acima, o futuro do S&P 500 subia 0,28%.