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sábado, 22 de outubro de 2011

As principais decisões das cúpulas de líderes da UE sobre a crise

Entre as decisões adotadas destacam-se a criação do fundo de resgate permanente, o chamado "Pacto pelo Euro" e o segundo resgate à Grécia

Bandeiras da Grécia e da União Europeia

Desde a explosão da crise em 2008, os chefes de Estado e do Governo da União Européia (UE) concentraram a maioria de seus Conselhos ordinários e diversas cúpulas extraordinárias em aprovar medidas para combatê-la
Desde a explosão da crise em 2008, os chefes de Estado e do Governo da União Européia (UE), que se reúnem mais uma vez neste domingo em Bruxelas, concentraram a maioria de seus Conselhos ordinários e diversas cúpulas extraordinárias em aprovar medidas para combatê-la.
Entre as decisões adotadas destacam-se a criação do fundo de resgate permanente e o chamado 'Pacto pelo Euro', efetuados na cúpula extraordinária de 11 de março de 2011 e aprovados 15 dias depois, e o segundo resgate à Grécia, aprovado na cúpula extraordinária em 21 de julho.
As principais decisões adotadas nas cúpulas de líderes da UE em relação à crise são as seguintes:
15-16/10/2008 - O Conselho respalda um plano comum contra a crise creditícia e decide impulsionar um debate sobre a reforma do sistema financeiro.
11-12/12/2008 - Aprovado um plano de reativação econômica de 200 bilhões de euros (1,5% do PIB comunitário).
19-20/3/2009 - A UE decide defender uma profunda reforma do sistema financeiro na cúpula do Grupo dos 20 (G20, bloco das principais nações ricas e emergentes) em Londres e concede ao Fundo Monetário Internacional (FMI) um crédito de 75 bilhões de euros para que dobre sua capacidade de auxílio aos países atacados pela crise.
18-19/6/2009 - Acordo para revisar o sistema de supervisão financeira.
17/9/2009 - A UE decide, em reunião extraordinária, defender na cúpula do G20 em Pittsburgh regras vinculativas sobre as gratificações aos executivos bancários e que sigam os planos de reativação.

10-11/12/2009 - Respaldo ao Governo grego para um plano 'urgente' de reformas e chamada ao setor financeiro para evitar que a sociedade pague os excessos dos bancos.
11/2/2010 - Cúpula extraordinária perante a crise grega, na qual se decide que os países da Eurozona adotem 'as medidas necessárias para salvaguardar a estabilidade da zona do euro'.
25/3/2010 - O Conselho europeu aprova o mecanismo de ajuda à Grécia e de defesa da zona do euro, baseado em uma combinação de empréstimos bilaterais dos países deste bloco e do FMI.
7/5/2010 - Os líderes da UE concordam em criar um mecanismo para resgatar os países com problemas de dívida, para o qual contribuirá o FMI, dotado com um máximo de 750 bilhões de euros.
17/6/2010 - Um acordo decide publicar as provas de solvência bancária, para evitar as especulações, e se aprova uma taxa aos bancos para evitar futuras crises.
28-29/10/2010 - O Conselho europeu aprova a proposta alemã de retocar o Tratado de Lisboa para proteger o euro de uma eventual crise de insolvência e fazê-lo compatível com a cláusula de 'não co-responsabilidade financeira'.
16-17/12/2010 - Conselho para criar um fundo permanente de estabilização financeira para a zona do euro e compromisso de aplicar as recomendações em matéria fiscal e correção do déficit.
11/3/2011 - Principio de acordo sobre o 'Pacto do Euro', que pretende aumentar a competitividade europeia.
24-25/3/2011 - Aprovado o 'Pacto do Euro' e a criação de um fundo de resgate a partir de 2013 com um capital de 700 bilhões de euros, denominado Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM).
21/7/2011 - Uma cúpula extraordinária de líderes europeus aprova o segundo resgate à Grécia, no valor de 159 bilhões de euros para o período 2011-2014, dos quais 49,6 bilhões terão origem no setor privado.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Renda Fixa ao alcance de todos



Tesouro Nacional - Títulos Públicos

São títulos emitidos pelo governo, por meio do Tesouro Nacional, com a finalidade de captar recursos para financiamento da dívida pública, e para projetos na área federal como educação, saúde, tecnologia, infraestrutura etc.
São títulos considerados de risco zero pelo mercado, porque você empresta dinheiro ao governo Federal e recebe o pagamento de juros.

