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quarta-feira, 24 de abril de 2013

BB Investimentos corta estimativas para a bolsa brasileira


Analistas reduziram a projeção para o Ibovespa em 10%

EXAME.com
  
São Paulo - A equipe de análise do Banco do Brasil Investimentos reduziu a projeção para oIbovespa em 10% após avaliar que o cenário externo está pior do que o visto no final de novembro, quando foi traçado um preço-alvo de 70 mil pontos.
A estimativa, agora em 63 mil pontos, também passa a considerar os resultados das empresas no último trimestre de 2012. Para Hamilton Moreira Alves, estrategista do BB, o panorama só deve ficar diferente com uma mudança no cenário externo.
"A tendência de alta só irá retornar quando o índice romper os 58 mil pontos. Ainda estamos em tendência de baixa", ressalta o analista. O Ibovespa terminou a terça-feira aos 54.885 pontos e acumula uma desvalorização de 10% em 2013.
Alves ressalta que, no cenário pessimista, o índice pode beirar os 60 mil pontos e, no otimista, o nível dos 65 mil pontos.
Alemanha
O principal evento que pode marcar um ponto de inflexão no futuro do Ibovespa este ano será o resultado das eleições legislativas na Alemanha, em setembro. A chanceler alemã, Angela Merkel, tenta a sua terceira reeleição (assumiu em 2005, tendo sido reeleita em 2009). O resultado será de vital importância para a Europa, que já viu a queda de vários primeiros-ministros com a crise, e para o euro.
"Se ela for mantida isso mostra que as pessoas em geral começaram a acreditar na continuidade da austeridade. Pode ser um ponto de inflexão para o mercado, que passará então a acreditar mais na Europa e no euro", explica Alves.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Inflação faz Copom elevar Selic a 7,5%, primeira alta desde 2011




Decisão do BC acontece em meio a temor de disparada da inflação.
Alta de 0,25 é a menor praticada pelo BC; medida deve encarecer crédito.


 
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Selic 7,5% matéria (Foto: Editoria de Arte/G1)
Para tentar conter a inflação elevada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (17) elevar a taxa de juros de 7,25% para 7,5% ao ano. Trata-se da primeira elevação da Selic desde julho de 2011 – quando a taxa subiu de 12,25% para 12,5%.

A decisão, já esperada por parte dos analistas de mercado, interrompe o período de juros na mínima histórica, que nos últimos meses havia levado ao barateamento do crédito, com consequente aumento do consumo pelas famílias brasileiras. A taxa de 7,25% era o menor patamar histórico da Selic e vigorava desde outubro de 2012.
“O Comitê avalia que o nível elevado da inflação e a dispersão de aumentos de preços, entre outros fatores, contribuem para que a inflação mostre resistência e ensejam uma resposta política monetária”, diz nota divulgada pelo Banco Central na noite desta quarta, após o fim da reunião do Copom, e que justifica a elevação da Selic.

“Por outro lado, o Copom pondera que incertezas internas e, principalmente, externas cercam o cenário prospectivo para a inflação e recomendam que a política monetária seja administrada com cautela”, completa a nota, indicando a explicação para a alta de apenas 0,25 ponto percentual, a menor praticada pelo Banco Central.
A alta dos juros não foi unânime entre os membros do colegiado: foram seis votos a favor e outros dois pela manutenção da taxa em 7,25%. Votaram pela elevação: Alexandre Tombini (presidente do BC), Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques. Já pela manutenção em 7,25%, votaram os membros Aldo Luiz Mendes e Luiz Awazu Pereira da Silva.
Inflação
O aumento da Selic ocorre num momento em que cresce o temor de descontrole da inflação em 2013. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA acumula alta de 6,59% em 12 meses até março, acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo BC para o ano.

Com a alta dos juros, o Banco Central mira justamente a inflação. A decisão deve levar a um encarecimento do crédito, o que deve levar as famílias a frearem o consumo. Com menos compras, a tendência é que o preço dos produtos caia.

Efeito no PIB
Parte dos analistas de mercado, porém, apostava na manutenção da Selic em 7,25% nesta quarta. Isso porque, junto com a inflação, também existe a preocupação do governo em manter a economia aquecida para combater os efeitos da crise internacional.
No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,9%. Com a alta dos juros nesse momento, a previsão é de que a retomada do crescimento da economia brasileira fique mais difícil – com impacto na criação de empregos e no salário dos trabalhadores.
Sistema de metas de inflação
Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ao subir os juros, o BC atua para controlar a inflação e, ao baixá-los, julga, teoricamente, que a inflação está compatível com a meta.

Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Rendimento da poupança
A elevação dos juros básicos aumenta a rentabilidade da caderneta de poupança. Pelas regras definidas pelo governo, a poupança passou a ser atrelada aos juros básicos da economia, rendendo 70% da aplicação, mais a Taxa Referencial, quando a taxa básica estiver abaixo de 8,5% ao ano.

