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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Com Bolsa em crise, ações que pagam dividendos são boa alternativa


Dividendo é o lucro que uma empresa gera e que é distribuído a seus acionistas. Em épocas de turbulência na Bolsa de Valores, muitos analistas recomendam que os investidores devem focar nas empresas que são boas pagadoras de dividendos.

Segundo os analistas da corretora Planner, os melhores exemplos são as empresas dos setores de energia elétrica, saneamento básico e de telecomunicações.

Esses segmentos são consenso entre os especialistas. Isso porque essas empresas são geradoras de caixa e não precisam fazer grandes investimentos para expansão. O que entra é distribuído entre os sócios.

Mas existem também empresas fora desses setores que são boas pagadoras de dividendos. "Souza Cruz, Eternit e Ambev elegeram a distribuição de lucro como prioridade", afirma Ricardo Binelli, sócio da Petra Corretora.

Há até um jargão para definir uma ação que paga dividendos. "São as ações da viúva", diz Cláudia Augelli, estrategista de investimentos e sócia da Eugênio Invest. São ações que vão ficar para a viúva, quando o investidor morrer. E os ganhos ainda são isentos de Imposto de Renda.

Bovespa tem índice para medir desempenho de dividendos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desenvolveu um índice para medir o desempenho das melhores pagadoras de dividendos. É o Índice Dividendos (Idiv), que apresenta os melhores retornos aos acionistas nos últimos dois anos.

Segundo Augelli, as empresas do setor praticamente independem de crises econômicas. "As pessoas continuam consumindo energia elétrica, a usar o telefone, a beber água, a tomar banho e a utilizar a rede de esgoto."

São papéis que têm tudo o que um investidor moderado gosta. "Distribuem lucro cinco vezes por ano e têm previsibilidade", diz Marcelo Coutinho, da YouTrade.

E é fácil encontrar compradores para essas ações, ou seja, elas têm boa liquidez? "Sim, normalmente essas empresas têm boa liquidez", diz Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros.

Se essas ações atraem investidores em momento de crise, por outro lado, elas não conquistam investidores mais agressivos. "Quando o mercado voltar a subir o ideal é migrar para papéis que tenham potencial para acompanhar o movimento de retomada", afirma Cláudia Augelli.

Analista mostra como são as ações de empresas que distribuem dividendos


Bolsa irá lançar contratos futuros para eleição presidencial americana

São Paulo – Os investidores americanos poderão em breve negociar contratos futuros em bolsa atrelados ao resultado das eleições presidenciais que acontecem no país em 2012. A North American Derivatives Exchange (Nadex) já entrou com um pedido junto ao regulador, Commodity Futures Trading Commission (CFTC), para oferecer os produtos financeiros.
Caso a aprovação seja conferida, em janeiro já será possível apostar no nome do novo presidente dos EUA, ou na manutenção de Barack Obama. Também serão oferecidos contratos sobre qual partido, republicano ou democrata, terá a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado.
“Acreditamos que o contrato será muito, muito popular”, disse Yossi Beinart, CEO e Presidente da Nadex, à Reuters. A bolsa administra um pequeno mercado de contratos de moedas, petróleo e índices de ações.
Como funciona
Os eleitores (investidores) interessados poderão comprar, por exemplo, um contrato para o senador Mitt Romney – candidato para representar o partido republicano na eleição presidencial – a 49 dólares, o que mostra uma percepção do mercado para 49% de chances de vitória.
Caso ele vença, o investidor leva pra casa 100 dólares, menos 90 centavos de taxas da bolsa. Na hipótese da derrota, o apostador continua com os 49 dólares. Mas não é preciso esperar o final da votação para vender o contrato. Caso o desafiante de Romney cometa uma gafe e os papéis subam para 80 dólares, o aplicador pode vender e já realizar o seu lucro.
Assim como em qualquer outro mercado, também existe a possibilidade de operar na posição vendida. Ou seja, se o investidor acredita na derrota de Romney, então ele pode vender os contratos, que trarão retorno caso ele perca. De acordo com as regras da Nadex, os candidatos não poderão operar.