Preço dos títulos públicos
O preço unitário, valor pelo qual são negociados, é a soma de todos os pagamentos futuros trazidos a valor presente pela taxa de desconto (taxa de negócio). Ou seja, taxa e preço são inversamente proporcionais. Se um sobe, o outro desce. A única exceção é a LFT, que dia a dia, é corrigida pela taxa Selic.
Tipos de títulos públicos

TÍTULOS
RENTABILIDADE
CARACTERÍSTICAS
NTN-B
IPCA + juros
Juros semestrais e o principal no vencimento
NTN-B Principal
IPCA + juros
Juros + principal no vencimento
NTN-C
IGP-M + juros
Juros semestrais e o principal no vencimento
LTF
Selic
Juros + principal no vencimento
NTN-F
Juros Predefinidos
Juros semestrais e o principal no vencimento
LTN
Juros Predefinidos
Juros + principal no vencimento
LFT


São títulos pós-fixados vinculados à taxa SELIC.
Indicados em que momentos:
Ciclo de alta das taxas de juros. Momento contracionista da economia. Geralmente após um longo período de alta dos índices de inflação.


LTN e NTNF
São títulos prefixados, ou seja, na data de aplicação é conhecida a rentabilidade da operação, caso os ativos sejam levados até o resgate.
Indicados em que momentos:
Fim do ciclo de alta, manutenção ou início de ciclo de baixa da taxa de juros.


NTN-B
São títulos indexados à inflação. Rendem juros mais a inflação medida pelo IPCA, indicador oficial do governo federal para medição da inflação. Os ganhos do investidor corresponderão aos juros que superarem o índice da inflação.
Indicados em que momentos: Ciclo de medidas expansionistas que irão aumentar o consumo e, consequentemente, puxar os preços da economia como um todo. Também são indicados para períodos longos, para garantir ganho real da aplicação.


LCA – Letra de Crédito do Agronegócio

Título emitido por instituições financeiras públicas e privadas, vinculado a direitos creditórios originários de negócios na área rural, sejam financiamentos ou empréstimos para a produção agropecuária. O título representa promessa futura de pagamento em dinheiro. Por ser isento de Imposto de Renda é uma boa alternativa de investimento. Destinado para investidores qualificados.

Características
  • Liquidez na data do vencimento.
  • Destinado para investidores qualificados.
  • Isenção de Imposto de Renda para pessoa física.

CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários

Título que concede o direito de receber receitas de um ou vários imóveis.

Características
  • Liquidez baixa.
  • Baixo Risco.
  • Destinado para investidores qualificados.
  • Possibilidade de remuneração atrelada à inflação + ganho real (prêmio) ou vinculada ao DI.
  • Isenção de Imposto de Renda para pessoa física.
Veja um exemplo de como funciona um CRI:


Diagrama de Estrutura


CDB – Certificado de Depósito Bancário
Instrumento de captação dos bancos, com objetivo de financiar suas atividades. É indexado ao DI. Normalmente são emitidos com prazo em torno de dois anos.

Características
  • Risco baixo para aplicações de até R$ 70 mil por CPF, por serem garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
  • Retorno esperado: percentual do CDI preestabelecido no ato da compra do CDB.
  • Ampla rede de bancos emissores.
  • Investimento mínimo de R$ 5 mil.

LCI – Letra de Crédito Imobiliário
Instrumento de captação dos bancos, com objetivo de financiar o setor imobiliário. São títulos de risco baixo para o investidor por contar com a mesma garantia que a Caderneta de Poupança conta do Fundo Garantidor de Crédito e ainda alienação fiduciária do imóvel.

Características
  • Liquidez na data do vencimento, que pode variar de 3 meses a 2 anos.
  • Risco baixo para aplicações de até R$ 70 mil por CPF, por serem garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
  • Alienação fiduciária do imóvel como garantia da operação.
  • Títulos isentos de Imposto de Renda para pessoa física.
  • Alienação fiduciária do imóvel como garantia da operação.
  • Retorno esperado: percentual do CDI pré-estabelecido no ato de compra do título.

