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domingo, 22 de março de 2015

Orçamento terá contingenciamento "significativo", diz Dilma

Para Dilma Rousseff, o ajuste fiscal é fundamental para alcançar 1,2% de superávit primário

Brasília - Na semana em que o Congresso Nacional aprovou o Orçamento Geral da União, a presidente Dilma Rousseff informou  que o governo fará um contingenciamento “significativo” nos recursos previstos. Segundo ela, é preciso fazer cortes para cumprir a meta do superávit primário.
“Tivemos, agora, aprovado nosso orçamento. Assim que sancionado, vamos fazer um contingenciamento que será significativo. Não será um pequeno contingenciamento”, disse hoje (20) a presidente, durante entrevista a jornalistas após participar de cerimônia no Rio Grande do Sul.

“É fundamental que tratemos do contingenciamento, porque temos um objetivo, que é fazer 1,2% de superávit primário. Para fazer isso, contamos com as medidas que enviamos ao Congresso e também com um processo de redução dos nossos gastos, o que só pode ser feito depois do orçamento aprovado”, explicou.

O Orçamento da União foi aprovado com quase três meses de atraso. A proposta deveria ter sido votada no fim do ano passado, para vigorar a partir de 1º de janeiro. Por falta de acordo, a votação foi adiada várias vezes. Até a sanção da proposta orçamentária para 2015, o governo continuará usando um doze avos para custeio e despesas permanentes.

Dilma Rousseff voltou a defender a agilidade na aprovação das medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo. De acordo com a presidente, a aprovação é imprescindível para o país e permitirá que o governo, a economia e sociedade saiam de uma situação de maior restrição.

“É necessário que se aprove o ajuste fiscal e que a gente use o orçamento aprovado para fazer o contingenciamento. A partir daí, todas as demais medidas serão tomadas."

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Dólar recua com expectativa por política monetária na Europa




O dolar à vista no balcão abriu em baixa nesta sexta-feira, 16, devolvendo parte da alta de quinta-feira, 15, quando uma decisão do Banco Central da Suíça (SNB) trouxe de volta à aversão ao risco nos mercados internacionais.

O sentimento ainda é ruim no exterior nesta manhã. Porém, as expectativas em relação à decisões de política monetária na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, além da agenda norte-americana, favorecem o ajuste no mercado de câmbio.
O dólar à vista caía 0,42% às 9h30, cotado a R$ 2,6230. Na abertura, foi negociado a R$ 2,6310 (-0,11%). No mercado futuro, o dólar para fevereiro estava em baixa de 0,75%, cotado a R$ 2,6335. Essa moeda abriu a R$ 2,6495 (-0,15).

O Banco Central faria leilão, das 9h30 às 9h40, de até 2 mil contratos de swap cambial (US$ 100 milhões) para 01/09/2015 e 01/12/2015, com resultado a partir das 9h50. Às 11h30, a autoridade monetária volta a atuar com o leilão de rolagem de swap com vencimento em 2/2/2015, cujo resultado sai a partir de 11h50.

No exterior, o euro ampliava, há pouco, a queda ante o dólar, para US$ 1,1583, de US$ 1,1632 no fim da tarde de ontem em Nova York. A moeda dos EUA, por sua vez, estava cotada a 116,70 ienes, de 116,32 ienes no fim da tarde de ontem.

Os mercados de moeda ainda refletem a surpresa com o Banco Central da Suíça (SNB). Ontem, a autoridade monetária suíça eliminou a taxa de câmbio mínima de 1,20 franco suíço por euro, sugerindo que o Banco Central Europeu (BCE) pode estar perto de lançar um programa de compra de títulos soberanos, possivelmente no encontro marcado para a próxima semana (dia 22).

Ao longo do dia, dados dos EUA vão chamar a atenção. O índice de preços ao consumidor (CPI) em dezembro, às 11h30; a produção industrial no mesmo mês, às 12h15; e a leitura preliminar de janeiro do índice de sentimento do consumidor, da Universidade de Michigan, às 13 horas, são bastante esperados, podendo provocar ajustes nas apostas para a política monetária do Federal Reserve, além das perspectivas para os rumos da economia global.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Economistas pioram projeção de inflação de 2015 a 6,56%


