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quinta-feira, 4 de outubro de 2012


O que o Brasil precisa para alcançar o rating A da Moody's

"É preciso que a economia cresça 5% ou mais para o Brasil chegar ao rating A", diz Mauro Leos, vice presidente para América Latina da agência de classificação de risco

Beatriz Souza - EXAME.com
  
São Paulo -Nos últimos 10 anos, o rating do Brasil dado pela agência de classificação de risco Moody?s, saltou de B2 para os atuais Baa2 , onde estamos desde junho de 2011. Foi, em média, uma elevação de rating a cada 2 dois anos, refletindo o crescimento econômico e institucional que o país vivenciou na última década.
O próximo objetivo agora é alcançar o rating Baa1, decisão que pode acontecer até o fim deste ano. Segundo as regras da Moody?s, um país não pode ficar classificado como "perspectiva positiva" por mais de 18 meses, prazo que vence em dezembro. Neste momento, a agência terá duas opções, ou mantém o rating soberano do Brasil em Baa2 com perspectiva estável, ou eleva o rating brasileiro para Baa1. 
O vice presidente para a América Latina da agência, Mauro Leos, disse nesta quinta-feira, na conferência anual da Moody?s América Latina realizada em São Paulo, que para o país ter sua classificação elevada, é preciso que apresente fortalecimento da economia e que continue fazendo progressos em relação à responsabilidade fiscal. 
"Achamos que o país vai nessa direção principalmente com as últimas atitudes do governo, que se mostra aberto ao investimento privado", disse Leos tentando desconversar sobre qual seria a decisão da agência. Ele também disse que a maior mudança estrutural do país tem sido o declínio das taxas de juros.
Ele ainda destacou que, no médio prazo, para chegar a receber uma classificação de rating A, os desafios são ainda maiores. Para isso acontecer, "é preciso que a economia cresça 5% ou mais", que o mercado de capitais se desenvolva e que o BNDES deixe de ser a principal fonte de investimentos para o país.
Objetivo A
Além disso, uma simples comparação com os países que já têm o rating A mostra que o Brasil ainda está muito atrás, mesmo quando comparado com outros países latino-americanos ou do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). "As instituições fiscais são mais fortes nos outros países", explica Leos.
Entre os países da América Latina, Chile (Aa) e México (Baa1) têm ratings melhores que o brasileiro. Nos BRICs, Russia (Baa1) e China (Aa) também estão a nossa frente. O indicador que melhor mostra o motivo de ainda ficarmos para trás é a relação entre as receitas e os encargos da dívdida do Brasil. 
Enquanto o Brasil tem uma taxa de 15%, a do México é de apenas 9,5% e a do Peru (também Baa2) é de 5,5% - entre os países com rating A, a taxa fica em média em 6%. Isso significa que o país tem mais dificuldades que os outros para hornar suas dívidas. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012


GOL decepciona mercado após "muito barulho por nada"

Analistas esperavam um IPO do programa de fidelidade Smiles ou a venda de uma fatia