Com juros em 7,5% ao ano, a remuneração da poupança sobe de 5,07% para 5,25% ao ano mais TR. Antes da mudança das regras, a poupança rendia, pelo menos, 6,17% ao ano, mais TR. Na poupança, porém, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR) - ao contrário dos investimentos em fundos. Os recursos podem ser sacados a qualquer momento.

sábado, 16 de março de 2013

Ibovespa cai a 57 mil pontos, sob peso de construtoras


Proximidade com o vencimento de opções sobre ações também interferiu

REUTERS 
  
São Paulo - O principal índice brasileiro de ações cedeu ao peso das construtoras e encerrou a sexta-feira em queda, abaixo dos 57 mil pontos, pressionado também pela proximidade com o vencimento de opções sobre ações.
Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,72 %, a 56.869 pontos, numa sessão instável --o índice oscilou entre queda de 0,83 % e alta de 0,44 %. O giro financeiro do pregão foi de 9 bilhões de reais.
Com isso, o índice acumulou queda semanal de 2,7 %, após duas semanas consecutivas no campo positivo. Em março, o referencial da bolsa paulista tem queda de 0,97 % e no ano a baixa é de 6,7 % --enquanto Wall Street seguia próximo das máximas históricas.
"O mercado aqui só vai melhorar se tivermos sinais de mudanças políticas", disse o analista Marcelo Varejão, da Socopa Corretora. "Os investidores precisam ver uma administração (do governo federal) mais amigável ao mercado." Nesta sessão, as construtoras pesaram no Ibovespa, lideradas por MRV Engenharia, que afundou 8,07 %, a 9,80 reais. A companhia registrou forte queda no lucro do quarto trimestre, abaixo das expectativas de analistas.
"Os resultados do quarto trimestre da MRV foram mais uma vez decepcionantes", disse a Itaú Corretora em relatório, citando uma combinação pouco inspiradora de retorno sobre patrimônio em queda e geração de fluxo de caixa livre menor que o esperado.
O mau humor com os resultados da MRV contaminaram também outras empresas do setor. Gafisa caiu 7,02 %, Brookfield Incorporações perdeu 4,51 % e Rossi Residencial recuou 4,22 %.
"Seguimos cautelosos quanto aos resultados das incorporadoras", escreveram analistas da Planner Corretora em relatório. "Acreditamos que o primeiro trimestre de 2013 também não será de resultados animadores." Em sentido oposto, JBS, maior produtora de carnes do mundo, liderou os ganhos do índice, com alta de 4,49 %, seguida pela petrolífera OGX, que subiu 4,18 %, com movimentos de cobertura de posições vendidas.
O vencimento de opções sobre ações, que ocorre na próxima segunda-feira, adicionou volatilidade aos negócios, segundo operadores. A pressão foi maior nas preferenciais da Vale e da Petrobras, que encerraram o dia em queda de 0,12 e de 1,50 %, respectivamente.
Já a ordinária da Petrobras fechou em alta de 2,12 %, a 17,80 reais.
O mercado aguarda a divulgação do plano de investimentos da estatal petrolífera para esta sexta-feira, citaram operadores. 

Qual o percentual de ações ideal em um plano de previdência?


Internauta deseja investir em um plano de previdência com renda variável, mas não sabe que percentual de ações escolher

EXAME.com
  
Dúvida da internauta: Vou começar a trabalhar em uma empresa privada e quero contratar uma previdência privada. O banco que escolhi não cobra taxa de carregamento, e as de administração variam na faixa 3% a 1,25%, de acordo com a porcentagem de renda variável no plano. Qual porcentagem vocês indicariam, 15%, 30% ou 49%? Tenho 22 anos, quero contribuir por 30 anos e tenho condições de poupar 700 reais por mês, por enquanto.
Resposta de Fernando Meibak*:
Muito importante sua decisão de poupar recursos, alocando num produto de longo prazo. Os produtos de previdência são interessantes, mas têm como desvantagem o custo de taxa de administração. Nos patamares atuais de juros, não recomendamos investimentos em fundos de previdência com taxas acima de 1,25% ao ano. Dentre os três percentuais indicados para renda variável, pode ser o primeiro patamar, de 15%, mas caberia também a segunda opção, de 30%, devido à sua idade de 22 anos.
Se o plano não atender por razões de custos, minha recomendação é que você pesquise o tema Tesouro Direto. É simples e barato. Indicaria investir mensalmente em Notas do Tesouro Nacional - Série B , com vencimento em 2045 ou 2050. Esses títulos rendem juros de cerca de 4% ao ano, mais a variação do IPCA. Não se preocupe com o risco (é Tesouro Nacional) nem com o vencimento, pois quando precisar de recursos poderá vender os títulos por meio do sistema Tesouro Direto, que semanalmente faz essas recompras
* Fernando Meibak é sócio da consultoria Moneyplan, ex-diretor de gestão de investimentos do ABN-Amro Real e HSBC Brasil e autor do livro "O Futuro Irá Chegar! Você Está Preparado Financeiramente para Viver até os 90 ou 100 Anos?".