Bolsas dos EUA avançam em meio ao noticiário europeu positivo

 
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SÃO PAULO – Os principais índices acionários das bolsas norte-americanas operam em alta nesta terça-feira (20), refletindo o otimismo do mercado com o cenário europeu após um indicador apontar alta na confiança dos empresários na Alemanha, enquanto caíram osrendimentos de títulos públicos de países da Zona do Euro.
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta valorização de 2,26% e atinge 2.580 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, abre em alta de 2,11% a 1.231 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 2,02%, chegando a 12.004 pontos.
O front europeu segue no foco do mercado nesta sessão, após o acordo entre os líderes da região na véspera sobre o empréstimo de € 150 bilhões ao FMI (Fundo Monetário Internacional)  e a concessão de empréstimos com prazo de três anos para instituições financeiras, para combater os efeitos da crise.
Europa no radarO instituto Ifo revelou uma sondagem surpreendente sobre a confiança dos empresários na Alemanha em dezembro, que apontou um aumentou de 106,6 pontos em novembro para 107,2 pontos neste mês, frente as expectativas dos analistas de queda para 106 pontos.
Ainda por lá, o mercado mostrou-se animado com a queda na remuneração dos títulos da dívida pública de Espanha, Portugal e Itália. Na Espanha o destaque fica por conta do leilão de dívida de curto prazo no mercado primário, no qual o país vendeu mais títulos do que o esperado, com remuneração mais baixa.
Indicadores econômicos
Em sessão com agenda pouco movimentada, o destaque fica por conta do Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, o qual registrou 685 mil casas no resultado anualizado de novembro, superando os 627 mil imóveis esperados. 
Já o Building Permits, que mensura o número de autorizações para construção de novas casas, apontou 681 mil permissões para construção civil e veio melhor que as expectativas do mercado, que marcavam 633 mil permissões.
Front corporativo
As ações do Bank of America registram alta de 2,01%, após o papel da empresa ter ficado abaixo do nível crítico de US$ 5 na sessão anterior. O setor bancário lidera os ganhos no mercado de ações dos EUA, com Citigroup (+2,90%), JPMorgan Chase (+3,45%) e Morgan Stanley (+2,26%).
Confira o desempenho dos principais índices acionários norte-americanos:
  %Var Dia  Pontos  %Var 30D  %Var Ano 
 Nasdaq+2,262.580+0,29-2,74 
 S&P 500+2,111.231+1,24-2,14 
 Dow Jones+2,0212.004+1,77+3,69 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como investir em empresas que não têm ações na Bolsa

São Paulo – A Performa Investimentos, gestora especializada em fundos que investem em participações em empresas, abriu para captação o primeiro fundo de venture capital do Brasil a fazer uma oferta pública de cotas a investidores em geral. Trata-se de um Fundo Mútuo de Investimentos em Empresas Emergentes (FMIEE), voltado para empresas de tecnologia inovadora, do qual poderão participar investidores pessoas físicas que ainda não entram na categoria “qualificados”, isto é, que não chegam a ter 300.000 reais em aplicações financeiras.
Os poucos fundos de private equity brasileiros que aceitam aplicações de pessoas físicas exigem que esses investidores sejam qualificados. Mas no Performa Investimentos SC-I, até o valor da cota é baixo para esse tipo de fundo: 20.000 reais. Humberto Matsuda, sócio da Performa, explica que a gestora tem mais de 80 clientes pessoas físicas que atuam também como investidores-anjo. Para que todos eles tivessem oportunidade de investir no fundo, a Performa teve que promover a oferta pública, conforme manda a legislação para fundos com mais de 30 cotistas.
“Acabou que essa exigência nos permitiu dar uma oportunidade a investidores que já sabem como os fundos de venture capital funcionam, gostariam de investir, mas não querem alocar de cara uma quantia alta, como um milhão de reais. Será uma maneira de as pessoas testarem esse tipo de aplicação”, observa Matsuda.
Rentáveis, mas muito arriscados
Apesar do tíquete baixo, esta não é uma aplicação para qualquer investidor. O potencial de rentabilidade é grande, mas os riscos de se investir em empresas inovadoras com projetos iniciantes é altíssimo, e devem ser assumidos apenas como forma de diversificação por quem já tem bons conhecimentos sobre o mercado financeiro. Não à toa também são chamados de fundos de capital de risco.
“Os fundos de venture capital compram participações em empresas de capital fechado até que elas se tornem atraentes para serem vendidas. É um processo longo, com exposição total aos riscos da empresa, e sem liquidez alguma no meio do caminho”, explica Humberto Matsuda. Esses fundos costumam durar de cinco a dez anos – no caso do fundo da Performa, são sete anos, prorrogáveis por mais dois.
Isso significa que, durante o período de duração do fundo, não há como se desfazer das cotas, mesmo que as empresas estejam indo mal. “O investimento deve durar até o momento da venda ou liquidação das empresas. Caso a empresa não encontre um comprador privado, por exemplo, corre-se o risco de perder a totalidade do investimento”, alerta Matsuda.