Gustavo Kahil - EXAME.com
  
São Paulo - As ações da GOL despencam nesta terça-feira após a empresa decepcionar o mercado na segunda-feira depois do fechamento do pregão de segunda-feira. Os papéis dispararam 11% após a empresa convocar uma coletiva de imprensa para um "importante anúncio". Os investidores acreditavam na possibilidade da entrada de um novo sócio na empresa ou na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Smiles, o programa de milhagem da companhia.
A GOL revelou, contudo, a compra de mais 60 Boeing 737 MAX, que começarão a ser entregues a partir de 2018. Segundo o comunicado, os aviões serão usados na renovação da frota. "Apesar de vermos a compra das aeronaves como neutra, esperamos que reação negativa do mercado após a alta no pregão de ontem", apontam Leonardo Milane e Guilherme Guntovitch, estrategistas do Santander, em relatório. O banco tem recomendação abaixo do mercado às ações, com um preço-alvo de 9,50 reais para o final de 2012.
Muito barulho
Na mínima desta terça-feira, os papéis da GOL (GOLL4) atingiram uma queda de 10,9% e foram negociados a 11,40 reais. Em NY, os títulos da empresa (GOL) estão entre as 10 maiores baixas da NYSE. "Embora vejamos como positivo o fato que a companhia esteja trabalhando em seu plano de longo prazo, ficaríamos mais empolgados com uma redução mais agressiva de curto prazo na capacidade", aponta a analista Renata Faber, do Itaú BBA. Segundo ela, a empresa fez "muito barulho por uma encomenda de aeronaves".
Sobre o assunto da continuidade do ajuste na capacidade a partir do ano que vem, o presidente da empresa, Paulo Kakinoff, declarou que a decisão ainda não foi tomada. Ao longo deste ano, a redução acumulada ficará entre 6,5% e 7%, segundo ele. O Itaú BBA manteve a recomendação de desempenho em linha com a média do mercado, com um preço-alvo para o final de 2013 de 12 reais por ação.
Para a Citi Corretora, contudo, o anúncio pode ser visto como marginalmente positivo por dois motivos. O primeiro é que a companhia aérea reiterou a expectativa de uma frota de apenas 140 aeronaves para o final de 2014, contra o número de 150 aviões no final do ano passado. O segundo é a garantia de financiamento para os novos pedidos, apesar do alto endividamento. O analista Stephen Trent tem um preço-alvo de 10 dólares aos papéis negociados em Nova York e uma recomendação de compra. 

Sem notícias relevantes, Bovespa segue exterior e cai

O Ibovespa encerrou com declínio de 0,59%, aos 59.222,08 pontos

Alessandra Taraborelli - AGÊNCIA ESTADO
  
São Paulo - A ausência de indicadores relevantes no exterior e os desmentidos na Espanha sobre o pedido de ajuda levaram as bolsas ao redor do mundo a um novo dia de queda. Por aqui não foi diferente e a Bovespa acompanhou o mau humor externo. O forte declínio de ações do setor de construção também contribuiu para o dia negativo. O recuo só não foi maior porque os papéis da Petrobras reverteram a queda no meio da tarde e ajudaram o índice a reduzir as perdas.
Com isso, o Ibovespa encerrou com declínio de 0,59%, aos 59.222,08 pontos. No mês, a Bolsa acumula alta de apenas 0,08% e, no ano, sobe 4,35%. Na mínima, o índice atingiu 59.028 pontos (-0,91%) e, na máxima, 60.091 pontos ( 0,87%). O giro financeiro ficou em R$ 6,212 bilhões.
As incertezas com o cenário internacional e a expectativa com os balanços corporativos referentes ao terceiro trimestre devem ditar o ritmo dos negócios nos próximos dias. O gerente de mesa de renda variável da corretora HCommcor, Ariovaldo Santos, observou ainda que a expectativa de resultados ruins para as empresas do setor de construção pode explicar a forte queda das ações das companhias nesta terça-feira. "Já pode estar havendo uma antecipação de números ruins", disse. Gafisa ON, Brookfield ON e Rosi Residencial ON figuraram entre os destaques de queda do índice e amargaram perdas de 8,31%, 5,18% e 4,71%, respectivamente.
As ações da Petrobras foram na contramão do preço do petróleo no mercado internacional e fecharam em alta de 0,77 a ON e 0,84 a PN. O movimento, segundo profissionais, é atribuído ao anuncio de que a petroleira encontrou indícios de petróleo em um poço terrestre (4BRSA1102DBA) de Taquipe, na Bahia. Na Nymex, o contrato de petróleo para novembro caiu 0,64% e fechou a US$ 91,89 o barril.
Já Vale terminou em queda. O papel ON caiu 0,39% e o PNA, -0,26%.
Oi ON e PN figuraram entre as alta do índice, com ganho de 4,21% e 2,77%. Segundo profissionais, o desempenho deve-se a aprovação da entrada da empresa no Nível 1 de Governança Corporativa e ainda à aprovação da venda de imóveis no valor de até R$ 643 milhões. Operadores ressaltam que, com a venda dos imóveis, a empresa deverá reduzir sua dívida líquida.
Os mercados acionários iniciaram o dia com um tom mais positivo, após a notícia da véspera da agência Reuters, de que a Espanha estava preparada para solicitar um pacote de ajuda já neste fim de semana. Logo pela manhã, no entanto, o primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy, negou a informação. O premiê afirmou duas vezes que o pedido de resgate internacional não é iminente.
Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com perda de 0,24%. Já o S&P 500 e o Nasdaq conseguiram pequenos ganhos no final de 0,09% e 0,21%, respectivamente.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012