segunda-feira, 11 de março de 2013

4 ações que devem superar o mercado e 1 para passar longe


Analistas do Espirito Santo Investment Bank fizeram suas apostas para o próximo trimestre

Beatriz Souza - EXAME.com
  
São Paulo - A equipe de analistas do Espirito Santo Investment Bank divulgou essa semana as cinco ações que no próximo trimestre devem ter um desempenho significativamente superior ou inferior ao mercado.
BR Malls, Cyrela, Vale e Banco do Brasil são as apostas de alta, já a PDG deve decepcionar com fracos resultados no quarto trimestre e suas ações devem ter um desempenho abaixo da média do mercado.  
BR Malls
A taxa de juros é o principal catalisador - tanto positivo quanto negativo - para o preço das ações da BR Malls (BRML3) no curto prazo. Os analistas acreditam que se o Banco Central não aumentar a Selic e mantiver suas políticas de estímulo do crescimento, como é esperado, os papéis tem forte potencial de alta.
A recomendação é de compra e o preço-alvo estipulado é de 35 reais por ação, o que corresponder a 34% de potencial de valorização.
Cyrela
Cyrela (CYRE3) é a ação preferida entre as construtoras brasileiras - e também a única com recomendação de compra no setor.
"Nós acreditamos que a empresa ajustou com sucesso o tamanho de suas operações e aprimorou sua capacidade de construção e de controle de custos", afirmam os analistas, que pensam que a Cyrela pode surpreender positivamente na apresentação dos resultados do quarto trimestre. 
A recomendação é de compra e o preço-alvo de 20 reais por ação - potencial de valorização de 16%.
Vale
Para a mineradora, a expectativa é de que as ações tenham um bom desempenho no curto prazo, já que há diversos catalisadores positivos no curto prazo.
"O pior cenário possível já está precificado, o resto é alta", afirmam os analistas. Na próxima segunda, a Vale deve receber mais notícias sobre seu projeto de potássio no Rio Colorado, na Argentina. 
Na opinião do banco, o mercado está cético de que a empresa vai seguir com esse projeto, mas se a Vale der continuidade, isso deve ser visto como positivo já que representa um acréscimo de valor.
Para a VALE3 a recomendação é de compra, com preço-justo de 45 reais - potencial de valorização de 22%. Para a VALE5, a recomendação também é de compra, com preço-alvo de 22,90 reais por ação - o que representa 23% de potencial de alta. 
Banco do Brasil
O IPO da BB Seguridade é o principal catalisador positivo para as ações do Banco do Brasil(BBAS3) no curto prazo, já que deve desbloquear o valor escondido no segmento de seguros do banco. Além disso, o banco deve manter uma participação de 75% na unidade.
Ainda assim, no longo prazo a recomendação é neutra, com preço-alvo de 27,50 reais - 5% de potencial de valorização.
PDG
PDG (PDGR3) é a única ação com recomendação de venda, já que os resultados do quarto trimestre (que serão apresentados no dia 26 de março) devem ser um catalisador negativo para o preço dos papéis. 
A expectativa é de que os resultados sejam fracos provavelmente marcados por ajustes contábeis, já que a administração pode optar por limpar o balanço, a fim de melhorar a sua visibilidade com o mercado nos próximos anos.
"Nossa visão é de que a PDG não vai apresentar nenhuma grande melhoria antes de 2015", afirmam os analistas. 
A recomendação para os papéis é de venda, com preço-alvo de 2,50 reais - o que representa potencial de queda de 18%.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Petrobras dispara 10% com aumento no preço do diesel


A petroleira anunciou nesta terça-feira um reajuste de 5% no preço de venda do diesel nas refinarias

Beatriz Souza - EXAME.com
  
São Paulo - As ações ordinárias da Petrobras estão em forte alta nesta quarta-feira após a empresa anunciar reajuste de 5% no preço de venda do diesel nas refinarias. As açõesPETR3 sobem mais de 10% e as PETR4 mais de 4%.
O novo preço entra em vigor a partir da 0h desta quinta-feira. Segundo o comunicado, o aumento foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que "busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo".
A disparada no preço das ações vem em um momento complicado para a empresa queperdeu 53,9 bilhões de reais em valor de mercado somente em 2013, até 28 de fevereiro, segundo cálculos da consultoria Economatica.O montante é maior que o verificado em todo o ano de 2012, de R$ 36,7 bilhões.