Tesouro Direto



SÃO PAULO – O avanço da inflação e os temores de que os preços subam ainda mais depois das reduções da Selic (taxa básica de juros) fez com que os investidores se preocupassem em proteger seu capital. De acordo com dados do Tesouro Nacional, 59% dos títulos do Tesouro Direto comercializados no nono mês do ano eram indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Este percentual é bem maior do que o verificado nos meses anteriores. Em agosto, 46,23% dos títulos comercializados eram NTN-B (Nota do Tesouro Nacional) e NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional- Principal) – que são os títulos atrelados à inflação - e em julho, 43,42% do total vendido era destes títulos.

De acordo com o professor do Ibmec-RJ, Marcos Heringer, a forte procura por títulos indexados à inflação reflete o medo dos investidores em relação ao aumento dos preços. “Com o avanço do IPCA e a possibilidade de novos aumentos, o investidor pensa em se proteger e garantir que seus ganhos pelo menos não sejam anulados”, afirma.

O diretor da Valore Investimentos Personalizados, Sérgio Quintella, concorda. “O brasileiro percebeu que a inflação subiu este ano e que o seu investimento na poupança e no CDB (Certificado de Depósito Bancário) garantiram pouco ou nenhum ganho real”, diz. Isso, aliado ao medo de uma alta ainda maior devido ao corte dos juros, fez com que ele procurasse os títulos do Tesouro Direto, principalmente aqueles atrelados ao IPCA”, completa.

Para Heringer, o brasileiro ainda tem uma memória bastante traumática da época em que a inflação corroía os ganhos dos investimentos e acabava com o poder de compra da população. “Principalmente aqueles que viveram no final dos anos 80 e início dos anos 90 ficam assustados com a alta dos preços”, diz o professor. Isso faz com que o investidor siga o efeito “manada” e busque por aplicações que possam garantir que ele, pelo menos, não tenha um ganho real negativo.

Melhores alternativas
O professor do Ibmec ressalta que as melhores alternativas de investimentos dependem muito do perfil do investidor e da sua tolerância ao risco. De acordo com ele, neste momento, para quem não quer se arriscar os títulos atrelados à inflação são mesmo a melhor opção. “É um título seguro, que tem a garantia do Governo e que também paga prêmio acima da inflação”, diz.
O diretor da Valore concorda. “Neste momento, os títulos indexados ao IPCA servem como uma proteção para o investidor”, diz.

Mudanças
O Tesouro Nacional anunciou recentemente novas regras para o Tesouro Direto. Entre as novidades, o valor mínimo para aplicação será reduzido – podendo chegar a R$ 30 - e haverá facilidades como compra e venda programada. De acordo com especialistas, essas alterações deverão fazer com que os pequenos investidores se interessem mais por este tipo de aplicação e a quantidade de pessoas físicas que investem nesses títulos deve aumentar. Atualmente, são 263 mil investidores cadastrados no programa (segundo dados do mês de setembro) e a maioria (59,33%) investe até R$ 5 mil.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

RESUMO DO DIA



Com dúvidas sobre se a cúpula da União Europeia acontecerá no domingo, o investidor, que estava otimista de que o encontro do fim de semana resultaria em um plano concreto para resolver a crise de dívida, perdeu o ânimo depois que um jornal alemão noticiou que a Alemanha não descarta a possibilidade de adiar a reunião. O ambiente de incertezas acabou ofuscando até alguns dados positivos da economia americana. Com isso, o Ibovespa acabou com forte perda.

Nos EUA, as vendas de casas usadas recuaram 2,96% em setembro, ante o mês anterior, segundo dados divulgados pelaAssociação de Corretoras de Imóveis. O indicador Existing Home Sales mostrou que as vendas atingiram 4,91 milhões de casas, número praticamente em linha com o esperado por analistas (4,92 milhões). O Leading Indicators, relatório que compreende vários índices já divulgados nos Estados Unidos e serve como prévia para o desempenho da economia, registrou alta de 0,2% em setembro. O resultado veio abaixo da expectativa dos analistas (+0,3%).

O nível de atividade industrial na região da Filadélfia mostrou sinais de recuperação em outubro, após vários meses registrando desempenho negativo. O Philadelphia Fed Index marcou 8,7 pontos neste mês, enquanto analistas esperavam -8,8 pontos. Por fim, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego caiu em 6 mil na última semana. O Initial Jobless Claims registrou um total de 403 mil novos pedidos, valor inferior ao apurado na medição passada, que foi revisado para 409 mil solicitações. Por aqui, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) teve alta de 0,50% na segunda prévia de outubro, após elevação de 0,52% em igual período de setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas. Ainda, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou em outubro, em razão sobretudo de menores altas de alimentos e vestuário. O indicador subiu 0,42% neste mês, ante alta de 0,53% em setembro, informou o IBGE.