Bovespa cai, mas deve ter 2º melhor mês no ano

Com isso, o Ibovespa encerrou com declínio de 0,39%, aos 60.239,79 pontos

Alessandra Taraborelli - AGÊNCIA ESTADO
 
São Paulo - No penúltimo dia útil do mês a Bovespa voltou a se descolar de Nova York e encerrou em queda pelo terceiro dia seguido. Nem mesmo o orçamento espanhol anunciado no início da tarde, os dados mistos nos EUA e a injeção de recursos no mercado monetário chinês, feita nesta quinta-feira pelo Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), o que foi considerado positivo, foram suficientes para fazer a Bolsa seguir o exterior. As principais blue chips - Vale e Petrobras - oscilaram entre pequenas altas e quedas, praticamente durante toda a tarde, e também ajudaram o índice paulista a permanecer em campo negativo.
Com isso, o Ibovespa encerrou com declínio de 0,39%, aos 60.239,79 pontos. No mês, o ganho acumulado é de 5,57% - se este nível se confirmar na sexta-feira, será a maior alta mensal deste janeiro, quando a Bolsa atingiu o auge de 11,13%. No ano, o ganho é de 6,14%. Na mínima, o índice atingiu 59.876 pontos (-0,99%) e, na máxima, 60.889 pontos ( 0,68%). O giro financeiro ficou em R$ 6,558 bilhões.
Para o gerente de mesa de renda variável da corretora Hcommcor, Ariovaldo Santos, este descolamento da Bolsa do mercado acionário internacional mostra que os investidores estão operando muito mais o índice. "Isso é briga de índice. O investidor está operando muito mais o Ibovespa do que as ações", disse, ressaltando ainda que as idas e vindas das ações da Petrobras e Vale hoje confirmam esta percepção. "Para mexer com o índice, é só comprar ou vender Vale e Petro. O cara vende Vale e passa um tempo e volta para o mercado para comprar novamente", explicou.
Na contramão de seus pares no exterior, Petrobras e Vale terminaram o dia em queda. O papel ON da petroleira caiu 0,08% e o PN, -0,26%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em novembro encerrou com ganho de 2,08%, a US$ 91,85 o barril.
A ação da mineradora perdeu 0,19% a ON e -0,25% a PNA. Os contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta na London Metal Exchange (LME), embora sinais macroeconômicos contraditórios tenham impedido que os metais ampliassem os ganhos.
Entre os destaques de queda do Ibovespa figuraram Rosi Residencial ON (-3,70%), Gafisa ON (-3,40%) e Dasa ON (-3,20%). Já o lado positivo foi liderado por B2W ON ( 4,91%), seguida de Fibra ON ( 2,74%) e Sabesp ON ( 2,55%).
Os bancos, ainda sob influência da questão dos juros, fecharam em direções distintas. Bradesco PN e Banco do Brasil ON subiram 1,28% e 0,16% respectivamente, enquanto Itaú Unibanco PN e Santander units caíram 1,25% e 0,59%, respectivamente.
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,54%, o S&P 500 ganhou 0,96% e o Nasdaq, 1,39%.