A rentabilidade, porém, é proporcional ao risco. “Necessariamente, o retorno tem que ser maior que o de Bolsa. No Brasil, a média de rentabilidade no mercado de fundos desse tipo é de 50% ao ano, e é isso que o nosso fundo persegue”, diz Matsuda.
Por aplicarem em empresas em estágio inicial, de baixo ou nenhum faturamento, os fundos de venture capital têm boas chances de multiplicar o capital investido. “Uma empresa que fatura apenas um ou dois milhões de reais pode pular para um faturamento de quatro ou cinco milhões com facilidade. Uma grande empresa, por outro lado, tem uma inércia maior para crescer”, explica o sócio da Performa.
Outra vantagem dos fundos de capital de risco é o fato de investirem diretamente na economia real. O investimento é concentrado em poucas empresas, mas por não serem abertas em bolsa, não há o risco de volatilidade por especulação.
Quem pode investir
Mesmo aberto a qualquer investidor pessoa física, o Performa Investimentos SC-I demanda que o investidor tenha bons conhecimentos sobre o mercado financeiro, além de uma quantia que possa ficar imobilizada por pelo menos sete anos. É importante também que o investimento seja encarado como forma de diversificação do portfólio. Isto é, a maior parte do capital do investidor deve estar alocada em outras aplicações, mais líquidas.
De acordo com Humberto Matsuda, nos Estados Unidos, os investidores dedicam de 0,5% a 3% de seu portfólio a investimentos como os fundos de venture capital, dependendo de seu perfil de risco. “Por essas razões, é provável que o fundo da Performa acabe atraindo investidores qualificados mesmo”, acredita. A vantagem é que quem não está acostumado, não precisará fazer um grande aporte para se beneficiar da rentabilidade.
Para as pessoas físicas estão disponíveis 260 cotas, que totalizam um valor de 5.200.000 de reais. As demais 1.040 cotas ficarão em poder de grandes investidores, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa federal de fomento, a Nossa Caixa Desenvolvimento, agência de fomento do estado de São Paulo, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além da própria administradora.
O patrimônio do fundo deverá totalizar 26 milhões de reais. A taxa de administração é de 3% ao ano, e é cobrada uma taxa de performance de 20% sobre o lucro. Conheça, na próxima página, as empresas em que o fundo da Performa vai investir.

Seis empresas inovadoras
O Performa Investimentos SC-I já escolheu seis empresas inovadoras que receberão seus recursos em forma de participação. Além do dinheiro, elas terão que aceitar certo grau de interferência na gestão, com orientações sobre governança corporativa. “Num fundo desse tipo, a capacidade de mudar o nível de risco por meio da governança é muito grande. A empresa tem que se acostumar a prestar contas”, diz Humberto Matsuda.
Entre as selecionadas estão empresas que atuam nos ramos de tecnologia da informação, biotecnologia, nanotecnologia, aplicações médicas e energias limpas e sustentáveis. No ramo de TI, uma empresa de internet, que aposta em mídias sociais para gestão de programas de relacionamento e fidelidade. Já entre as sustentáveis, uma empresa que desenvolveu uma tecnologia 100% brasileira para converter hidrogênio em eletricidade, cujo único resíduo é a água; e outra que desenvolveu um método de aquecimento solar para sistemas de água.
Há também uma companhia que desenvolveu um software de gestão de tempo para equipes; outra que criou um meio de pagamentos via celular apenas com o número do cartão de crédito ou débito – ideal para ambientes e profissionais que não podem utilizar um sistema de pagamento convencional; e até uma empresa que cria diamantes artificiais a partir de um reator de plasma que rearranja átomos de carbono.
“Já existem tecnologias desse tipo, mas a dessa empresa é a primeira viável economicamente, pois seu custo é muito baixo. Os diamantes artificiais são necessários em diversas indústrias, desde o desenvolvimento de brocas dentárias, até perfuração de poços de petróleo”, explica Matsuda.
De acordo com o sócio da Performa, todas as empresas selecionadas têm alto grau de vantagem competitiva em seus mercados. “Procuramos empresas que pudessem colocar seus produtos em mercados onde ainda não existe concorrência, para conseguir, inicialmente, um monopólio natural. Todos os competidores que surgirem depois estarão em séria desvantagem”, diz Matsuda.