Economistas de instituições financeiras elevaram a projeção para a inflação neste ano, piorando o estouro da meta, diante de uma economia com perspectiva de crescimento menor.
Pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que a projeção para o IPCA de 2015 foi a 6,56 por cento, 0,03 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior.
Para 2014 a projeção teve ligeiro ajuste a 6,39 por cento, contra 6,38 por cento. A inflação do ano passado será conhecida na sexta-feira, quando o IBGE divulgará o IPCA de dezembro. A meta do governo é de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Já a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu em 0,05 ponto percentual, a 0,50 por cento. Para 2014, a expectativa é de crescimento de 0,15 por cento, contra 0,14 por cento anteriormente.
Sobre a Selic, o Focus mostrou que a perspectiva continua sendo de que a taxa básica de juros, atualmente em 11,75 por cento, termine este ano a 12,50 por cento.
Para o dólar, que fechou 2014 em alta de quase 13 por cento ante o real, a 2,6587 reais, especialistas consultados mantiveram a projeção de que encerrará este ano a 2,80 reais.
Inflação alta, juros elevados, crescimento baixo e contas públicas em deterioração é o cenário que o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy terá de enfrentar.
Com perfil mais ortodoxo, ele já anunciou nova meta de superávit primário para este ano, equivalente a 1,2 por cento do PIB, e disse que é preciso coragem para fazer as mudanças necessárias.

fonte: Reuters



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dólar pode chegar a R$ 3,20 em 2015




O dolar fechou 2014 com uma alta de 13% frente o real. Para este ano, a previsão é de mais valorização. Segundo o economista e diretor-presidente da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, o dólar pode atingir o patamar de 3,20 reais em 2015. Somente no primeiro trimestre, a expectativa é que a moeda americana alcance facilmente os 2,80 reais.
Nehme afirma que o Brasil é um país frágil no contexto do mercado internacional e que o governo, apesar de usar como “escudo” que o país tem reservas cambiais de 373,4 bilhões de reais, não conseguirá conter a pressão. Ele acrescenta que os programas de swaps não conseguirão conter a alta do dólar.
“A Russia que depois de ter ‘controlado o incêndio’ em torno do rublo com queima de reservas efetivas em dólares, ainda tem mais reservas cambiais do que o Brasil”, disse.
O economista ressalta ainda que o preço do barril de petróleo continuará a pressionar a alta do dólar. A perspectiva é de que o preço do barril chegue em 40 dólares o barril. “Mas ninguém descarta que pode-se chegar ao patamar de 30 dólares - valor próximo ao visto na recessão em 2008”, completa Nehme.
Por fim, ele destaca que o pouco entusiasmo que existia com a nova equipe econômica já não existe mais, após o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, ter de voltar atrás após afirmar que o governo mudaria a regra de reajuste para o salário mínimo a partir de 2016.
“Ficou bem claro que a liberdade da equipe não será conforme o esperado. O cenário é muito complicado e o governo tem dogmas ideológicos dos quais não se pode ir contra”, finalizou.
De acordo com o boletim Focus divulgado hoje pelo Banco Central, para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou em 2,80 reais.

sábado, 18 de outubro de 2014

Petróleo sobe com expectativa de demanda mais aquecida


Os contratos futuros de petróleo fecharam pela segunda vez seguida em alta nesta sexta-feira, 17, revertendo, pelo menos temporariamente, a tendência de baixa (bear market) dos últimos quatro meses.
Analistas afirmam que há uma série de fatores que justificam a melhora, que inclui dados econômicos positivos, comentários mais "dovish" de bancos centrais e um relatório do Goldman Sachs prevendo uma tendência de alta para o mercado, já que, na avaliação da instituição financeira, há uma demanda crescente impulsionada por preços mais baixos.
"Acho que nós já passamos pelo pior momento", disse Tim Evans, analista do Citigroup Inc.
"Tivemos receio de que, com a demanda mais fraca, os membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) ficassem para trás. Acho que a sensação de pânico sobre essa possibilidade diminuiu."
Pela manhã, a Universidade Michigan publicou o índice de sentimento do consumidor dos EUA, que chegou ao seu maior nível desde julho de 2007, após subir para 86,4 no resultado preliminar de outubro, acima, inclusive, da estimativa dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que era de 84.
Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para novembro fecharam a US$ 82,75 por barril, em alta de US$ 0,05 (0,06%).
Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para dezembro encerraram a US$ 86,16 por barril, em alta de US$ 0,57 (0,70%).
Fonte: Dow Jones Newswires.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Bovespa sobe com ajuda de Petrobras antes de pesquisas

Índice encerrou em alta de apenas 0,37 por cento, a 57.267 pontos, após bater 58.246 pontos na máxima do dia