Bolsas da América Latina fecham em alta

Na Argentina, o volume financeiro foi de 28,5 milhões de pesos (US$ 6,07 milhões), com 32 ações fechando em alta, 18 em queda e 10 estáveis

EFE
 
O índice Merval da Bolsa de Comércio de Buenos Aires fechou nesta quinta-feira em alta de 1,34%, para 2.494,18 pontos. Já o Índice Geral da Bolsa subiu 1,20%, para 147.810,25 pontos, e o Merval 25 avançou 1,34%, fechando aos 2.518,05.
O volume financeiro foi de 28,5 milhões de pesos (US$ 6,07 milhões), com 32 ações fechando em alta, 18 em queda e 10 estáveis. No mercado de câmbio, o dólar fechou estável, cotado a 4,65 pesos para compra e a 4,70 pesos para venda.
O principal indicador da Bolsa de Valores de Santiago do Chile, o IPSA, fechou nesta quinta-feira em alta de 0,27%, para 4.211,61 pontos. Já o índice geral da bolsa chilena (IGPA) subiu 0,21%, para 20.473,93 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 75,9 bilhões de pesos (US$ 161,33 milhões) em 8.900 operações.
O índice geral da Bolsa de Valores da Colômbia (IGBC) fechou nesta quinta-feira em alta de 1,71%, para 14.106,43 pontos. O giro financeiro do dia foi de 153,2 bilhões de pesos (US$ 85,17 milhões) em 2.655 operações.
O Índice de Preços e Cotações (IPC) da Bolsa Mexicana de Valores (BMV) fechou nesta quinta-feira em alta de 0,98%, para 40.729,70 pontos. O giro financeiro do dia foi de 22,306 bilhões de pesos (US$ 1,742 bilhão). 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012


Itaú BBA lista 10 ações para os "órfãos do setor elétrico"

Banco sugere papéis para quem busca opções após a derrocada do setor

Gustavo Kahil - EXAME.com
  
São Paulo - O mercado sempre viu o investidor que aplica no setor elétrico como alguém de perfil defensivo e que busca. Esse perfil, contudo, agora parece coisa do passado com a maior das empresas listadas passando por um momento ruim na bolsa após o governo anunciar medidas para reduzir as tarifas ao consumidor. 
Os papéis estão voláteis e a garantia de dividendos foi para o espaço com as incertezas sobre as novas renovações das concessões. O Índice de Energia Elétrica (IEE) tem baixa de 7,3% apenas em setembro, enquanto o Ibovespa tem alta de 6% no período.
De olho nesse tipo de investidor, o Itaú BBA preparou uma lista com 10 ações para os "órfãos do setor elétrico".
"Após as mudanças, os investidores têm procurado por outros nomes capazes de distribuir bons dividendos e por companhias que sejam boas geradoras de fluxo de caixa livre", explicam Carlos Constantini, Susana Salaru e Pedro Luz Maia, que assinam o relatório.
Juros
Além dos investidores decepcionados com o setor elétrico, o Itaú BBA explica que os papéis também servem àqueles que buscam opções para o cenário de um juro básico da economia (Selic) menor, atualmente em 7,5% ao ano. Desde o início do mais recente ciclo de corte nas taxas, o Banco Central já reduziu a Selic em 500 pontos-base.
"Toda vez que os juros convergem, esperamos que investidores de renda fixa busquem maior duração e rendimento para manter os retornos no mesmo nível. Isso geralmente é obtido ampliando prazos ou partindo para ativos de maior volatilidade. Para a renda variável, isso se traduz em uma busca por pagadoras de dividendos ou geradoras de fluxo de caixa livre", ressaltam os analistas.
Preferidas
Segundo o Itaú BBA, as 10 ações listas não só são ótimas pagadoras de dividendos, "mas também têm a provável capacidade de distribuir no futuro, devido à forte geração de fluxo de caixa livre". Confira abaixo a lista com as ações escolhidas pelo Itaú BBA e o pagamento em dividendos  em relação ao preço da ação (dividend yield) esperado:
EmpresaCódigoDividend Yield
HeringerFHER35%
Banco do BrasilBBAS35,80%
DaycovalDAYC46,90%
ValidVLID36,40%
AmBevAMBV44,70%
ComgasCGAS59,20%
Telefônica BrasilVIVT49,80%
DirecionalDIRR34,50%
Metal LeveLEVE36,80%
Santos BrasilSTBP116,90%