Ações – Ganhe na baixa usando travas com opções de compra


Ações – Ganha na baixa usando travas com opções de compraHoje disponibilizo mais um artigo relacionado ao importante ato de estudar as alternativas deinvestimentos em ações e com isso aprender que também é possível realizar operações interessantes em momentos de baixa e alta volatilidade. O texto de hoje trata do uso de travas em opções de compra.
O que são opções?
Opções são direitos negociados, de compra ou de venda de uma ação, com preços e prazos já estabelecidos. Pelo direito de comprar ou venda uma ação em uma data futura (por exemplo, no mês seguinte) deve-se pagar um valor, o chamado “prêmio”. Ou seja, opções são contratos entre compradores e vendedores.
Contratos estes que dão a compradores ou vendedores direitos, mas não a obrigação de comprar ou vender o ativo negociado em uma data futura. Contudo, opções são ativos derivativos, ou seja, que têm seu valor em função do ativo à vista. Um exemplo: a opção da Petrobrás varia seu valor em função da ação da Petrobrás.
Opção de compra (call em inglês)
A opção de compra concede ao titular o poder de exercer a compra da ação na data pré-estabelecida, no preço acordado, se este for atraente ao titular.
Exemplo: O detentor da opção PETRA40 exercerá o direito de compra de PETR4 apenas se em 18 de janeiro (terceira segunda-feira do mês) a ação estiver abaixo do preço do exercício. Assim ele pode comprar mais barato e vender a preço de mercado, realizando lucro. Caso contrário, será preferível comprar a mercado - caso em que a ação estará mais barata que o de seu contrato.
Preço do prêmio de uma opção: valor intrínseco e o valor do tempo. O preço do prêmio de uma opção é determinado pela oferta e demanda, mas segue uma lógica racional de acordo com a tendência do preço à vista da ação objeto e apresenta o valor intrínseco e o valor do tempo.
  • Valor intrínseco: valor obtido pela diferença entre o preço de exercício da opção e o preço à vista da ação objeto;
  • Valor do prêmio: o prêmio de uma opção é teoricamente maior que o valor intrínseco, pois há a expectativa de valorização da ação, além de uma remuneração pelo risco da operação.
No entanto, ao se aproximar da data de vencimento da opção, tal expectativa de valorização é reduzida e, com isso, o prêmio da opção converge para o valor intrínseco. Quando a opção não possui valor intrínseco, a opção “vira pó” na data de seu exercício, ou seja, passa a custar um centavo. Após a data de vencimento, as opções não exercidas não apresentam qualquer valor.
Como Operar opções?
Opções são compradas e vendidas normalmente através do sistema home-broker de sua corretora. Para operar com opções, você envia ordens no home-broker como se as opções fossem ações de empresas, exceto que as opções têm código de negociação diferente. Segue a seguir legenda com as letras correspondentes aos diferentes meses de vencimento:
Tabela e Legenda - Opções
Exemplo: PETRA40 representa uma opção de compra com exercício em janeiro (na terceira segunda-feira do mês) e preço da ação a R$ 40,00.
Como ganhar com a queda de ações operando opções de compra?
Caso sua análise aponte para a queda de uma ação, você venderá uma opção de compra com o objetivo de ganhar o prêmio. Não entendeu? Veja um caso prático.
Imagine ações da Vale a R$ 50,00 com indicação de queda. O que pode acontecer:
  • Venda da opção da VALEE50 a R$ 2,00, registrando ganho R$ 2,00 por ação se a ação cair;
  • Caso a ação suba a R$ 60,00, por exemplo, o prejuízo estará em R$ 10,00 menos o valor recebido como prêmio de R$ 2,00. Perda de R$ 8,00.
Para não ter o risco ilimitado, é importante que o investidor compre a opção de strike superior para limitar sua perda em caso da alta da ação. Entenda a ação correta do investidor através da operação estruturada abaixo:
  1. Venda da opção VALEE50 a R$ 2,00;
  2. Compra da opção VALEE52 a R$ 0,75;
  3. Ganho de R$ 1,25 por ação se a ação cair.
  4. Caso a ação suba a R$ 60,00, por exemplo, o prejuízo estará em R$ 2,00 menos o valor recebido como prêmio de R$ 1,25. Perda de R$ 0,75.
Durante a semana voltarei com novo artigo mantendo a mesma didática e interesse em demonstrar práticas eficientes para realizar lucros também em momentos de baixa e maior volatilidade. Bons investimentos!