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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Cesp ganha e MPX perde com risco de racionamento de energia


A preocupação de que o governo seja racione energia para evitar apagões reduziu em US$ 2,1 bilhões o valor de mercado das 15 maiores empresas de energia do Brasil

Bloomberg
  
São Paulo - O período de seca que está esvaziando os reservatórios do País pode tornar a Cia. Energética de São Paulo, cuja ação teve o terceiro pior desempenho dentre as companhias elétricas no ano passado, em uma das maiores beneficiadas do setor.
A Cesp e outras companhias que vendem energia elétrica no mercado à vista podem lucrar após os preços subiram para patamar recorde, disseram o JPMorgan Chase & Co. e o Banco BTG Pactual SA. Compradores de energia no mercado à vista -- como a MPX Energia SA, do bilionário Eike Batista, e a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais SA -- devem ser as mais prejudicadas, disseram os analistas.
A preocupação de que o governo seja obrigado a racionar energia para evitar apagões reduziu em US$ 2,1 bilhões o valor de mercado das 15 maiores empresas de energia elétrica do Brasil desde 1 de janeiro.
Os níveis dos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do País caíram para o mais baixo patamar em 12 anos no mês passado, levando a estatal Centrais Elétricas Brasileiras SA a ligar usinas de gás natural, mais caras, para atender a demanda.
"É temerário dizer que haverá racionamento, mas também é temerário dizer que não vai", disse Ricardo Correa, analista de setor elétrico da Ativa Corretora, em entrevista por telefone do Rio de Janeiro. "As principaais vítimas são a Eletrobras e a MPX."
A falta de chuvas que ameaça a geração de energia acontece logo depois que o governo de Dilma Rousseff alterou as regras de renovação das concessões para reduzir as tarifas, levando a uma forte queda das ações do setor no ano passado.
Enquanto a Eletrobras aceitou as novas regras, empresas como a Cesp e a Cia. Energética de Minas Gerais optaram por não renovar algumas concessões.

Barclays aposta em ações da OGX


Em relatório, banco também avisa que o pré-sal será um fardo pesado para a Petrobras

Eduardo Tavares - Arena do Pavini
  
São Paulo - Os analistas do banco britânico Barclays iniciaram hoje a cobertura de seis empresas do setor de petróleo e gás da América Latina. Em relatório enviado a clientes, o banco afirma que OGX é sua principal escolha para investimentos, e avisa que o pré-sal ainda será um fardo pesado para a Petrobras.
Embora OGX ainda seja quase totalmente pré-operacional, seus papéis são a principal escolha do banco. Segundo os analistas André Fagundes e Filipe Gouveia, que assinam o relatório, o mercado ainda não incluiu no preço das ações o forte potencial de produção que a companhia de Eike Batista tem.
De acordo com o relatório, a OGX tem um "portfólio de exploração bem diversificado, mas com um preço avaliado atualmente perto de zero". Os analistas veem o preço dos papéis em trajetória de ascensão, sobretudo à medida que a companhia for concluindo a certificação de suas reservas, o que deve acontecer ao longo de 2013.
Depois dos prós, um contra
O principal risco para quem pensa em investir em OGX é, segundo os analistas do Barclays, a dificuldade da empresa em se comunicar com o mercado, sobretudo a respeito de suas estimativas de produção.
Em 2012, as ações da OGX foram punidas pelo mercado justamente por causa de projeções mais do que otimistas de produção que não foram alcançadas. No dia 27 de junho, a empresa informou ao mercado de que a produção nos dois primeiros poços da Bacia de Campos atingiu um terço do que era esperado. Naquele dia, as ações da OGX caíram 25,33%.
Mas, para Fagundes e Gouveia, analistas do Barclays, "a empresa aprendeu com seus erros e tem trabalhado duro para aumentar sua transparência ao se comunicar com o mercado e recuperar a confiança dos investidores".
A recomendação do Barclays para os papéis da OGX é de compra. O preço justo estimado pelos analistas para o final de 2013 é de R$ 7,00 por ação. O papel era cotado hoje na BMFBovespa em R$ 4,77.
O fardo da Petrobras
A Petrobras é uma das seis companhias de petróleo e gás que passam a ser acompanhadas pelos analistas do Barclays. Segundo eles, a empresa tem pela frente um grande fardo. Ele pode ser descrito de diversas maneiras, mas resumido em uma palavra: governo. 
Além do conhecido imbróglio em que a estatal sempre se envolve quando há algum reajuste de preços de combustíveis no horizonte (a propósito, os analistas acreditam que a gasolina deve ficar mais cara ainda em janeiro), ela ainda vai sofrer quando chegar a hora dos leilões de licitação para exploração de petróleo na camada pré-sal.
Para os analistas, o pré-sal é "benéfico para o Brasil, neutro para a maioria dos participantes (no processo de licitação) e um fardo para a Petrobras". A estatal tem a obrigação, perante o governo brasileiro, de explorar pelo menos 30% de toda a área do pré-sal. O problema, segundo o Barclays, é que, ao fazer isso, ela será obrigada a aceitar uma taxa de retorno provavelmente baixa, a mesma recebida pela empresa que fizer a melhor oferta e vencer o leilão de licitação.
A recomendação dos analistas para as ações da Petrobras é neutra. O preço justo estimado para as ações ordinárias da estatal é de R$ 20,00 e para as preferenciais R$ 19,00. As ações estavam cotadas na bolsa hoje a R$ 19,99 e R$ 19,66, respectivamente.
No quadro abaixo, os analistas dão notas para diferentes aspectos importantes para a avaliação das seis empresas de petróleo e gás da América Latina citadas no relatório. As notas variam de 1 a 5. Na categoria "risco político", Petrobras aparece com a pior avaliação.