No mercado corporativo, Braskem figurou na lista de maiores quedas, ainda reagindo a análises de bancos internacionais que, em relatórios a clientes, projetam impacto negativo da desaceleração da economia global em seus resultados. Ontem, um grande banco divulgou previsões desanimadoras sobre a companhia, prevendo resultados menores no terceiro trimestre devido à deterioração posterior das margens.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Juros futuros consolidam aposta em corte da Selic

A agenda doméstica relativamente fraca e a ausência de novidades concretas no âmbito externo também não abriram espaço para grandes correções

 
 BMF%26Bovespa

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (488.275 contratos) estava em 11,124%

São Paulo - O mercado de juros futuros operou em compasso de espera pela decisão de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e apenas consolidou suas apostas em um corte de 0,50 ponto porcentual da Selic. Além disso, a agenda doméstica relativamente fraca e a ausência de novidades concretas no âmbito externo também não abriram espaço para grandes correções. Dessa maneira, as taxas dos contratos de juros curtos ficaram praticamente paradas nos patamares de ajuste de ontem, com leve viés de baixa.

A despeito de alguns analistas ainda acreditarem em um Copom mais agressivo, não houve movimentações mais intensas nos mercados de derivativos, como as que se viu na véspera do último encontro da autoridade monetária e que, agora, estão sendo investigadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2012 (488.275 contratos) estava em 11,124%, de 11,14% no ajuste, apontando redução próxima a 0,5 ponto porcentual em cada uma das duas reuniões que restam no ano. O DI janeiro de 2013, com giro de 197.090 contratos, cedia a 10,44%, de 10,47% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2014 (70.690 contratos) recuava à mínima de 10,67%, ante 10,75%. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (17.630 contratos) apontava mínima de 11,13%, de 11,23% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (5.655 contratos) indicava 11,14%, de 11,23% ontem.

A precificação do mercado de juros está em linha com o levantamento do AE Projeções com 74 casas. Desse total, 69 acreditam em uma redução de meio ponto da Selic, quatro instituições enxergam um Copom mais agressivo, com corte de 0,75 ponto porcentual, enquanto apenas uma, a BGC Liquidez, aposta em uma diminuição do ritmo para 0,25 ponto porcentual. A pesquisa também mostrou que 61 de 70 instituições preveem que a Selic estará em 11% no fim de 2011.

E se o mercado se mostra convicto da intensidade do corte no encontro de hoje, restam dúvidas sobre a extensão do afrouxamento monetário. Até agora, o DI janeiro de 2013 precifica a Selic em 10,50% no fim do ano que vem, o que indica redução de 1,5 ponto porcentual ante o nível atual, de 12% ao ano. "Acho que o tamanho do afrouxamento dependerá do desenrolar dos acontecimentos lá fora. Enquanto isso, não dá para cravar até onde a Selic irá", comentou o estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Rostagno.
Hoje, a Receita Federal anunciou que a arrecadação de setembro cresceu 7,52% sobre igual mês de 2010, atingindo R$ 75,102 bilhões. O valor ficou acima da mediana encontrada pelo AE Projeções, de R$ 73,8 bilhões, mas dentro do intervalo das estimativas, de R$ 68,3 bilhões a R$ 76,2 bilhões.

No exterior, o ritmo dos negócios foi lento, uma vez que não houve nada de novo, a não ser variações dos mesmos rumores dos últimos dias. A Alemanha e a França continuam a trabalhar juntas em sua promessa de entregar uma solução abrangente para a crise da dívida da zona do euro, disse o ministro das Finanças francês, François Baroin, enquanto o jornal alemão Financial Times Deutschland informou que o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, pôs em discussão a ideia de alavancar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) para no máximo 1 trilhão de euros. Vale lembrar que ontem circularam rumores sobre o aumento para 2 trilhões de euros, fato negado posteriormente por uma fonte próxima às discussões.