Na crise econômica, "a única boa notícia vem do turismo"

Enquanto a crise parece não chegar ao fim, o turismo cresceu 6,6% em 2010 e 5% em 2011

Katell Abiven - AFP
 
Madri - Contra todas as expectativas, o setor de turismo conseguiu se adaptar à crise econômica, explica, em uma entrevista, Taleb Rifai, secretário-geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), que prevê um crescimento mundial do setor de cerca de 4% em 2012.
O turismo foi duramente atingido pela crise em 2008 - com uma desaceleração de 2,1% - antes de viver em 2009 seu pior ano em 60 anos, segundo à OMT, com uma queda de 3,8% na chegada de turistas.
Contudo, enquanto a crise parece não chegar ao fim, o turismo cresceu 6,6% em 2010 e 5% em 2011.
"A única boa notícia procedente da economia vem do turismo", um setor "muito flexível, que se adapta bem" às circunstâncias, comemora Rifai, dirigente do organismo ligado à ONU com sede em Madri.
Apesar da crise, "o turismo faz parte do estilo de vida, não podemos renunciar a ele", afirma. As dificuldades econômicas "mudarão as formas de viajar, as pessoas procurarão as ofertas, mas continuarão viajando", acrescenta.
Na véspera do Dia Mundial de Turismo, nesta quinta-feira, a OMT demonstra otimismo em relação a 2012. No primeiro semestre o setor registrou um crescimento de 5%. No conjunto do ano "esperamos um crescimento de entre 3% e 4%, eu diria mais próximo a 4%", projeta Rifai.
"Isso quer dizer que alcançaremos em novembro ou dezembro a cifra histórica de bilhões de turistas internacionais", diz.
Entre janeiro e junho, o crescimento foi mais forte na região Ásia-Pacífico, com um aumento de 8% da chegada de turistas. O Japão se recuperou depois de sofrer uma forte queda em 2011 como consequência do terremoto, tsunami e do acidente nuclear de Fukushima.
A Europa, a região mais visitada do mundo, registrou um aumento de 4% no número de turistas, uma cifra similar a das Américas, com 5%.
A África ( 7%) também viveu um bom primeiro semestre, especialmente no norte do continente ( 11%), depois de ter sofrido as consequências das revoltas populares da chamada Primavera Árabe. "Há uma verdadeira reativação no Egito e na Tunísia", destaca a OMT.
"O turismo é provavelmente um dos únicos setores que podem estimular a economia mundial, em particular no que se refere a empregos: dadas as elevadas porcentagens de desemprego que registramos atualmente, não podemos subestimar os que são gerados pelo turismo", defende Rifai.
Com 235 milhões de postos de trabalho, o setor é responsável por 5% do PIB mundial.
Isso leva à OMT a se preocupar com os obstáculos que podem ameaçar o crescimento desta indústria. "Nosso pedido, nossa mensagem, é que os dirigentes de todo o mundo utilizem todo o potencial do turismo, porque, no momento, não é o caso", disse Rifai.
"As taxas sobre as viagens se transformaram em um verdadeiro problema para nós", explica. "Estamos preocupados com a indústria aérea, porque a maior parte de taxas, no turismo, está relacionada ao transporte, principalmente ao avião", meio escolhido para mais de 50% dos trajetos.
"Isso é realmente alarmante", insiste. "Estamos preocupados com a capacidade de as pessoas viajarem de avião e pela competitividade do setor, que ficará severamente afetada por estas taxas, além da possibilidade de uma forte alta do preço do petróleo".
"É um problema que afeta principalmente o tráfego que sai da Europa", onde as taxas aéreas são mais elevadas, "mas, no fim, como entre 52% e 55% das viagens do mundo vêm da Europa, este é um problema global", considera Rifai.