EmpresaRisco PolíticoCrescimento da ProduçãoPotenciais fatores de altaQualidade do portfólioMaturidade da CompanhiaFinanciamento
PRE442334
OGX433323
QGEP423323
Ecopetrol433343
Petrobras114452
HRT402212

Inflação oficial fecha ano de 2012 em 5,84%, diz IBGE


A taxa ficou abaixo da registrada em 2011

AGÊNCIA BRASIL
  
Rio de Janeiro - A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2012 em 5,84%. A taxa ficou abaixo da registrada em 2011, quando houve uma alta de preços de 6,5%, e dentro da meta estabelecida pelo governo brasileiro, que varia entre 2,5% e 6,5%. O resultado, no entanto, ficou acima do centro da meta, que é 4,5%.
O dado foi divulgado hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas no mês de dezembro do ano passado, o IPCA registrou variação de 0,79%. A taxa mensal ficou acima do resultado de novembro de 2012 (0,6%) e de dezembro de 2011 (0,5%)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Como a teimosia de São Pedro pode animar as ações da Cesp


Empresa tem parte da geração não contratada e pode ganhar com alta dos preços no mercado à vista

Gustavo Kahil - EXAME.com
  
São Paulo - O medo de racionamento de energia tem ajudado às ações da geradora de energia de São Paulo, a Cesp (CESP6). Os papéis da empresa, que não aceitou as regras de renovação de concessões impostas pelo Governo Federal como maneira de reduzir as tarifas de energia, podem ser beneficiados pela alta dos preços no mercado à vista.
Isso acontece porque a empresa tem parte da sua energia não contratada, ou seja, pode ganhar com o aumento recente dos preços no mercado spot semanal. No início do ano, os preços chegaram a superar 550 reais o Megawatt (MWh), enquanto o normal é um nível abaixo de 50 reais o MWh, lembra o JP Morgan em um relatório.
Segundo os analistas Gabriel Salas e Pedro Manfredini, a chance de um racionamento é inferior a 10% mesmo se a temporada de chuvas de 2011/2012 seja similar àquela de 2000/2001, quando houve o racionamento.
A visão é compartilhada pelo HSBC. O analista Eduardo Gomide explica que é impossível prever a chance de um racionamento antes de fevereiro.
"Os próximos três meses (período janeiro-março) historicamente têm apresentado os níveis pluviométricos mais altos. Nesses três meses, a energia natural afluente média representa, respectivamente, 163%, 172% e 159% da média histórica mensal. Portanto, em nossa opinião, é impossível prever um risco de racionamento antes do fim de fevereiro (o mês com nível pluviométrico mais alto)", ressalta em um relatório.
Quem ganha
Apesar de a notícia parecer ruim para a maioria das elétricas, e de fato é, duas delas podem sair beneficiadas. A CESP pode ganhar com a alta dos preços do mercado spot porque tem aproximadamente 17% da energia produzida não contratada, ou seja, a empresa paulista pode vendê-la no mercado e aproveitar o momento.
As ações têm a maior alta desta quarta-feira. Na máxima do dia, a valorização chegou a 7,2%.
Segundo os cálculos do JP Morgan, o ganho pode ficar entre 500 e 550 milhões de reais considerando uma média de preço de200 reais/MWh. Outra que pode ganhar com isso é a Copel (CPLE6), que tem 7% de energia disponível. As receitas adicionais podem engordar o caixa da paranaense entre 100 a 150 milhões de reais.
Vale lembrar que ambas não aceitaram os termos propostos pelo Governo Federal para as novas e renovações de concessões para o corte de tarifas esperado para este ano.
A teimosia de São Pedro, portanto, por enquanto tem beneficiado ao menos duas empresas do combalido setor elétrico brasileiro na bolsa. 