10 notícias para lidar com os mercados nesta quarta-feira

Copom decide o juro sob a desconfiança do mercado; Presidente e esposa passam a deter 45% da Marfrig

Eike Batista, dono e presidente da MMX entre outras empresas
A MMX, de Eike Batista, anunciou uma mudança na sua presidência
São Paulo - Aqui está o que você precisa saber:
 
1 - Copom decide Selic sob desconfiança do mercado. CVM investiga movimentações atípicas no mercado de juros após suspeita de vazamento de informações privilegiadas do Comitê de Política Monetária. Um reflexo dessa desconfiança é que circula nas mesas de operações de bancos e corretoras uma planilha que mostra, ao longo dos últimos anos, a migração atípica de investidores pessoa física nos dias que antecedem a reunião do Copom. A expectativa é de um corte de 50 pontos-base, para 11,5% ao ano.
 
2 - Eletrobras planeja captação externa após meia-volta em agosto. A empresa pode captar até US$ 2,5 bilhões em títulos para financiar a expansão de sua rede após uma série de apagões desde 2009, disse a Standard & Poor’s. A taxa dos títulos em dólar com vencimento em 2019 emitidos pela estatal caiu 26 pontos-base, ou 0,26 ponto percentual, da máxima de cinco meses, para 4,84 por cento em 5 de outubro, segundo dados compilados pela Bloomberg.
 
3 - Presidente e esposa passam a deter 45% da Marfrig. “Estas aquisições que venho fazendo através da BM&FBOVESPA e conseqüente aumento de participação no Capital Social da empresa são motivadas pela minha confiança nos sólidos fundamentos da Companhia e em seu significativo potencial de criação de valor”, declara Marcos Antonio Molina dos Santos, CEO e presidente do Conselho de Administração do Grupo Marfrig
 
4 - Tecnisa alcança R$ 312 mi em lançamentos no terceiro trimestre. O valor representa uma queda de 45% sobre o mesmo período do ano passado. “É importante destacarmos que nesse trimestre, devido a uma maior morosidade no processo de aprovação, 76% do total de lançamentos foi efetuado nos últimos dias do trimestre, contribuindo muito pouco com as nossas vendas até o fechamento do tri”, disse a empresa.
 
5 - Gafisa lança R$ 1 bi no terceiro trimestre. Os números mostram uma queda de 15% na comparação com o ano anterior, disse a empresa. As vendas contratadas no trimestre somaram R$ 1,0 bilhão no período, praticamente estável quando comparado ao 3T10.

6 - MMX nomeia Guilherme Escalhão como novo presidente. “Minhas razões são exclusiva e inteiramente pessoais”, afirmou Roger Downey no comunicado. O executivo destacou o trabalho realizado nos últimos dois anos, período em que comandou a mineradora. Desde janeiro, Escalhão era diretor financeiro da MMX, após uma passagem pela LLX Minas Rio e empresas como a Vale e o Grupo Caemi.

7 - Iochpe-Maxion adquire o Grupo Galaz. A fabricante brasileira de rodas e chassis para veículos comerciais, rodas para veículos leves, vagões de carga e fundidos ferroviários anunciou a compra de 100% da empresa mexicana por aproximadamente US$ 195 milhões. A empresa produz longarinas de aço para veículos comerciais.
 
8 - Confab irá reavaliar oferta para minoritários. A BR Partners foi a escolhida para realizar um novo laudo de avaliação. O novo valor deverá ser divulgado no prazo máximo de até 30 dias após a formalização da contratação da avaliadora, mostra um comunicadopublicado nesta terça-feira. A remuneração pelo trabalho será de 550 mil reais.
 
9 - Moody’s rebaixa o rating da Espanha para A1 e mantém perspectiva negativa. "A Espanha continua vulnerável ao stress de mercado e ao risco de eventos. Desde que se colocou sob revisão sua avaliação no final de julho de 2011, não se chegou a uma solução crível da crise de dívida soberana”, afirmou a agência.
 
10 - Apple e rebaixamento da Espanha pressionam índices asiáticos. O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 1,51 por cento. Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,35 por cento, com os resultados da Apple limitando as valorizações.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

10 notícias para lidar com os mercados nesta terça-feira

PIB da China desacelera e preocupa o mercado; Moody's alerta que pode reduzir o rating da França

Bank of America Merrill Lynch
O Bank of America divulgou nesta manhã um lucro líquido de US$ 6,2 bilhões no 3º trimestre
São Paulo – Aqui está o que você precisa saber:

1 - PIB da China desacelera e cresce 9,1% no terceiro trimestre com Pequim lutando contra a inflação. O dado representa um arrefecimento de quatro décimos na comparação com a alta de 9,5% registrada no segundo trimestre deste ano. No acumulado de janeiro a setembro, o PIB da segunda maior economia do mundo ascendeu a 32,06 trilhões de iuanes (US$ 5,02 trilhões), um aumento de 9,4% com relação ao mesmo período do ano anterior.
 