A Bovespa fechou no azul nesta quinta-feira, amparada nos ganhos das ações da Petrobras e de bancos, com investidores na expectativa das primeiras pesquisas de intenção de voto do Ibope e Datafolha no segundo turno da corrida presidencial, previstas para serem divulgadas nesta noite.
A pressão negativa de Wall Street, contudo, pesou no final da sessão, reduzindo os ganhos do principal índice da bolsa paulista, que ainda teve como componente negativo o declínio dos papéis da mineradora Vale e o tombo de 13 por cento nas preferenciais da operadora Oi.
O Ibovespa encerrou em alta de apenas 0,37 por cento, a 57.267 pontos, após bater 58.246 pontos na máxima do dia. O volume financeiro do pregão somou 9,1 bilhões de reais.
Em Nova York, o índice S&P 500 fechou com a maior queda percentual diária desde 10 abril, de 2,07 por cento, afetado por setores ligados a commodities, com os negócios em Wall Street influenciados por preocupações sobre a força da economia global.  No front doméstico, pesquisas mostrando o candidato de oposição Aécio Neves (PSDB) à frente da presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa, mesmo sendo de institutos pouco difundidos, repercutiram desde cedo, alimentando expectativas para os números que Ibope e Datafolha divulgam nesta noite.
Uma dessas pesquisas, do instituto Paraná Pesquisas, publicada no site da revista Época na véspera, mostrou Aécio com 49 por cento das intenções de voto e Dilma com 41 por cento. O apoio formal do PSB, PPS, PSC e PV ao candidato tucano no segundo turno também animou, enquanto segue a expectativa sobre o posicionamento da ex-senadora Marina Silva (PSB) na disputa. "Com esses apoios, o mercado começa a ponderar a chance real de Aécio ganhar", disse Frederico Ferreira Lukaisus, gerente de renda variável na Fator Corretora. Operadores e analistas têm manifestado insatisfação com as diretrizes econômicas do atual governo. Perspectivas de alternância em Brasília têm servido como argumento para compras na bolsa nos últimos meses e vice-versa.
Papéis fortemente influenciados pela dinâmica eleitoral figuraram entre as maiores altas do Ibovespa praticamente desde o início da sessão, com Banco do Brasil encabeçando a lista, seguido pela Petrobras. A divulgação de que o Tesouro Nacional vendeu 5,24 milhões de ações do Banco do Brasil pelo valor total de cerca de 178,9 milhões de reais, entre 29 de agosto e 10 de setembro, não afetou o desempenho dos papéis na sessão. 
Ainda no setor financeiro, repercutiu a informação de que está em estudo a flexibilização do recolhimento compulsório sobre depósitos a prazo para apoiar empréstimos bancários para infraestrutura, conforme disse à Reuters uma fonte do governo. O mercado também ficou atento à divulgação nesta quinta-feira de depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Justiça Federal, no qual detalha um suposto esquema de propinas que teria beneficiado o PT, PP e PMDB.
Empresas 
Estácio Participações esteve entre as maiores altas após divulgar crescimento de 5,8 por cento na captação de matrículas na graduação presencial para o segundo semestre. Oi despencou pelo segundo dia, com as ações preferenciais caindo 13,16 por cento, enquanto as ordinárias , que não estão no Ibovespa, recuaram 10,6 por cento, por incertezas sobre o futuro da empresa após a saída do presidente-executivo. 
O Goldman Sachs cortou o preço-alvo da ação de 1,55 para 1,06 real. O recuo de quase 2 por cento nos papéis da Vale, conforme segue desfavorável o cenário para os preços de minério de ferro, também ajudaram a limitar o avanço do Ibovespa.


domingo, 31 de agosto de 2014

Entendendo um pouco da economia nacional


Com as atuais altas consecutivas do dólar e a elevação de juros, o cenário econômico brasileiro começa a causar preocupações. A situação é parecida em outros mercados emergentes, como Turquia, China e África do Sul. “O impacto mais profundo é na confiança. Infelizmente estamos passando por um cenário em que perdemos um pouco do brilho com os países emergentes”.

Isso não significa, necessariamente, que os países estão passando por situações ruins, mas sim que este será um ano um pouco mais complicado para atrair investimentos e passar por questões econômicas sem fluxos de capital estrangeiro.

“O Brasil não deverá necessariamente passar por uma crise econômica, apesar de vivenciar elementos de crise”. “Não significa que vamos ter uma inflação explodida para o final do ano, ou uma contração econômica. Significa que, no atual panorama, não somos mais os queridinhos do investimento, existem lugares melhores para se colocar dinheiro hoje em dia”.

A tendência para o momento é de pressão no dólar, que deve se manter na faixa dos R$ 2,40. “Até por conta da redução dos estímulos nos Estados Unidos, significa que no curto prazo vai haver um menor fluxo de dólares no mundo, que acaba transferindo boa parte dos investimentos para a renda variável”.