Ações de empresas de energia voltam a cair na Bovespa


O temor é causado pela percepção de que o baixo nível dos reservatórios e um eventual racionamento atingirão as companhias

AGÊNCIA ESTADO
  
São Paulo - As empresas do setor elétrico voltaram a liderar as perdas do Ibovespa, que fechou nesta terça-feira (8) em queda de 1,30%. O temor é causado pela percepção de que o baixo nível dos reservatórios e um eventual racionamento atingirão as companhias - e, com isso, a rentabilidade - do setor.
Entre as cinco maiores perdas do pregão de ontem estão as ações de quatro empresas do setor elétrico: Eletrobrás PNB, com recuo de 9,35%, seguida por Eletrobrás ON (8,44%), Cesp PNB (5,5%), Natura ON (4,65%), Eletropaulo PN (4,39%) e Cetep PN (4,38%).
Além do impacto negativo sobre o resultado dessas companhias, possíveis altas do custo de energia em razão do provável aumento do uso de termoelétricas, que são mais caras, podem representar pressão adicional à inflação e comprometer os custos das empresas nacionais como um todo.
As preocupações com as condições de oferta de energia elétrica nos próximos meses entraram no radar dos economistas, que começam a tentar embutir o risco em seus cenários para 2013. 

10 notícias para lidar com os mercados nesta quarta-feira


Alcoa tem lucro de US$242 mi no 4o trimestre; novo patamar de preços de minério impulsiona Vale em 2013