2 - Moody's adverte que dívida francesa poderá sofrer revisão em breve. 'Nos próximos três meses, a Moody's irá controlar e avaliar a perspectiva estável à vista dos progressos do Governo na aplicação das reformas', indicou a agência, que levará em conta uma evolução econômica e financeira potencialmente adversa.
 
3 - Europa e PIB da China pressionam e bolsas da Ásia recuam. As bolsas de valores asiáticas fecharam em baixa nesta terça-feira, depois que a Alemanha minimizou esperanças de que haja uma solução rápida para a crise de dívida da Europa, enquanto dados mostraram que o crescimento econômico da China desacelerou ligeiramente mais que o previsto no terceiro trimestre. As ações chinesas listadas em Hong Kong desabaram mais de 5 por cento. Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 1,6%.
 
4 - OGX ganha da Petrobras na renda fixa após acordo com Shell. Os títulos da dívida estão com o melhor retorno entre as três maiores companhias do setor na América Latina após fechar seu primeiro contrato de venda de petróleo. As taxas dos papéis com vencimento em 2018 da companhia controlada pelo bilionário Eike Batista despencaram 167 pontos- base, ou 1,67 ponto percentual, desde 5 de outubro, para 9,4 por cento.
 
5 - Inflação medida pelo IGP-10 acelera para 0,64% no mês. O índice acelerou em relação ao 0,64% de setembro, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Até outubro, o índice acumula altas de 4,68% no ano e de 7,25% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-10 desse mês foi do dia 11 de setembro a 10 de outubro

6 - ALL anuncia avanço de 16,3% do Ebitda no terceiro trimestre. O lucro consolidado antes de juros, impostos, depreciação e amortização ficou em 428,9 milhões de reais, informou a empresa em sua prévia de resultados divulgada hoje. O volume da ALL Brasil aumentou 10,4% no 3T11, de 11.034 milhões de TKU (Toneladas úteis transportadas) no 3T10 para 12.182 milhões de TKU.

7 - Laep inicia a venda da antiga Parmalat Brasil. A empresa anunciou em um comunicado publicado ontem à noite que autorizou a diretoria a iniciar a negociação e a venda, direta ou indireta, da participação na Padma Indústria de Alimentos (anteriormente conhecida por Parmalat Brasil).
 
8 - Brookfield anuncia vendas de R$ 1,3 bi no terceiro trimestre. Os números, segundo a prévia dos resultados divulgada ontem à noite, representam um crescimento de 61,4% em relação ao mesmo período do ano passado e um aumento de 22,2% sobre o 2º trimestre do não. Os lançamentos chegaram a 913 milhões de reais, um crescimento de 23,3% em relação ao mesmo trimestre de 2010 e 22,4% na comparação período entre abril e junho.
 
9 - Even lança R$ 448 milhões no terceiro trimestre. De acordo com os resultados prévios, as vendas contratadas da empresa ficaram em 370 milhões de reais, sendo 150 milhões de reais de lançamentos deste trimestre e 220 milhões de reais de estoque.
 
10 - MRV atinge recorde de lançamentos e vendas no terceiro trimestre. As vendas contratadas chegaram a 1,083 bilhão de reais no período, um crescimento de 22% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os lançamentos somaram 1,448,7 bilhão de reais, um avanço de 40% em relação ao terceiro trimestre de 2010.
 
Bônus: Bank of America anuncia um lucro líquido de US$ 6,2 bi no terceiro trimestre. O resultado reverte um prejuízo de 7,3 bilhões de dólares um ano antes. Veja o comunicado.
 
Bônus 2: BC diz que é impossível decisão sobre a Selic vazar. O Banco Central disse hoje em uma nota que a taxa Selic somente é discutida em reunião reservada no segundo dia do encontro do Copom e que, desta forma, "não é possível o conhecimento prévio da decisão". O comunicado é uma resposta ao anúncio de que a CVM está investigando um movimento atípico de mercado na semana em que a taxa foi reduzida em 50 pontos-base de maneira inesperada.
 
Bônus 3: Goldman Sachs apresenta o 1º prejuízo trimestral desde 2008. O banco anunciu perdas de 428 milhões de dólares em um período fortemente afetado pelos negócios na parte de investimentos. Veja o comunicado.