Beatriz Souza - EXAME.com
  
São Paulo - Aqui está o que você precisa saber.
1- Alcoa tem lucro de US$242 mi no 4o trimestre. A Alcoa, maior produtora de alumínio nos Estados Unidos, expressou um otimismo cauteloso de que a demanda pelo metal continuará a crescer em 2012, ajudado parcialmente pelo crescimento global nos mercados aeroespacial e de construção. A empresa divulgou nesta terça-feira um resultado em linha com as expectativas de Wall Street, inclusive superando as previsões sobre a receita, ajudando a acalmar investidores após um turbulento ano de 2012. 
2- Novo patamar de preços de minério impulsiona Vale em 2013. O Deutsche Bank elevou as estimativas de resultados da Vale para este ano, com base no aumento dos preços do minério de ferro e outros produtos fornecidos pela companhia brasileira. Em relatório distribuído nesta terça-feira, o banco de investimentos projeta que as vendas da maior fornecedora de minério do mundo deverão alcançar quase 50 bilhões de dólares em 2013, um valor 6 por cento maior que o estimado anteriormente.
3- EPE garante que país não precisa racionar energia. O país tem condições estruturais que dão segurança e tranquilidade ao setor elétrico e permitem descartar a possibilidade de um racionamento de energia. Essa foi a mensagem dada nesta terça-feira, em entrevista coletiva, no Rio de Janeiro, pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. A EPE é vinculada ao Ministério de Minas e Energia. A situação atual é "totalmente diferente" da que ocorreu no país em 2001, segundo o presidente da EPE, quando houve um "apagão" de energia e o consequente racionamento. 
4- Bolsas asiáticas fecham em alta após balanço da Alcoa. As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, impulsionadas pelo bom resultado trimestral da mineradora norte-americana Alcoa, que nesta terça-feira (9) à noite deu início informal à temporada de balanços corporativos nos EUA. Para a Ásia terá importância especial o balanço da Intel, previsto para a próxima semana, que poderá provocar impacto sobre ações de empresas de tecnologia da região. 
5- Ultrapar aposta em pizza para ampliar a maior alta dos BRIC. A Ultrapar Participações SA está ampliando a oferta de alimentos em postos de gasolina para manter o crescimento dos lucros que fez da distribuidora de combustíveis brasileira a melhor relação risco-retorno do setor nos mercados emergentes. A empresa deve ampliar a alta de 45 por cento que teve no ano passado com a abertura de mais lojas de conveniência AM/PM, que vendem sanduíches e pizza, e com a conversão de postos recém-adquiridos para a marca Ipiranga, disseram gestores de recursos. 
6- Economia do Japão vai se recuperar lentamente em 2013. A economia do Japão deve se recuperar um pouco em 2013 se as políticas do primeiro-ministro Shinzo Abe de fortes gastos fiscais, afrouxamento monetário agressivo e iene mais fraco produzirem o impulso necessário para livrar o país da deflação. Analistas dizem que a recuperação no primeiro semestre de 2013 também será impulsionada por uma melhora na economia mundial e pode acelerar no fim do ano porque os consumidores se apressarão para comprar antes do aumento tributário sobre as vendas, planejado para abril de 2014. 
7- Prévia do IGP-M de janeiro fica em 0,41%, aponta FGV. A primeira prévia do IGP-M de janeiro subiu 0,41% após apresentar aumento de 0,50%, em igual prognóstico do mesmo índice no mês passado, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). 
8- Inflação pelo IPC-S acelera em 6 de 7 capitais, diz FGV. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou em seis das sete capitais pesquisadaspela Fundação Getulio Vargas (FGV), na comparação da leitura que encerrou o mês de dezembro com a primeira quadrissemana de janeiro. 
9- Private equity resgata Rede Energia e freia queda de títulos. Os títulos inadimplentes da distribuidora Rede Energia SA estão se recuperando após o anúncio de aquisição do controle por investidores de private equity alimentar as apostas de uma reestruturação mais favorável aos credores.A CPFL Energia SA e a Equatorial Energia SA, parcialmente detida pelo fundo de private equity Vinci Partners, anunciaram que comprariam a distribuidora por R$ 1 em 19 de dezembro. Desde então, os US$ 497 milhões em títulos perpétuos denominadas em dólar da Rede Energia subiram 6,74 centavos para 25,13 centavos de dólar.
10- Bolsas da Europa abrem em alta. O principal índice da Bolsa de Valores de Frankfurt, o DAX-30, iniciou o pregão desta quarta-feira com avanço de 0,3%, aos 7.721 pontos. O principal índice da Bolsa de Valores de Londres, o FTSE-100, iniciou as movimentações desta quarta-feira com alta de 0,29%, aos 6.071,04 pontos.
Com Agência Brasil, Bloomberg, Estadão Conteúdo, Reuters.  

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ações da Vale têm segunda queda consecutiva


Às 12h42, a preferencial da Vale recuava 1,5 %, a 41,44 reais, sendo a principal contribuição para a queda de 0,9 % do Ibovespa

REUTERS Domestic
  
São Paulo - As ações da mineradora Vale tinham sua segunda queda consecutiva nesta sexta-feira, apesar do forte avanço dos preços do minério de ferro, cedendo a um movimento de ajuste após os ganhos expressivos do primeiro pregão de 2013.
Às 12h42, a preferencial da Vale recuava 1,5 %, a 41,44 reais, sendo a principal contribuição para a queda de 0,9 % do Ibovespa. Enquanto isso, a ordinária perdia 1,3 %, a 42,78 reais.
Segundo o analista Victor Pena, do Banco do Brasil, o recuo dos papéis nas duas últimas sessões é explicado por um ajuste após o avanço de mais de 4 % registrado na quarta-feira.
"Mas a alta do preço do minério e os sinais de que a China está mostrando uma recuperação melhor do que o mercado esperava são fatores positivos para o papel", avaliou o analista.
A China é o principal mercado para a Vale, que é a maior produtora global de minério de ferro.
Nesta sexta-feira, o preço da commodity na China subiu 2,3 % em relação ao fechamento da véspera, superando a marca de 150 dólares por tonelada, no maior nível desde meados de outubro de 2011, de acordo com dados do Steel Index.
O minério teve uma forte recuperação, de mais de 70 %, ante as mínimas de três anos inferiores a 90 dólares do início de setembro de 2012. No mesmo período, a ação preferencial da Vale acumulou alta de cerca de 35 %.
Além da retomada dos preços do minério, Pena citou também que as recentes revisões no valor contábil e venda de ativos considerados não-estratégicos também foram bem recebidas pelo mercado, já que ajudariam a "conservar a geração da caixa" da companhia.